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Dez 10
Ranking da Taiyosha (JP) – 06/12/2009
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Lancaster |
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8
Categorias: rankings

Desculpem o atraso. Eu deveria ter postado isso segunda, mas a reta final da monografia realmente comeu meu tempo e nem editar imagens para posts prontos me foi possível. Mas enfim, estou vivo, de pé, e tentando fazer um filtro no monte de material atrasado que bateu no meu colo. É muita, mas muita coisa mesmo. Então vamos lá, porque essa é uma semana particularmente especial: a mega-tiragem recorde de One Piece entra em ação e a Shonen Jump volta a casa dos três milhões de exemplares na mais recente edição. Não é pouca coisa.
Shonen/Para garotos
01. One Piece 56 (Shueisha)
02. Bleach 42 (Shueisha)
03. D. Gray-Man 19 (Shueisha)
04. Katekyo Hitman Reborn! 27 (Shueisha)
05. Kuroshitsuji 8 (Square Enix)
06. Medaka Box 2 (Shueisha)
07. Nuharihyon no Mago 8 (Shueisha)
08. Toriko 7 (Shueisha)
09. Ane Doki 1 (Shueisha)
10. Kurenai 4 (Shueisha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Yotsuba &! 9 (Kadokawa)
02. Real 9 (Shueisha)
03. Birdy the Mighty Evolution 3 (Shogakukan)
04. Pandora Hearts 10 (Square Enix)
05. Bamboo Blade 12 (Square Enix)
06. Shinya Shokudou 5 (Shogakukan)
07. Umi no Misaki 6 (Hakusensha)
08. Nogizaka Haruka no Himitsu 3 (Kadokawa)
09. Reibai Izuna 4 (Shueisha)
10. Billy Bat 2 (Kodansha)
One Piece, respeitando sua natureza marítima, vem num vagalhão. Não duvido que haja uma diferença enorme na escala de suas vendagens e de todos os outros títulos do mercado. É o shonen de maior sucesso de todos os tempos na história, está batendo todos os recordes, e está puxando a Jump em um momento de encolhimento generalizado do mercado – talvez sinalizando que esse encolhimento pode começar a ser revertido. Eu precisaria ter acesso a números brutos, mas Bleach, embora venda realmente muito, muito mesmo, dificilmente deve se aproximar dos números extraordinários de One Piece. D.Gray-man por sua vez ganhou novo alento com sua mudança de casa para a Jump Square – revista que comparece também com a série Kurenai na décima posição. Melhor assim. A autora Katsura Hoshino teve que interromper várias vezes a série por problemas médicos – e mudar de uma revista semanal para uma revista mensal, diminuindo sua carga de trabalho, parece ter sido uma solução eficiente dentro dessas circunstâncias complicadas.
Como o nefando Kuroshitsuji da Square Enix está na sexta posição após três semanas de presença na lista, dividindo os títulos da Jump, não duvidaria que houvesse uma discrepância de vendagens entre os dos blocos jumpianos – acima e abaixo dele. Claro, tudo sinaliza que Nurarihyon no Mago vai se tornar sério candidato a blockbuster após o lançamento de sua versão animada; potencial para isso ele tem e caso seja bem-feito, vai ter grande atrativo visual a seu favor. Mas enquanto isso não chega… Medaka Box por sua vez mostra potencial: ele começou como um título
mais voltado ao ecchi – o grau mais juvenil da comédia maliciosa – e acabou se estabelecendo melhor ao se voltar mais a combates estudantis. Não o vejo como se tivesse tirado a corda da forca, mas ele pode ter uma vida mais extensa do que o previsto. Quem está numa posição não muito fácil é Ane Doki, de Mizuki Kawashita – a mesma do nefando Ichigo 100% e do mal-pensado Hatsukoi Limited. A série vem amargando posições muito baixas nos rankings de popularidade da revista e admito que acho isso uma pena. Não sou fã de ecchi e o material não é nenhuma obra-prima, fato, mas Kawashita é excelente desenhista e apesar de eu já ter passado da idade de me empolgar em ver calcinha de papel e tinta, Ane Doki ganhou minha simpatia por não ser exatamente um harém, e sim brincar com uma fantasia que todo adolescente normal já teve na vida: a de coabitar com uma garota linda (sem a presença vigilante dos pais), mais desenvolvida do que suas coleguinhas de escola, se enroscando nele o tempo todo. Conta pontos para isso o fato de que o garoto não é um mané – é apenas um fedelho normal, na faixa dos treze anos, entre uma garota mais velha e uma menina da sua sala, apaixonada por ele. É plausível, mesmo dentro do absurdo das circunstâncias – mais do que um sujeito que se apaixona por uma calcinha. Só que gradualmente
fica patente que a autora não está sabendo o que fazer e geralmente isso precede o milagre da multiplicação das mulheres apaixonadas – o que mandaria toda a credibilidade que a série vinha tendo para o vinagre.
Quanto a lista seinen, não há muito o que dizer porque ela reflete a semana passada, com três inclusões: Shinya Shokudou, um mangá culinário que orbita em torno da preparação de pratos com curry; Reibai Izuna, a continuação de um velho hit da Jump, Jigoku Sensei Nube; e o mais interessante dos três, Birdy the Mighty: Evolution, a continuação do bem-vindo remake de Birdy the Mighty, de Masami Yuuki (o mesmo que pela Shonen Sunday produziu um dos meus mangás favoritos, cuja versão animada passou no Brasil pela saudosa Fox Kids: Patlabor). Digo bem-vindo porque a série original dos anos oitenta, publicada na Shonen Sunday Super em 1985, simplesmente era por demais errática e acabou sendo fechada com um único volume… em 1988. Em 2003 ele retomou os personagens e decidiu recomeçar a série do zero na finada Young Sunday (de onde migraria para a Big Comic Spirits), gerando 20 volumes sem percalços (foi essa versão que gerou a versão animada Birdy the Mighty: Decode). No geral, ótima semana tanto para o shonen quanto para o seinen. Vamos esperar que tudo permaneça assim semana que vem – quando não devo atrasar novamente o ranking.
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Comentários:
Há tempos que esse mangá está na minha lista. Quero ler isso para ver qual a dele, porque vende tanto assim.
Mais uma vez, a Mizuki Kawashita está penando ao escrever para um público que definitivamente não é dela.
Apesar da má fama de Ichigo 100% por aqui ( ¬¬ ) , esse mangá teve momentos geniais em meio ao fan service habitual.
Já que a Kawashita não sai da Shueisha, que mandem ela direto para a Business Jump. Tenho certeza de que ela é capaz de fazer um novo "Yume de Aetara", mas mais voltado à sensibilidade.
Capacidade para isso ela tem. (Será que ela responde se eu mandar um e-mail? Queria sugerir isso... ¬¬ )
Ah, e você adora mechas, hum? >D
Eu adorava assistir Patlabor na Fox Kids. O filme que passava as vezes era bem bom também. Saudades dessa série.
Alexandre: Pois é. Essa série era ótima e foi esnobada pelos espectadores, a verdade era essa.
Sobre o Ane Doki, ele vendeu 54 mil cópias, era mais ou menos o que Sket vendia um tempo atrás. Acho até um bom número, gosto da série, estou preocupada com as posições na Toc, mas se for verdade o que diz em Bakuman, que os garotos tem problemas para votar em ecchi, então...acho que a série pode se salvar. O problema é que parece que a Kawashita tá meio perdida mesmo, esses últimos capítulos foram sem-noção.
Ah, só de curiosidade, sobre o comentário do R.Moss, dela mudar de revista: ela já fez isso na carreira antes, antigamente ela escrevia com o nome de Mikan Komori e escrevia shoujo e yaoi.
Até mais e boa sorte aí no TCC 0/
Quem teve paciência para ler Ichigo 100% até o fim (eu tive. Me emocionei e até hoje meu papel de parede é a Toujo) percebeu as sacadas geniais dela.
Ela sabe lidar muito bem com sentimentos e partes tocantes, exatamente o que faltou em Yume de Aetara.
Se cancelarem Ane Doki nos próximos meses, acho que ela vai acabar mudando de revista. Nem que seja a Jump Square.
Mas como leitor, gostaria de ver ela numa revista para leitores mais velhos.
Como confiar na Taiyosha com uma diferença tão grotesca? É grotesca mesmo, nos rankings Mago e Toriko estão lá nos 10+ e Medaka Box está lutando para não afundar (mais).
Kuroshitsuji e um hit, pode ser um shonen para garotas, mas é um hit. Nem tem como ser material de nicho vendendo seus habituais 600.000 por volume, Pandora Hearts talvez com seus 140k possa ser considerado nicho, mas Kuroshitsuji?
Alexandre: Minha teoria é que Kuroshitsuji a sua própria forma tem o mesmo perfil básico de Haruhi em termos de desempenho: um material de nicho que de alguma forma rompeu a cerca e atingiu um público maior. Mas não mudou sua natureza por assim dizer.
Queria ver a cara dos japoneses quando chegar a hora em que a Jump não terá nenhum mangá ecchi (se é que esse dia vai chegar).
Eu (admito, gosto de ecchi, sem vergonha nenhuma) que já estava desanimado por causa do fim de To Love-ru, estou temeroso pelo possível cancelamento de Anedoki porque acho que, mais do que meter o protagonista em situações constrangedoras, a Kawashita consegue ser muito boa em situações sentimentais, como disse o R.Moss, e, consequentemente seus mangás ganham pontos.
Não sei se é verdade, mas faz sentido.
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