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Out 23
Antologia de Tezuka para Celulares Americanos
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Categorias: celulares

A Tezuka produções anunciou que Astro Boy e outras séries de Osamu Tezuka passarão a estar disponíveis para Ipod e Iphone nos Estados Unidos. Será na verdade uma antologia dedicada apenas a obra do autor, chamada Weekly Astro Boy Magazine; toda semana, uma revista virtual para celulares com 100 páginas de material estará disponível para os consumidores ao módico preço de 99 centavos de dólar. O primeiro volume será gratuito, e a companhia tem a expectativa de um milhão de downloads de acordo com Yoshihide Kinokawa, diretor da D-Arc, a empresa por trás da tradução e adaptação do material para o formato. A página poderá ser vista por completo na tela com recurso de zoom para cada quadrinho. Além de Astro Boy, a grade contará com Fênix e Black Jack entre outras séries. Não é preciso dizer que o vindouro longa animado em computação gráfica ajudou a puxar a franquia nos Estados Unidos, e com certeza não teríamos esse projeto editorial se não fosse a existência do filme. Mas pode valer a pena e ajudar a dar mais respeito e destaque ao nome de Tezuka entre o público americano.
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Enfim, Tezuka tem sido traduzido aos montes no mundo todo, acho que já é hora de focar em outros autores importantes de seu tempo como Ishinomori, Fujio Akatsuka, Shigeru Mizuki, Mitsuteru Yokoyama, Fujiko Fujio, etc... e ainda são os mesmos títulos que já foram lançados em livrarias... porque tanta resistencia em publicar Jungle Taitei? Tem público pra ele, mas será que a fobia por parte das últimas polêmicas envolvendo Hergé faz com que seja arriscada a representação cartunesca dos povos nativos africanos? Isso não impediu a reimpressão de material semelhante da autoria do Carl Barks.
Alexandre: Bom, antes de falar o que vou falar, quero deixar claro que acho Barks genial e quem falar mal dele perto de mim vai ser enfiado de cabeça para baixo dentro de uma lata de lixo. E ser jogado ribanceira abaixo. Dito isso, vamos admitir que americanos são americanos e o trabalho de Barks sempre está a mão, sendo republicado continuamente década após década. Leia-se, ele é da casa e como seu material sempre esteve ali, ninguém vai se incomodar com o que estiver nele.
Agora, eu não acho que seja esse o problema – ou que haja realmente um problema. Talvez a obra não esteja sendo encarada como prioritária. Os Tezukas que tem sido lançados em território americano são os mais adultos; seu material mais juvenil, tirante o Astro Boy, por seu fator icônico e seu peso como franquia, simplesmente pode estar sendo visto como "velho" demais para pegar a garotada. Infelizmente.
Agora, não pensem que Carl Barks se saiu melhor. Algumas das histórias dele foram censuradas nos EUA e não são republicadas lá (ou são republicadas com alterações) há ANOS! Particularmente a do zumbi africano.
No resto do mundo (Brasil inclusive) ninguém liga pra isso e Barks é republicado aos montes, mas nos EUA não é bem assim. Algumas das primeiras aventuras do Mickey (inclusive sua primeira HQ, escrita pelo próprio Walt Disney!) estão na mesma situação.
Quanto à lista de autores que o Felipe Onodera fez, todos são publicados na França em maior ou menor grau, mas os editores americanos têm mais resistência em publicar material clássico (ou seja, antigo). E não é só culpa deles, afinal a Viz é uma editora japonesa e também publica pouquíssimos clássicos!
Eu diria que esse material tem mais apelo com leitores mais maduros, que existem aos montes na Europa mas são relativamente raros nos EUA, onde o público tradicional de quadrinhos não lê mangá e a maior parte dos leitores de mangá é bem jovem.
Imagino que o problema seja igual no Brasil.
Hunter (Pedro Bouça)
Bem, em fóruns de discussão pela internet, Jungle Taitei está sempre entre os mais pedidos e, segundo a Vertical Inc, esse é um dos motivos de a série ainda não ter sido traduzida.
Bem, eu pessoalmente acho uma obra obrigatória do Tezuka, e sendo apenas 3 volumes, não vejo porque não... Eu considero Jungle Taitei mais maduro do que Dororo em sua temática, mas talvez o antropormofismo seja um fator chave na hora de classificá-lo como material infantil. A série de 1989 do Rintaro foi, definitivamente, dirigida a um público mais velho.
http://goldenagecomics.org/wordpress/2009/01/13/the-censorship-dilema/
Sim, o material que passava sem problemas nos anos 50 e tornou as HQs Disney populares no mundo inteiro agora só pode sair nos EUA censurado!
Hunter (Pedro Bouça)
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