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Out 09
Sai Nova Edição das Obras Completas de Osamu Tezuka
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Lancaster |
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9
Categorias: Osamu Tezuka

Osamu Tezuka é uma instituição nacional Japonesa. Nem tem como negar isso. E sua obra como um todo está em perpétua reimpressão por lá, em parte por conta da coleção Osamu Tezuka – The Complete Works – que é obrigatória para qualquer leitor ou futuro quadrinhista que se preza. Assim, comemorando o 80º aniversário do nascimento do autor, a Kodansha está lançando uma nova edição com novos design de capa e formato do material. A primeira leva traz os três primeiros volumes de Astroboy, dois volumes de Kimba, o Leão Branco, dois volumes de A Princesa e o Cavaleiro, dois volumes de W3 e todo o Pinóquio do autor, lançados todos de uma tacada só. Ao todo, a coleção terá 200 volumes (o que sinaliza que algumas das séries que compõem o material virão em edições bem bojudas), e materiais inéditos também virão a tiracolo nesse pacote: os que comprarem a coleção completa poderão pedir um volume extra com uma história inédita jamais publicada: Romance Jima. É para ter inveja dos japoneses.
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Comentários:
Alguma possibilidade desse material sensacional sair ao menos em inglês?
Alexandre: Bom, a coleção em si... não. Não acredito mesmo. Mas a Dark Horse publicou o Astroboy Completo, e a Vertical publica materiais como Black Jack, Dororo, MW e outros da linha mais adulta do autor.
Por outro lado, o Tezuka está sendo publicado aos montes pelos franceses, que dão valor à palavra "clássico". Eu acho mais fácil olhar do outro lado do atlântico.
Hunter (Pedro Bouça)
Não sei se foi aqui no Maximum Cosmo, mas eu lembro de um comentário do Lancaster sobre uma conversa com a Valeria sobre os pedidos das fãs de shoujo por "material recente".
Para os fãs brasileiros, "material recente" é material recém-lançado. Se o público daqui já acha ultrapassado material que nem é tão antigo assim, que dirá os clássicos.
Mudando um pouco de assunto, acredito que a grande contribuição de Osamu Tezuka para a industria J-Pop, mais que sua obra, foi o seu exemplo.
Empresário empreendedor e ousado, artista visionário e inovador, e - acima de tudo - um trabalhador incansável e apaixonado pelo que fazia, o jeito de ser de Tezuka contagiou todos aqueles com que ele trabalhou, bem como todos aqueles que quiseram seguir seu caminho.
Seu legado pessoal plantou as sementes de uma cultura empresarial que, ao endeusá-lo, exortava a todos a seguir seu exemplo, e conseguentemente, a tentarem se igualar a ele.
E se igualar a Tezuka, mais que uma meta, é um projeto de vida, tal o esforço que isso exige. Coisa que só se vê no japão mesmo.
Essa cultura foi crucial para o surgimento de uma classe de diretores, editores e autores altamente dedicados, esforçados e profissionalistas, que dotaram a indústria de mangá com capital humano de altíssima qualidade em uma escala que não encontra paralelo em outros países.
E nas indústrias culturais, o "fator humano" é tudo.
Mas a estimativa eh de gastar 180 mil ienes na colecao completa. NUNCA que eu vou ter grana pra comprar isso! E mesmo se tivesse sobrando, eu teria que guardar!
Alexandre: Atualizei o post com esse dado. Obrigado.
Alexandre: Datados, não; na verdade as bases daquilo que se chama mangá, mesmo hoje, estão ali. Analisando friamente aquilo é mais perene do que pode parecer.
Eu pessoalmente acho que não consigo ler obras como Lost World, Metropolis e Next World e ter a mesma fascinação que teria uma criança dos anos 50(dentre as quais estavam muitos mangákas hoje consagrados.). É uma sensação parecida com a que eu tenho em relação aos tão badalados quadrinhos Stan Lee~Jack Kirby dos anos 60.
Em especial, acho que Hi no Tori é uma obra muito pretensiosa para o que ela realmente deveria ser, uma coleção de grandes contos de aventura e fantasia. Mas a reação de alguns críticos norte-americanos para com o material foge demais a essa idéia.
Muy interesante que Kodansha reedite todas las obras de Tezuka. Pinocchio me llama mucho la atención.
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