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Mais Uma Série na Sunday Super

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Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Sunday Super

Maho no Iro Yo

Não é uma notícia que realmente me empolgue, primeiro porque não sou fã do autor, e segundo porque é uma notícia já antecipada em um post anterior, mas o fato é que já é nove da noite e o dia esteve realmente pobre de novidades (leia-se, eu preciso colocar alguma coisa pra não deixar a data passar em branco em meio a um dia ocupado): Estreou nas páginas da Shonen SundaySunday Super Super, com direito a destaque de capa, a série infanto-juvenil Maho no Iro Yo, de Kazurou Inoue, o mesmo autor de Midori no Hibi. A série envolve um garoto estudante do segundo ano ginasial e uma magical girl (tecnicamente, para fins de história, uma bruxinha) que viaja pelo tempo para evitar que o imperador do mal da vez – que também é o pai da menina – acabe por surgir no futuro. Ainda não li sobre o papel do garoto-vítima da vez nisso tudo, e pela sua cara, ela só traz problemas para sua vida (como se isso não fizesse já parte das regras do gênero). Mas algo me diz que isso é sério candidato a ganhar desenho animado no futuro. Afinal, magical girls que se prezam são famosas por suas traquitanas, e embora essa seja uma publicação para garotos Shonen Sunday Super, afinal), suas séries parecem mirar para um leitor que está ainda na fase final da infância – época aonde a divisão de leitores editorialmente ainda não é tão clara quanto parece e os mangás infantis ainda tendem a ser nivelados de forma um tanto geral. Acho difícil olhar para títulos como este e Takkoku e pensar que eles são dirigidos apenas para garotos. Há sempre algo que parece acenar para elas, também.


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Comentários:

Nome: Pato_Supersonico 26/09/09 05:24
Obaaaaaaaaaaaaaa! Acompanharei vigorosamente! lol

Eu não conheço bem a política das editoras a respeito da segmentação, mas presumo que, embora as editoras japonesas tenham entendido que a segmentação seja necessária para manter a universalização do mangá, elas não devem achar ruim quando um título extrapola seu público alvo.

Se um mangá para meninos por algum acaso acaba fanzendo sucesso também entre as meninas (ou vice-versa) isso significa que seu público potencial dobra, o que acaba sendo bom para as vendagens.

Também não conheço bem até onde vai a autoridade dos editores sobre a produção artísticas dos mangakas que eles tutelam, mas presumo que, se um editor ou autor nota que um título tem potencial para ter um grande público alvo, é do interesse da editora que esse potencial seja aproveitado.

O melhor exemplo que conheço é Negima! Se você olhar a seção de cartas, vai notar que esse título tem uma porcentagem considerável de fãs do sexo feminino, embora seja um título voltado para os punhetei..., quer dizer, para o público masculino. =)

Alexandre: Pois é, Jânio. O ponto é que no caso especial da Sunday Super, eu não duvidaria que essa abordagem estivesse embutida de cara na sua segmentação. Se você olhar a capa direitinho vai ver que o padrão das séries que são colocadas em destaque sempre tem um casal menino-menina, dentro dessa faixa transicional do infantil para o juvenil. Os personagens de modo geral nessa revista parecem ser mais fedelhos do que os personagens de uma Sunday tradicional. Eu não tenho uma idéia muito clara do papel que essa revista escolheu para si dentro da escaleta etária e de gênero dos títulos para garotos, mas é inegável que os materiais dela parecem ser muito interessantes nesse sentido – odeio o termo, mas é uma revista tween que não parece exatamente deixar de lado a distinção de gênero, mas sim tentar abraçar a ambos. E isso é interessante de se observar.
Nome: Pato_Supersonico 26/09/09 06:13
Sim, concordo plenamente.

A propósito, eu sempre quis saber como é que os editores definem a classificação de umm título (shoujo, seinen, etc...).

Existe algum critério mais objetivo (alguma listagem de características) ou a coisa é intuitiva mesmo?

Alexandre: Tem gente que prefere adotar um critério simples: se sai em revista shonen, é shonen, se sai em shoujo, é shoujo e por aí vai; só que isso cai por terra quando topamos com antologias de caráter misto como a Comic Blade Zebel e a Jump Square, aonde misturam-se gêneros. Isso gera distorções, como classificar shoujos como Boku to Kanojo no XXX (de Ai Morinaga) como seinen (para adultos do sexo masculino) e Matsuri Special (de Kamio Yoko) como shonen (para garotos), quando eles claramente são produtos para meninas e não há como se discutir isso a partir de seu conteúdo. Além do mais, as características de uma história deveriam definir sua orientação. Não há como confundir, digamos, Hokuto no Ken e Sakura Card Captors. Claro, há exceções (Banana Fish, por exemplo, parece material adulto e masculino – mas é ilusório e não vou dizer aqui por que), mas reparem que uma exceção, ao se destacar como tal, sempre acaba confirmando a regra.

Agora, posicionamento é algo que existe em qualquer produto. Pegue uma Fiat e uma Ford. Quem escolhe carros de uma ou de outra é porque tem prioridades diferentes. Posicionamento é isso. Há quem ofereçam carros mais rápidos, há quem ofereça carros mais seguros, há quem ofereça carros mais confortáveis... é assim que uma empresa se torna visível no mercado, pelo que oferece. E isso vale pra antologias de quadrinhos também. Se olharmos bem, a grande diferença entre a Shonen Jump e a Shonen Magazine não são os temas, porque essencialmente eles seguem a mesma base. São a abordagem, porque o leitor-padrão da Jump vai do fim da infância até os quatorze anos de idade e os da Shonen Magazine miram para a faixa dos quinze anos. Se Naruto saísse na Magazine ou Shibatora saísse na Jump, ambos seriam títulos bem diferentes, pode crer.

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