Busca
Nov 22
Peacemaker Kurogane agora em Celulares
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
4
Categorias: Mag Garden

Peacemaker Kurogane, de Nanae Chrono, não é uma das minhas histórias favoritas. Em termos de aventura relacionada de uma forma ou de outra à era Meiji, qualquer episódio de Samurai X é melhor, de longe – bem longe, aliás. Mas é inegável que essa série tenha seu eleitorado. Kurogane começou sua trajetória na Shonen Gangan da Square Enix, apenas com o nome de Peacemaker, com cinco volumes – para depois o autor romper com a editora e migrar para a revista mensal Comic Blade da editora Mag Garden. Agora, na esteira do lançamento de uma série com atores para a televisão, Peacemaker Kurogane retorna de seu hiato... só que para celulares! É um pouco assustador de se pensar, porque se trata de uma série que já foi publicada em duas revistas e tem um anime nas costas, e não chega a ser decadente – afinal, acabou de ganhar um seriado e nestas condições, qualquer revista receberia o material de braços abertos. Mas se pensarmos bem, vários projetos novos tem sido serializados para celulares ou para websites tradicionais (a criadora do quadrinho para meninas Vampire Princess Miyu, por exemplo, está causando danos à vista de seus leitores com seus grandes espaços em branco na editora virtual Flex Comics). A série está voltando no website móvel da Mag Garden e mais detalhes podem ser vistos aqui – apenas em japonês, pessoal.
Posts similares:
Reciclagem de Sucessos na Young King
Natsu no Arashi terá Segunda Temporada na TV Japonesa
Comic Break Exclusivamente Online
Post anterior: El Sistema: Anime na VenezuelaPróximo post: Mais Gag Mangás na Young Magazine



Comentários:
Poderia indicar que os mangás para celulares são lucrativos o bastante para dispensar outras formas de exploração comercial, mas isso vai contra o que estou acostumado a ver dos japoneses, que costumam explorar qualquer meio que dê algum lucro, mesmo que apenas razoável. Também não está de acordo com a prática tradicional de "atacar em várias frentes" lançando o título em diferentes mídias que se apoiam mutuamente.
Minha suposição é que estejam testando alguma estratégia ou teoria mercadológica usando um título menor para depois avaliarem se vale ou não a pena aplicá-lo aos demais títulos, embora eu não esteja em condições de dizer o que seria.
Outra teoria que eu acho menos plausível (mas em que ainda vejo algum sentido), é que os caras estejam sendo mãos-de-vaca e tenham resolvido lançar em versão de celular apenas porque exige um investimento inicial menor.
Ou talvez estejam simplesmente deixando para lançar a versão impressa quando houver conteúdo suficiente para serializar. Caso este venha a se mostrar o caso, pode ser que os japoneses estejam pensando em criar um novo sistema editorial em que os mangás para celulares substituem o sistema baseado em antologias impressas, que estão em claro processo de declínio e portanto, podem vir a ser extintos, o que traz a necessidade de um sistema substituto.
E Peacemaker é um caso interessante, o material foi publicado em revistas Shonen, mas claramente está mais preocupado em atrair o público feminino, com os samurais bonitinhos e as (muitas) insinuações homoafetivas. Mas achei um material divertido (se bem que o final do anime não foi tão bom)
Pessoalmente eu não acho que fato de um mangá ter bishounens e relações "suspeitas" queira dizer necessariamente que um título esteja interessado no público feminino. Shounens como CDZ e muitos animes de mecha também são assim. Acho que é só uma questão de estilo mesmo.
Creio que isso seja uma questão meio que editorial, pra abrangir ainda mais o público consumidor do produto. Porque é meio estranho ser "estilo" quando grande parte do material da Shonen Jump também tem essas insinuações. Mesmo que sejam poucas, há. (Ou nem tanto, tem umas "otakas" que veem yaoi em TUDO XD)
Deixe seu comentário: