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Out 04
Autora de Love Junkies em Evento na França
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Lancaster |
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Categorias: mangaka

Sim, fato. Eu sei que já falei isso antes e fico soando como um velho ranheta, mas os eventos de anime e mangá no Brasil são tudo, menos eventos de anime e mangá. Não vejo problema em que as pessoas gostem de cosplay ou queiram ouvir bandas japonesas – cada um tem o direito de se divertir como bem entender e não vou pegar no pé de ninguém por isso. Eu vejo problema no fato de que isso deveria ser um assunto correlato a animação e quadrinhos, não razão de ser desses
eventos. Já em outros países, grandes convenções como o Japan Expo – o maior do mercado francês de anime e mangá, e levando em conta que esse é o segundo maior mercado de quadrinhos do mundo, e o maior público leitor de mangás fora do Japão... bem, esse evento não é pouca coisa – dão a devida importância à força motriz de tudo, e trazem autores para exposições e palestras. Por isso mesmo não poderia deixar passar o fato de que o Chibi Japan Expo – um derivado menor do Japan Expo – está trazendo (de acordo com informe oficial do evento) ninguém menos do que Kyo Hatsuki, a responsável por um dos maiores e mais inesperados sucessos dos mangás aqui no Brasil, Love Junkies, e que agora está produzindo a série Sex Crime para a revista Young Champion da Akita Shoten. O evento acontecerá de 30 de Outubro a 1º de Novembro em Montreuil, localidade próxima a Paris, e o que diferencia o Chibi Japan Expo de seu irmão mais famoso é justamente a ausência dos estandes das grandes editoras, onipresentes no evento maior. O Chibi é um evento dos criadores e artistas, com destaque para artistas já estabelecidos no mercado local e fanzineiros – nesse sentido está mais para um equivalente francês ao Comiket do que uma versão mangá da Bienal do Livro. Bom para os franceses.
Fonte: Ramen Para Dos
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Comentários:
Alexandre: Se assim for, triste é.
Mas enfim, é triste ver como eles trazem bandinhas furrecas q cantam o 3º encerramento de um anime que ninguém viu, um sentai que ninguém nunca ouviu falar e até agora nada de mangakás nesse país.
Isso me faz lembrar que hoje em dia o pessoal vai mais aos eventos para exibir cosplay do que para falar sobre anime e mangá propriamente dito. Estava discutindo isso hj mesmo no orkut.
Eu não peço muito, um mangaká mediano que tenha algo publicado no Brasil já estava bom, uma autora de algum shoujo da Panini, um autor de um mangá shonen que acabou faz algum tempo mas ainda não emplacou outro sucesso. Não quero uma estrela da Shonen Jump ou a Ai Yazawa/Chica Umino/Clamp, um autor de um .Hack, Blood + estava mais do que bom. Uma palestra e sessão de autografos iria atrair bastante gente. Todo mundo quer saber a parte dos bastidores mesmo... Outra cosia que sinto falta são os dubladores nos eventos, mas como os otakus são bitolados e mal-educados é capaz deles sumirem mesmo de vez dos eventos.
Alexandre: Bom, eu deixei de ir a eventos. Ia para encontrar amigos e comprar coisas. Mas essas coisas eu compro pela internet hoje em dia, e os amigos... bom, cada um foi para seu lado. Hoje não me resta muita coisa.
Mas goste você ou não de Love Junkies, ela é uma autora que por se beneficiar de um marketing acidental e achar seu público (tem um artigo meu sobre isso no blog), conseguiu vender mais do que um Full Metal Alchemist ou o Clamp da Vez no Brasil. Isso pra mim a credencia e muito como artista "palestrável" no Brasil, goste-se ou não do gênero.
Por outro lado a educação dos fãs é um medo meu, também. Me lembro do papel feito na palestra do Yoshiyuki Tomino aqui no Rio de Janeiro. Me deu vontade de enterrar a cabeça.
Não que eu não goste. Posso dizer que fui dos primeiros aqui na cidade a estimular a arte. De lá pra cá, a coisa se profissionalizou a tal ponto que além de ter deixado de ser a “brincadeira” gostosa dos tempos pioneiros, se bastou em si mesma: além, talvez, dessas bandinhas, não se vê mais nada de profissional a agregar valor a esses eventos, que quadruplicaram “pela aí” (hoje, qq mané ou grupelho faz evento, nos mesmíssimos moldes [mas sem bandinha ou cantorzinho]). E gente como a gente, Lan, não tem vez pra contribuir nem mesmo com ideia nessa máquina viciada. E seguem-se as mesas vendendo quinquilharia (e pirataria), os karaokês estourando os tímpanos em altos e desafinados decibeis, os lançamentos dos fansubbers (já que não tem distribuidor pra lançar nada), o desfile de cosplayers que acabou virando resumo (e fetiche) do que é anime...
Posso estar sendo pessimista, mas essa decadência dos eventos pode ser um sinal de desgaste do público local.
Se as editoras não encontrarem uma forma de se livrar da dependência do atual público, pode se ver em maus lençóis.
Alexandre: Olha, acho que gostando-se ou não, provavelmente Luluzinha Teen e até esse "Mangá sobre Motos" já sinalizam busca de saídas, independente de qualidade ou outros fatores. Até o Futari H já mostra que mirar em um público não-otaku dá certo, sabendo-se dirigir – não acho que a JBC lançaria Golgo 13 se não tivesse isso em mente.
Alexandre: Na verdade não falar com o público otaku para mim é positivo. Se pensar bem, Golgo 13 também não fala. É a questão do leque de gêneros e públicos.
Aliás, esqueci de citar no comentário q fiz sobre o ranking da Tayosha que achei muito tosco aquele uniforme da menina de Medaka Box, me pareceu o uniforme do Lelouch de Code Geass em versão feminina, parece mais uma roupa de fetiche de sadomasoquismo do que um uniforme escolar.
Alexandre:
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