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Out 09
Nova Edição de Yokohama Kaidashi Kikou
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Categorias: Afternoon

Yokohama Kaidashi Kikou, de Hitoshi Ashinano, é um desses cults silenciosos que só se espalharam por conta da internet. A série, publicada originalmente no almanaque para leitores adultos Afternoon, da Kodansha, aborda o cotidiano de um lugarzinho tranquilo no meio do nada, do ponto de vista de uma andróide. Quem esperar uma história de ação, ou melhor, qualquer história, pode tirar o cavalinho da chuva. É material pacato, afetivo e tranquilo, pronto para atender o escapismo de quem sonha com uma vida mais bucólica no meio do mato. Agora a Kodansha anunciou para o dia 23 de Outubro o lançamento simultâneo dos dois primeiros volumes de uma nova edição, compilando a série em dez tomos. Páginas coloridas originalmente publicadas em sua serialização na Afternoon mais extras estarão presentes para colecionadores. Sinceramente, considero que uma vez que boa parte das séries para leitores adultos não seriam viáveis em bancas aqui no Brasil e teriam que partir para livrarias, edições como esta deveriam ser consideradas também como a edição base desses tipos de materiais no Brasil quando fosse sua hora. Em livraria, agregar valor conta. E muito.
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Comentários:
YKK é meu mangá favorito. Amo esse título e meu sonho é o trazer para o Brasil. Ainda nem completei os volumes japoneses e já tem esse imperdíveis vindo.
Nossa, nem aguento de ansiedade. Se alguém tiver um cupom de desconto em lojas japonesas, favor me passar. Essa versão de YKK eu não deixo passar por nada. =D
Os mangás de livraria são uma inteligente solução para viabilizar títulos que não sobreviveriam em bancas, mas que não passam de uma solução comodista, que só serve para empurrar com a barriga o problema da falta de iniciativa para ganhar escala.
Sem um projeto de longo prazo, as possibilidades dos mangás se popularizarem permaneceráo ao acaso, e dificilmente as editoras crescerão de forma competitiva.
E no mercado altamente globalizado e dinâmico de hoje, quem não cresce acaba engolido.
Alexandre: Sinceramente, eu entendo e concordo. Mas eu parto do princípio do nosso cenário de mangás de hoje em dia. Um Yokohama não se sustentaria em banca. Precisamos repensar questões como distribuição, modelo de negócio, vendas, mas atualmente, o lugar de um material como este é em livrarias – e acho que uma vez lá, é necessário agregar valor.
Mas pense também no potencial popular delas. Pare para pensar: E se mangás pudessem ser vendidos em um molde gráfico e de acabamento não muito diferente dos livros de bolso da L&PM? Repare que eles estão em bancas E livrarias, e sobrevivem em ambos os pontos de venda, com tiragens de longo prazo. Sem falar que materiais que não teriam saida em bancas MESMO poderiam ser mais caros em termos de acabamento – convenhamos, alguém já pensou em dar de presente no natal um mangá de livraria? Quadrinho não tem que ser algo descartável e rapido. Quem tem que ser descartável e rápido são os periódicos, e é como periódicos que infelizmente nossos mangás tem sido tratados. Pense nisso.
Hoje (10/10) durante o 6º FIQ, num bate-papo com o tema "Scans e Internet: Impacto e Experiências", os 3 da mesa, de forma geral, conderam a atitude, mas o Amari de Paula (acho que é um dos organizadores do FIQ) citou o exemplo de YKK que é um mangá que nem nos EUA tem muitas chances de sair e que só pode ser conhecido por aqui através de scans.
E isso me lembra a guerra da Kodansha contra os scanlators. Então quem sabe não é a hora de investirem em séries "menores" (na questão de mercado) totalmente online.
Pagaria de bom grado para ter YKK traduzido para o inglês de forma digital.
Se estas novas edições da série saíssem no Brasil ou em algum país de língua inglesa, compraria não importando o preço.
Ler o mangá e acompanhar o dia-a-dia de Alpha trás uma sensação indescritível, seguida de uma tristeza sem tamanho no final de cada volume, pois afinal, é um volume mais próximo do fim.
Para quem gostou de YKK, recomendo a leitura de Aqua e Aria, de Kozue Amano, e Hotel, de Boichi.
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