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Out 20
Nova Série de Boys Be na Magazine Special
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Categorias: Magazine Special

Não me lembro quem falou isso ou quando eu ouvi essa frase, mas alguém definiu certa vez Boys Be, de Masahiro Itabashi e Hiroyuki Tamakoshi, como "o que acontece com os rapazes nos quadrinhos shoujo (para garotas) quando as câmeras não estão olhando". Como esse material nunca me interessou (e eu agradecerei muito se vocês leitores não tentarem me convencer, poupando o meu tempo e o de vocês. Obrigado), eu não vou discutir a veracidade desse ponto. O fato é que essa série – voltada justamente às atribulações românticas de um bando de garotos – é uma franquia de sucesso moderado mas sólido que já rendeu três séries de mangá, todas veiculadas na revista semanal Shonen Magazine da Kodansha, gerando ao todo 58 volumes na contabilização de todas elas (32 da primeira, 20 da segunda e 6 da terceira). E pelo visto, Itabashi e Tamakoshi acabaram se transformando em autores de uma série só: a mais recente edição da Magazine Special está lançando em sua edição de Novembro (que como de costume, sai em outubro) uma nova série da franquia – Boys Be: Next Season, com direito a um ensaio fotográfico sobre as dores de adolescência bla bla bla. Não é como se ela não vendesse, de qualquer forma; o conjunto da obra já chegou a um milhão e 900 mil exemplares vendidos – se continuarem desse jeito chegam aos dois milhões rapidinho. Em miúdos, enquanto houver quem compre, eles continuarão fazendo mais do mesmo.
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Comentários:
Alexandre: Dá em média quase 32.759 exemplares por edição. Levando em conta que esses autores não estão publicando nenhum One Piece, eles vivem de seu trabalho e pagam suas contas. A grande maioria dos quadrinhistas japoneses não é nenhum milionário, mesmo quando continuam vendendo regularmente – e este parece ser o caso aqui, do "quadrinhista bem-sucedido de classe média".
Este post de hoje foi especial porque nos mostra uma parte importante da realidade dos bastidores da indústria cultural japonesa. Lá, ser artista é apenas um trabalho como qualquer outro. E pessoalmente, eu acho isso algo maravilhoso.
Daqui a 10 anos você vai querer ler.
Mas é triste ver um autor recorrer sempre a uma mesma série quando não consegue emplacar algo.
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