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Mangá Baseado no Novo Filme do Criador de Buffy

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Categorias: mangá global

Cabin in the Woods

A Tokyopop anunciou um mangá baseado no vindouro filme The Cabin in the Woods, escrito por Joss Whedon (criador de Buffy, a Caça-Vampiros e roteirista de uma das melhores fases dos X-Men da Marvel nos últimos anos), com a colaboração de Drew Goddard (Cloverfield). Cabin será um filme de horror e de acordo com a Tokyopop, o mangá sairá nas livrarias no mesmo mês de lançamento do filme (fevereiro de 2010). Não será uma adaptação do longa-metragem, e sim uma história que expandirá a ambientação do cenário. Entretanto, não se esclareceu até agora se os roteiros terão a presença do próprio Whedon ou se será outro roteirista (o mais provável). Sinceramente, eu gostaria muito mais que fosse uma retomada da saudosa e infelizmente pouco vista série Firefly (a melhor coisa que Whedon já fez e o melhor material televisivo de ficção científica dos últimos dez, quinze anos – não venham me falar do grande engodo que é BSG!), ignorando toda a baboseira que foi feita em nome do malfadado filme Serenity, mudando o nome da franquia e tentando de forma velada quebrar o aspecto faroeste fundamental do cenário... mas enfim, paciência. De qualquer forma essa nota é só para constar – a Tokyopop habitualmente lança esses derivados cinematográficos e literários, com maior ou menor sucesso – e alguns deles, dificilmente classificáveis como mangá (como o Avalon High lançado pela Record no Brasil, que definitivamente não pode nem ser confundido com um mangá). E não, não sou um fã de Buffy – apesar das primeiras temporadas terem sido até legais, quando a série não se levava a sério.


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Comentários:

Nome: Carlos Eduardo 03/10/09 02:49
Penso ao contrário, os episódios de Buffy amadurecem bastante e eu amo o lado filosófico/psicológico que eles usam. Adoro as metáforas monstruosas usadas para expressar os problemas da adolescência. Episódios como Gingerbread e Hush são clássicos e maravilhosos.

Alexandre: Bom, até aí meu episódio favorito de Arquivo X foi o crossover com a série documental Cops (tem gente que não sabe, mas aquele programa existe mesmo na tv americana). E ele foi exibido quando a série já tinha dado o que tinha que dar...

Ok, o tema era "The Cabin in the woods".
Nunca tinha prestado atenção a esse Firefly, vou dar uma olhada, valeu pela dica.

Alexandre: Firefly vale. :)
Nome: Pedro Henrique 03/10/09 09:28
Bem, eu sou fã de Buffy, e minha temporada favorita é justamente a sexta, que é uma das mais criticadas... foi nessa época que eu comecei a assistir, e as outras temporadas eu só peguei reprises. Assim como sou fã de Angel (que infelizmente também foi cancelado).

Firefly me lembra Cowboy Bebop, principalmente os personagens (eles são quem eles são, e ponto final). Acho que no filme eles quiseram "aumentar as escalas" da estória, e não ficou muito condizente com os personagens originais...

Agora quanto a BGS, pelo o que eu entendi de posts antigos que eu li, você não gosta porque o conceito original do "eram os deuses astronautas" foi pro espaço, ou porque os caras que estão cuidando da nova versão não eram muitos fãs da versão atinga? Não conheço a série original pra comparar, assim como asisti apenas alguns episódios da nova, mas me parece muito bom o seriado. Talvez o fato de ter ocorrido um esvaziamento conceitual na série não quer dizer que o novo seriado seja ruim, apenas diferente... mas cada um tem suas referências e gostos pessoais. Eu gosto da sexta temporada de Buffy muito mais por gosto pessoal, mesmo sabendo que o tom destoa completamente do resto da série. E eu achei, e ainda acho isso ótimo.

Alexandre: Bom, vamos lá – eu vou tentar ser breve porque isso é muito off-topic em relação a esse blog, mas Buffy era legal quando era uma série sobre adolescentes e monstros da semana. Acho que ela desandou justamente quando os personagens se formaram no colegial e foram para a faculdade – as vezes, é melhor cancelar uma série quando ela ainda está boa e bem amarradinha em relação a seu conceito original do que quando o conceito se torna inviável. E foi isso o que aconteceu para mim. Os personagens acabaram se desviando de rumo justamente porque perderam lastro conceitual. Willow e Xander funcionavam de forma redondinha – e não a toa, o projeto do desenho animado de Buffy que jamais foi feito era ambientado nesses primeiros anos porque se pensarmos bem, a essência da série estava toda ali. Por mim ela teria parado nesse ponto.

Eu ouvi muitas teorias sobre o porquê de Firefly não ter dado certo do jeito que era – afinal, ela era boa. Uma delas foi a ordem alterada dos capítulos, e acredito que isso tenha sua parte. Outro foi não ser uma série para qualquer um – ela tem um ritmo um tico mais lento, emprestado de alguns westerns, e isso teria colaborado para rejeição. Sinceramente, eu não sei se concordo ou discordo dessa, porque eu não enxerguei essa diferença de cadência. Por fim, a de que seria uma série "masculina demais" e o público de Whedon seria primordialmente feminino – aí se somaria uma rejeição das mulheres para a ficção científica, e isso realmente eu já vi acontecer. Se for por aí, até entendo, mas também não tem muito para as mulheres reclamarem da série. Mesmo o assunto prostituição é bem abordado. Mas enfim, tudo é teoria. Não sei dizer.

E BSG, na boa, acho um tremendo engodo. Essencialmente, o Ron Moore queria fazer uma série de FC sobre o onze de setembro e ninguém queria exibi-la. Então o projeto do Bryan Singer e do Tom de Santo para o Galactica acabou mixando justamente por causa de prejuízos causados no... onze de setembro, e quando as coisas amainaram, o Singer estava ocupado demais com os X-Men. Então entregaram ao Moore e, claro, ele não estava nem um pouco interessado em mitologia
(que eu acho o aspecto mais fascinante da série original). Queria fazer a série dele, então Moore pegou seus personagens, colocou elementos do Galactica original para disfarçar que não estava fazendo a série que lhe puseram para fazer, e acabou gerando o que eu chamo de Eram os Deuses Rednecks. Comercialmente deu certo – e sinceramente, eu acho até que faz sentido. Os personagens são detestáveis (empatia é muito importante para mim e sentir que eu torcia para que todos fossem mortos pelos cilônios não é um bom sinal), mas olhando o atual perfil da tv americana, qualquer personagem pode agir hoje em dia como em uma história de Nélson Rodrigues; se tiverem estampa, o público valida. Tentei assistir, mas cheguei a um ponto que só faltei tacar um tijolo na tela.

O pior é que eu acho que o Galactica original precisava realmente de uma repaginada. Ele teve episódios ruins, mas também teve episódios muito bons e um remake poderia consertar os problemas da versão original. Mas não houve oportunidade para isso. BSG não é um remake ou uma re-imaginação: é uma outra série, em que usaram os nomes de Apollo e Starbuck para validar a griffe da franquia. E não vou negar que detestei essa série com todas as forças. Se a humanidade é só aquilo, pode morrer a vontade.

Bom mesmo foi o novo longa de Star Trek para os cinemas.
Aquilo sim é um remake. ;)

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