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Nov 09
Ranking da Taiyosha (JP) – 08/11/2009
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5
Categorias: rankings

Após uma semana de horror, veio a cavalaria – e ela se chama Shonen Jump. Os títulos de sua linha (e aí incluo a Jump Square, que comparece com Claymore, e Steel Ball Run, que hoje está na Ultra Jump mas que começou sua carreira na Shonen Jump e que continua sendo registrada como shonen ao sair nas livrarias) não apenas ocupa TODA a lista para garotos, mas também ocupa quase toda a lista geral – essencialmente as duas listas são a mesma, com apenas dois títulos de outra faixa demográfica de diferença.
Como eu digo sempre que há invasão Jumpiana nas listas, entretanto, há pouco o que falar quanto a essas séries: são materiais de modo geral famosos entre os leitores de anime e mangá, e na maior parte dos casos não há muito como introduzir comentários extensos sobre eles. Então vamos ser breves: Naruto chegou a amargar algum declínio quando encerrou sua fase clássica e se redirecionou em tom de história, mas acabou se restabelecendo em termos de popularidade – não nos níveis de antes, mas o suficiente para fazer estrago e não são poucas as vezes em que ele consegue se alternar com One Piece no topo das listas de popularidade da Shonen Jump em nossos dias. Fico feliz em ver o volume novo de Bakuman ocupando a segunda posição (não tem como ele bater a trinca de One Piece, Naruto e Bleach nos dias de hoje, sendo realista) e acredito que deve contar pontos para isso o fato de que a abordagem "novelão" da série pode estar atraindo um público a mais, além do típico leitor da revista. Mesmo Steel Ball Run não estando mais na grade da Shonen Jump, Hirohiko Araki não é carta fora do baralho e consegue manter presença com seus personagens um tanto esquisitões (epa!), mas admitamos, muito bem desenhados. De resto, é bom ver o divertidíssimo Sket Dance marcar presença não apenas la lista para garotos, mas na lista geral – e na mesmíssima posição. Sinal de que a divulgação recente da Shueisha está fazendo efeito e que há um público crescente dando chance aos personagens.
Shonen/Para garotos
01. Naruto 48 (Shueisha)
02. Bakuman 5 (Shueisha)
03. Gintama 31 (Shueisha)
04. Claymore 17 (Shueisha)
05. To Love Tu – Trouble 16 (Shueisha)
06. Steel Ball Run 19 (Shueisha)
07. Beelze Baby 3 (Shueisha)
08. Sket Dance 10 (Shueisha)
09. Yu-Gi-Oh! GX 10 (Shueisha)
10. Kuroko no Basket 4 (Shueisha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Liar Game 4 (Shueisha)
02. St. Young Men 4 (Kodansha)
03. To Aru Kagaku no Choudenjibou 4 – Special Edition (Kadokawa)
04. Bartender 15 (Shueisha)
05. Bishoujo Inbara! 2 (Shueisha)
06. Sarto Finito 24 (Shueisha)
07. Sengoku Tenshouki 7 (Kodansha)
08. Dr. Koto Shinryoujo 24 (Shogakukan)
09. Saiyuki Reload (Ichijinsha)
10. New Say Hello to Black Jack (Shogakukan)

Já na lista para leitores mais velhos, temos um bom sinal: não temos praticamente presença otaku – apesar da capa sinalizar o contrário, Bishoujo Inbara sai na Super Jump, que é voltada para um publico com maior poder aquisitivo e mais exigente do que a Young Jump, que é pós-adolescente mesmo (o Fábio Sakuda da XIL fez uma excelente explanação sobre a diferença entre os títulos adultos da linha Jump, que pode ser lida AQUI. Vale a olhada). Na verdade isso significa que as vendas de mangás de massa foram sólidas o suficiente para ultrapassar as vendas de mangás de nicho – que por serem de nicho, não são tão altas assim de modo geral. Então a lista foi sólida e numa olhada superficial, dois títulos merecem destaque. O primeiro, Liar Game, de Shinobu Kaitani, e o último, New Say Hello to Black Jack, de Shuho Sato.

Liar Game está sendo puxado pelo seu grande sucesso em versão televisiva, e está ganhando uma segunda temporada. Eu pelo menos tendo a ter problemas com as adaptações com atores japonesas por um motivo simples: lá, não importa o elenco. O que importa é a agência. Não se pinça atores buscando quem é o melhor para representar determinado personagem; se procura a agência e eles colocam atores do seu cast, especialmente os que eles querem mais divulgar. O resultado é que uma série pode ser desfigurada na telinha, porque os personagens são adaptados à persona pública do ator e não o contrário – aquilo que eu chamo de "Efeito Will Smith" (Hancock; Eu Robô; e James West são a prova.
Digite "Tonight, He Comes" no google, leiam o livro do Asimov, e procurem dar uma olhada no que foi a série original de James West nos anos 60 para vocês entender a devastação que a presença de Will Smith pode fazer com uma história – nem por culpa dele, mas pelos produtores que o enfiam a fórceps em um projeto que vai ser desfigurado para se adequar a imagem pública do ator). Foi triste ver Tantei Gakuen Q, por exemplo, virar a mesma história com quase outros personagens que tem o mesmo nome. Mas esse não parece ser o caso de Liar Game: o roteiro e os personagens parecem ter sido bem preservados e isso sempre reverte bem para o mangá original.
O outro título a chamar atenção é justamente a décima posição: o 11º volume de New Say Hello to Black Jack, de Shuho Sato – o primeiro após a sua migração para a Internet. Note que apesar do retorno financeiro inicial (Sato, que põe tudo sempre às claras, precisa dizer a quantas anda seu retorno regular com seu próprio site de quadrinhos online nesses primeiros meses), ele ainda é publicado pela Big Comic Spirits da Shogakukan. Ou seja, essa transição pode ser benéfica para seu modelo de negócios. Resta saber se ela vai se sustentar a partir de sua próxima série, quando ele não estiver sendo publicado mais em antologia. Estaremos acompanhando.
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Comentários:
Alexandre: Eu tenho uma teoria para isso e que explica também porque Inumaru Dashi está sempre em uma posição mais confortável nas listas de popularidade mas em vendagem não é tudo isso: É que quadrinhos de gag – e Gintama é mais próximo deles em termos estruturais – tendem a ser mais amigáveis ao leitor casual, que compra a revista para ler e jogar para um canto. Então estes atraem mais leitores para a revista em si. Já séries contínuas e colecionáveis operam por outra lógica – e diabos, Bakuman vende bem o suficiente para se manter pelas próprias pernas na revista, pelo visto.
Essa lista deve estar matadora, quando sair o Top30 da Oricon na quarta acho que é possível q não tenha nenhuma série com menos de 40.000 de venda nos 30+.
Vou procurar dar uma lida nesse Liar Game, todo mundo está falando ruim não deve ser.
Alexandre: Eu gosto dos dois, mas acho que Kaiji está um patamar acima de Liar Game. É raríssimo um autor em um título comercial não fazer concessões para o leitor e ainda assim mantê-lo hipnotizado. Hoje em dia, isso é algo raríssimo e que vale ouro. Agora, Beelze tem crescido bem da leva mais recente da Jump. Não é de se espantar sua presença na frente de Sket.
Acho que se os volumes das séries famosas não fossem lançados todos juntos, haveria a possibilidade de títulos que estão mais abaixo estarem lá em cima, certo? Mas no final das contas o que vale mesmo é a quantidade que cada um vende, e nisso não podemos fazer nada...
Alexandre: Bem, "faz parte".
Gostei de ver a lista. Quando a Shueisha consegue tomar a primeira semana do mes, eh ateh gostoso de ver.
Eu tava vendo a lista e percebi que nao compro mais quase nada de sucesso... Das duas listas, soh comprei Bakuman e St Young Men. Da Jump, eu leio quase tudo nela...
Outro titulo bacana da Shueisha eh o Jin, que virou novela. Nunca tinha lido, mas a novela tah fazendo sucesso (meu pai tah vendo!!), eh a mais vista da nova temporada. E a historia eh bacana! Acho que eh coisa que voce gosta. Essa semana ele tava fazendo penicilina caseira, muito bacana!
Alexandre: Conheço o Jin superficialmente, gostaria de poder ler mais.
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