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Categorias: Economia

Este mês, o Japão trocou de primeiro ministro. Saiu Taro Aso, do Partido Liberal Democrático, e entrou Yukio Hatoyama, do Partido Democrático do Japão. O que gerou da minha parte algumas dúvidas sobre como seriam os rumos da política voltada ao mangá e ao anime. Aso teve o azar de ser pego pela pior crise econômica desde o pós-guerra, e isso acabou custando sua cabeça. Mas não há sombra de dúvida de que essa indústria é muito importante para o Japão, não apenas pelas cifras que levanta mas pela imagem pública internacional que ela leva para o resto do mundo. Em todo caso, a ANN publicou um pequeno artigo levantando a existência de uma entrevista publicada na revista Otak Elite em 2005, aonde ele afirma ter estudado história lendo mangás como Sangokushi de Mitsuteru Yokoyama e Robot Santôhei de Koremitsu Maetani, além de confessar ter acompanhado o chatinho mangá I's de Masakazu Katsura durante sua publicação na Shonen Jump nos anos noventa, e ter lido a Shonen Sunday e a Shonen Magazine durante a faculdade, além de gostar dos filmes de Hayao Miyazaki. Ele mesmo disse na entrevista que o Japão estava se tornando um orgulhoso líder no campo da animação e achava que isso era essencial.
Isso quer dizer que nada vai mudar? Não necessariamente. O Partido Democrático do Japão já deixou claro que não vão prosseguir com o projeto do Centro de Artes Midiáticas conhecido como "Anime Hall of Fame" que era planejado por Taro Aso, atacado duramente por eles enquanto eram oposição. O próprio Hatoyama chamou o projeto de um grande kissaten (mangá café, aonde as pessoas vão sentar e ler mangá) e atacou a burocracia que estava sendo gerada para isso. Além disso, a lista dos mangás e animes favoritos de Hatoyama é praticamente composta de animes e mangás de massa, conhecidos por onze entre cada dez pessoas no Japão. A lista, que inclui séries como Golgo 13, Gegege no Kitaro, Doraemon, Astroboy, Sazae-San, além dos citados Sangokushi e Santohei (e não incluem I's) não são coisa de fã empedernido; são séries de alcance popular monstruoso, que fazem parte da vida cotidiana de praticamente todo japonês.
Por outro lado, acredito que não haja emperramentos quanto ao desenvolvimento e expansão para o exterior estimulados durante o período Aso, uma vez que Hatoyama reconheceu a importância do segmento para o Japão.
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Comentários:
Alexandre: Olha, pode parecer estranho, mas dê uma olhadinha nas categorias business e marketing desse blog. No Japão os quadrinhos são uma indústria gigantesca que move bilhões e bilhões, não é diferente de pensarmos na influência, digamos, da indústria automobilística.
Não acho estranho, não. Sei que lá é uma indústria bilionária. Foi por isso que fiz o comentário. Por ter inveja pura dos japoneses. rere
Eu sei também que o mercado editorial brasileiro cresce a cada ano, mas para os quadrinhos nacionais o mercado é ainda muito tímido.
Fiquei triste por saber que o "grande café-otaku" não vai sair, mas por outro lado nunca vi com bons olhos uma indústria receber muita atenção estatal.
Um empresariado que recebe muito cafuné do poder público costuma se acomodar e perder competitividade, o que costuma ser algo ruim para os consumidores.
Alexandre: Não. Pus a foto por engano, mas ainda preciso corrigir e estou correndo com alguns trabalhos. A lista em si é:
Cinco Melhores Mangás:
1. Robot Santôhei de Koremitsu Maetani
2. Niji-iro no Trotsky de Yoshikazu Yasuhiko
3. Golgo 13 de Takao Saito
4. Sangokushi de Mitsuteru Yokoyama
5. Kaji Ryuusuke de Gi by Kenshi Hirokane
6. Omoshiro Manga Bunko
7. GeGeGe no Kitarō de Shigeru Mizuki
8. Doraemon de Fujiko F. Fujio
9. Astroboy de Osamu Tezuka
10. Sazae-san de Machiko Hasegawa
Cinco Melhores Animes:
1. Spirited Away de Hayao Miyazaki
2. Princess Mononoke de Hayao Miyazaki
3. Doraemon de Fujiko F. Fujio
4. Astroboy de Osamu Tezuka
5. Sazae-san de Machiko Hasegawa
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