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Ranking da Taiyosha (JP) – 18/10/2009

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Lancaster | PERMALINK | 3

Categorias: rankings

Kindaichi GTO

A recente política da revista Shonen Magazine, da Kodansha, em resgatar seus velhos medalhões está dando resultados. Simplesmente temos dois volumes de material novo de um dos mais emblemáticos personagens da revista nas últimas décadas, o jovem detetive Kindaichi, e o primeiro volume do bom e velho professor Onizuka na nova série GTO 14 Shonan Days, trazendo de volta todo um universo de caras familiares às páginas da revista. Mas o topo da publicação pertence à Shogakukan, em uma lista essencialmente dividida entre as duas velhas rivais Magazine e Sunday.

Shonen/Para garotos

01. Hayate no Gotoku 21 (Shogakukan)
02. Lucky Star 7 (Kadokawa)
03. The World God Only Knows 6 (Shogakukan)
04. Kindaichi Shounen no Jikenbo: Kenmochi Keibu no Satsujin (Kodansha)
05. Kindaichi Shounen no Jikenbo: Gokumonjuku Satsujinjiken (Kodansha)
06. GTO 14 Shonan Days 1 (Kodansha)
07. Bleach 41 (Shueisha)
08. Ocha Nigosu 11 (Shogakukan)
09. Dear Boys Act.3 2 (Kodansha)
10. Rin-Ne 1 (Shogakukan)

Seinen/Para Jovens Adultos

01. Touhou Bougetsushou – Saint Sinner in Blue (Ichijinsha)
02. Otoyomegatari 1 (Kadokawa/Enterbrain)
03. Tsugumomo 3 (Futabasha)
04. Gifuu Doudou!! Naoe Kanetsugu 4 (Shinchosha)
05. Esprit 3 (Mag Garden)
06. Tobaku Mokushiroku Kaiji - Kazuya-hen 1 (Kodansha)
07. Potemayo 4 (Futabasha)
08. Detroit Metal City 8 (Hakusensha)
09. Rin: Cocoro-Navi – Another View (Hakusensha)
10. Kamimubi no Miko 1 (Shonen Gahosha)

Hayate the Combat Butler

A Shonen Sunday conseguiu emplacar dois hits no topo – Hayate no Gotoku e The World God Only Knows. Os dois tem em comum o fato de terem elementos de intersecção com o segmento do fã hardcore. Não os vejo como intencionais na saga do jovem mordomo de combate de Kenjiro Hata; ele tem influência visível do trabalho de Ken Akamatsu (Love Hina, Negima), e isso tem que serThe World Only God Knows lembrado, mas não é um imitador. Mais: Hata soma às suas influências algo dos velhos animes da Nihon Masterpiece Theatre e uma olhada realmente criteriosa e atenta em Hayate revela que essa influência foi mais determinante do que se imagina. Essencialmente a história do jovem mordomo Hayate e a riquinha mimada Nagi é uma velha história que poderia ter saído dessas animações, mas vista sob o filtro não do lado apelativo e fanserviceiro de um Akamatsu, mas de sua faceta de humor maluco e absurdo. A soma dessas influências contraditórias dá personalidade à obra. Funciona. Já The World God Only Knows, o fator hardcore até pesa por fazer parte do universo do protagonista – um garoto que não se interessa por meninas normais por ser viciado em jogos de namoro como o assustador Love Plus (uma espécie de Tamagochi para nerds solitários onde é cultivada por meses uma namorada virtual). Para ele, as meninas perfeitas estão nos computadores – as meninas de verdade são falhas, cheias de defeitos e fontes de dor de cabeça. No entanto, circunstâncias sobrenaturais fazem com que ele seja obrigado a ganhar o coração de meninas de verdade – senão ele vai é para o inferno. Literalmente. Só que o fato dele já ter lidado com trocentas meninas desde que a série começou não parece ter mudado muito o rapaz, e é muito, muito, MUITO difícil gostar do personagem.

The World Only God Knows

No entanto, é curioso reparar que ao contrário do que vela a política de medalhões de Sunday, os maiores destaques da revista tem sido títulos de autores fora da trindade Takahashi/Adachi/Aoyama. E essa política recebeu um duro golpe essa semana, com a estréia do primeiro volume de Kyokai no Rinne na décima posição – o segundo volume nem está lá. A Viz, que publica simultaneamente o material nos Estados Unidos, deve rezar para que a série tenha umRin-Ne desempenho melhor por lá do que em seu país de origem. E levando em conta que dois títulos da safra atual da revista estão no pódio, o desempenho fraco da nova série da criadora de Inu-Yasha mostra que talvez não seja uma boa idéia apostar tanto nos autores veteranos como esteio. Adachi manda bem em Cross Game, fato, mas o apelo de Aoyama não é em seu trabalho como autor per si, mas por conta da franquia poderosa que ele tem em mãos (Detective Conan) – e Takahashi, bem, ela está rica o suficiente para pensar em se dedicar ao segmento de leitores mais velhos. Para os quadrinhos para garotos, tudo indica que ela perdeu a mão.
Ironicamente foi o resgate de personagens que fizeram história nas páginas da principal publicação semanal para garotos da Kodansha que deu fôlego à editora para peitar os grandes vendedores da Sunday essa semana. Eles não podem reclamar. Kindaichi (uma série de detetive juvenil que tende a funcionar infinitamente por conta de sua natureza episódica) e o carisma do bom e velho professor Onizuka em GTO, fazendo o que sabe melhor – abrir caminho ao coração dos jovem que ele auxilia, mas na base do tacape e de contínuos micos e situações mal-mandadas – sempre dão conta do recado. De resto, dois Kaoru Morisobreviventes de listas anteriores (Lucky Star e Bleach).
Quanto a lista para adultos, ela está até pior do que semana passada – que foi uma lista fraca de forma geral. Os dois únicos itens dignos de nota curiosamente são materiais do gênero histórico: primeiro, na segunda posição, a estréia do esperado Otoyomegatari de Kaoru Mori – cuja excelência não pode ser negada; ela é ótima no que faz; a seguir, em quarto lugar, mais um volume da saga histórica de Gifuu Doudou!! Naoe Kanetsugu – spin-off da série Keiji, de Tetsuo Hara (publicada na Comic Bunch, publicação que infelizmente tem vivido da nostalgia da Jump dos anos oitenta). Mas mesmo eles não tiveram forças para ultrapassar as vendagens dos produtos de nicho, e isso nunca é bom sinal. De resto, um título que normalmente eu não me deteria muito em comentar: Tsugumomo, comédia previsível sobre um mané que ao ser cercado por meninas bonitas (com um dedo sobrenatural no meio), acaba sendo empurrado involuntariamente para o papel de cerca de arame liso: tem gado no território se esfregando em sua superfície, mas ele permanece parado no mesmo lugar e claro, não espeta ninguém. Leia-se, vocês já conhecem essa história. Vale a pena ver de novo? Eu acho que não.

Tsugumomo

O que chama atenção em Tsugumomo obviamente não é o material em si – é que esse mangá é serializado numa antologia online, a Web Comic High!, da Futabasha. E isso aponta para um crescimento do quadrinho virtual na internet. É bom lembrar que não é a primeira vez que isso acontece: o cretininho Oniichan no Koto Nanka Zenzen Suki ja Nai n da kara ne!!, Tsugumomotambém publicado nessa página, também já chegou a lista dos mais vendidos no segmento mais velho – uma única vez, em semana fraca, e jamais retornou; mas esteve na lista um dia. Ambos são materiais mais voltados ao segmento otaku (embora eu possa ver um Tsugumomo tentar – eu disse tentar – dar seus voozinhos a um público maior apesar de sua origem; para Oniichan, isso seria impossível). Isso teria que acontecer nos materiais serializados exclusivamente em páginas como a Club Sunday (a Shueisha meramente republica material de suas grandes antologias até agora na Jumpland, e a Kodansha precisa muito correr atrás do atraso nesse sentido). Quando isso acontecer com um material de grande público, vai fazer uma diferença que vocês nem imaginam. Por ora, apenas sinaliza futuras possibilidades para o mercado – e não custa lembrar que material com mais estofo (a série Break Blade da Flex Comics) já chegou aos mais vendidos sendo serializado pela internet. Então se preparem, porque a tendência só tende a crescer.


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Comentários, Trackbacks:

Nome: Jussara Gonzo 19/10/09 04:52
Tia Rumiko, tia Rumiko... se aposente! Mas estou feliz em ver Kaoru Mori no top 3, como deve ser.
Nome: Pato_Supersonico 19/10/09 05:04
"Vale a pena ver de novo? Eu acho que não."

Depende.

Tem gente que nunca enjoa disso. Eu, por exemplo. =)
Nome: Carlos Eduardo 19/10/09 07:55
Só me veio uma palavra à mente quando eu vi esse ranking: FAIL.

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