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Out 21
One-Shots na Linha Adulta da Jump
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Categorias: Shueisha

A Young Jump (tanto em sua versão semanal quanto na versão mensal) e a Business Jump são títulos voltados a um leitor adulto, mas estão longe de competir entre si; seus públicos-alvo são bem diferentes. A Young Jump é voltada a um público pós-adolescente, que está em faixa universitária ou entrando no mercado de trabalho; já a Business Jump já é voltado a um segmento mais velho, já estabelecido nesse mercado, com poder aquisitivo e provavelmente constituindo família a essa altura do campeonato. Leia-se, a Young Jump ainda tem um pé em uma adolescência que não foi abandonada por completo, com materiais que ainda remetem aos quadrinhos para garotos – mas sob upgrade temático e etário – enquanto a Business Jump tem um perfil muito similar a novelas, sitcoms e seriados de televisão em suas histórias. Apesar dessa diferença, a metodologia editorial não é muito diferente: ambas, como qualquer outra revista em quadrinhos japonesa que se preze, lança one-shots (histórias curtas, na faixa entre 31-50 páginas), se elas emplacam há chance de serialização e tudo depende no final das contas do feedback de seu público. Dito isso, vamos lá: as duas revistas, em suas edições mais recentes, estão lançando one-shots. Na Young Jump mensal, a história da vez é Ankoku Rôman, de Noriyoshi Inoue –
autor associado ao seinen de ação dos anos 80, tendo no currículo Mad Bull (com roteiro do mesmo Kazuo Koike de Crying Freeman e Lobo Solitário) e atualmente produzindo, como artista, a série Yaoh para a Young Jump semanal. Ankoku é uma história de época, ambientada na tumultuada Era Taisho (1912-1926), com um romance proibido como pano de fundo. Já a Business Jump conta com duas histórias curtas: a primeira delas é a ficção científica Mabataki no Soonya, de Hikaru Yuzuki (autor que começou no shoujo – quadrinho para meninas – no início dos anos 70, mas se estabeleceu no segmento dos quadrinhos para adultos na década seguinte e continua nele até hoje, produzindo para a citada Young Jump e, mais frequentemente, na Business Jump). A trama é manjada – garota geneticamente engendrada foge de um centro de pesquisas russo – mas pode funcionar. Já o outro one-shot é Ahotori no Uta, de Noboru Takahashi, autor que fez carreira em editoras como Kodansha e Shogakukan e continua publicando nesta última, com a série em curso Mogura no Uta – que começou a ser serializado na finada Young Sunday e agora está sendo publicada na Big Comic Spirits. Ele não parece ser muito criativo para títulos, cá entre nós – e olhando bem, o visual dos personagens parece bem similar. Em todo caso, renovação de títulos e conceitos é importante – não importa a faixa etária de seus leitores.
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