Busca
Set 24
Ranking da Taiyosha (JP) – 20/09/2009
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
8
Categorias: rankings

O feriadão do Silver Week fez com que os rankings da Taiyosha fossem devidamente atrasados, mas eles acabaram saindo. E saem dominados pelos títulos da Shonen Magazine da Kodansha, seguidos um pouco de perto pelos títulos da Shonen Sunday da Shogakukan – com o Soul Eater da Shonen Gangan da Square Enix para bagunçar um pouquinho. One Piece, da Shonen Jump da Shueisha, não aguenta a enxurrada e desce para a décima posição. A lista não é chamada de lista shonen a toa. ;)
Shonen/Para garotos
01. Negima 27 (Kodansha)
02. Air Gear 26 (Kodansha)
03. Fairy Tail 17 (Kodansha)
04. Soul Eater 27 (Square Enix)
05. Ahiru no Sora 25 (Kodansha)
06. Kekkaishi 26 (Shogakukan)
07. Hajime no Ippo 89 (Kodansha)
08. Zettai Karen Children 18 (Shogakukan)
09. History's Strongest Disciple Kenichi (Shogakukan)
10. One Piece 55 (Shueisha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Rozen Maiden II 2 (Shueisha)
02. Shigurui 13 (Akita Shoten)
03. Usogui 13 (Shueisha)
04. Kingdom 15 (Shinchosha)
05. UnbalanceX2 7 (Kill Time Communication)
06. Vagabond 31 (Kodansha)
07. Kinnikuman II – Kyuukyoku Choujin Tag Hen (Shueisha)
08. Magi-Cu 4 Koma: Shin Koihime Musou 4 (Kadokawa)
09. Natsu no Arashi! 6 (Square Enix)
10. Princess Lucia 1 (Mag Garden)
Em todo caso, não é de se espantar que Negima tenha chutado o balde de Fairy Tail quando este está prestes a ganhar desenho animado – Negima tem ganho bastante destaque na mídia, por conta da animação em dvd que vem de brinde nas edições de colecionador e que tem puxado muito as vendas do material; e também pelos anúncios recentes a respeito de suas produções animadas. Isso impulsiona o mangá. Espanta mais é que mesmo assim, com desenho à espera – e aparentando estar acima da média das produções baseadas nos mangás da Shonen Magazine, que em geral são animações de segunda linha; em termos de animações derivadas, os materiais baseados no título nº1 para garotos da Kodansha costumam perder feio para os materiais baseados nos rivais Shonen Sunday e, principalmente, Shonen Jump. Como Fairy Tail tem o nome da Satelight envolvido, espera-se uma produção mais atraente nesse caso específico. Que Air Gear supere Fairy Tail nessas condições é uma surpresa: ele também não teve um grande tratamento em animação, vai ter um hiato em breve, mas está num momento particularmente chamativo dentro da história. Sinceramente, olhando
pro material, acho que ele está pronto para caminhar para sua reta de encerramento – não vejo para onde tudo aquilo possa ir mais. Mas depende e muito do que o autor Oh! Great ainda pretenda fazer com seus personagens. Soul Eater continua sua bem-sucedida trajetória, tirando da Shonen Gangan o ranço de "antologia de um sucesso só" que por muito tempo ela teve com Full Metal Alchemist. Hoje o principal título da Square Enix tem sucessos como este e Shikabane Hime (que anda meio ausente do top 10), está prestes a estrear o Hero Man de Stan Lee e consegue se destacar na multidão de títulos para garotos que povoa o Japão. Ahiru no Sora é basquete meramente competente, e que tem seu eleitorado entre os leitores da Magazine – não chega a ser nada extraordinário, mas é bem melhor do que o título de basquete da concorrente Jump, Kuroko no Basket. Kekkaishi segue seu caminho, e temos o bom e velho Hajime no Ippo – que não anda vendendo tanto quanto antes nos lançamentos, mas tende a se sustentar por mais tempo em termos de vendagens a longo prazo do que muita coisa que vende bem de cara e vai caindo, se tornando um dos títulos mais sólidos da magazine. O inócuo mas resistente Zettai Karen Children marca seus pontinhos, o bom Kenichi
também e One Piece fecha uma lista para garotos bem sólida no final das contas.
Solidez que não pode ser tão encontrada assim na lista para adultos desta vez. A nova série de Rozen Maiden mostra que esta é uma franquia de sucesso, e sua presença no topo da lista dos leitores mais velhos era previsível. Shigurui é um título que mistura horror e cenário histórico, publicado na Champion Red da Akita Shoten, com o dedo de um dos criadores de uma das mais escabrosas séries que já passaram por uma revista para garotos (Apocalypse Zero, publicada na Shonen Champion durante os anos noventa). Não li o material, mas se numa revista para garotos o autor era especialista em enojar seus leitores, imaginem as possibilidades em uma revista adulta, sem as mesmas restrições; tudo bem que a era dos samurais não era algo limpo e bonitinho de se ver, mas quando você procura imagens e vê uma verdadeira aula de anatomia do intestino na ponta de uma espada, é sinal de que temos um açougue a vista. Kingdom, assim como o já conhecido Vagabond (que está caindo do topo após um bom e sólido período por lá), é quadrinho histórico solidamente calcado em suas premissas. Temos a continuação de Kinnikuman, que na verdade é aquilo que eu chamo de "quadrinho para garotos de quarenta
anos", ou seja, material juvenil publicado em revista adulta por ter o perfil do material juvenil de um tempo aonde seus leitores adultos eram garotos; e os coreanos espelhados e com onomatopéias reescritas para o mercado japonês de Unbalance X 2, que dessa forma conseguiram se estabelecer por lá. Quando fazem o mesmo por aqui com material nipônico, um bando de hienas salta em fúria. Natsu to Arashi, do mesmo Jin Kobayashi do mangá School Rumble, publicado pela Shonen Magazine da Kodansha, é uma série da linha Gangan da Square Enix cujo desenho animado está ganhando uma segunda temporada e como sabemos, um anime é na verdade um gigantesco anúncio de 26 minutos do mangá que o originou. A história gira em torno de um garoto e uma fantasma, que podem viajar pelo tempo, e fôlego essa série deve ter: ele sobreviveu ao cancelamento da Gangan Wing, aonde ele iniciou sua serialização, e partiu para a Gangan Joker, que tem um perfil um tanto mais otaku – mas enfim, ele continua de pé. Quanto a Magi-Cu 4 Koma... bem, é produto otaku e vocês não querem que eu fale o que me vem a mente com um mangá com esse nome, querem?
Posts similares:
Ranking da Taiyosha (JP) – 22/03/2009
Ranking da Taiyosha (JP) – 21/06/2009
Natsu no Arashi terá Segunda Temporada na TV Japonesa
Post anterior: Rei Morto, Rei PostoPróximo post: Mais Uma Série na Sunday Super



Comentários:
Alexandre: Sinceramente, eu queria muito era ler o Star of the Giants e sua continuação, o New Star of the Giants. De tudo o que leio sobre ele, eu tenho a impressão que deve ser difícil bater essa dobradinha.
Quanto a Ahiru no Sora, eu achei bem-feito, mas daí a ser melhor do que Dunk ou do que Real, ou mesmo do que Cross Game, eu pago para ver. Nada que vi dessa série me sinalizou isso.
Sei que você, caro Lancaster, não morre de amor por esta série, mas mesmo assim é bom prestar muita atenção nela, que talvez seja um dos melhores exemplos do que é marketing competente: agressivo e que ataca incansavelmente por todas as frentes. E talvez seja o melhor exemplo do que a publicidade bem-feita pode fazer, ao colocar uma obra de qualidade questionável para alguns entre os títulos mais bem-sucedidos.
Alexandre: É um ponto – e acredite, eu percebo isso. Pode reparar que sempre posto alguma coisa a respeito da série, não porque eu goste dela, mas porque o marketing que se faz com ela é impressionante. DVDs animados, eventos com dubladores, criação de expectativa a respeito de produtos, licenciamentos... Posso não gostar de Negima, mas sua equipe de marketing sabe vendê-la. E sinceramente, se a Shonen Magazine quiser diminuir a diferença de vendagens dela para a Jump, ela deveria fazer o mesmo com suas outras séries.
Mas para mim, isso não importa, o que importa é que ROZEN MAIDEN GANHOU SÉRIE NOVA! AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, acompanharei com todo o entusiasmo do mundo!!!!
Alexandre: Bom, gosto é gosto...
E achei muito bonita a arte de Unbalance X 2, não gosto de personagens muito peitudas, mas essa moça da capa está uma coisa muito linda de se olhar. O traço, o caracter design e o domínio da iluminação estão fenomenais. =)
Alexandre: Eu acho que eles merecem um crédito por ser um mangá coreano que abriu espaço no mercado japonês, que tende a ser refratário a materiais estrangeiros. E repare, Unbalance aparece com mais frequência do que os dois outros materiais coreanos que a KTC trouxe para o Japão e volta e meia dão as caras na lista, Freezing e Aflame Inferno.
Vagabond, espero eu, não vai passar do volume 40. Já que falaram em mangás de basquete, eu quero é ver a volta de Slam Dunk logo!
Alexandre: O Inoue fala disso as vezes, mas no momento, eu estou gostando muito de Real.
Alexandre: Fábio, o grosso disso é recente ou tem poucos anos (Spiral só saiu na Gangan em 2004, vindo de outra publicação, pô!), e eu me referia a Shonen Gangan – tem material aí da Young Gangan por exemplo, como o Bamboo Blade. E Dragon Quest (como franquia) e Metantei Loki começaram em outras editoras antes de ir pra Enix, então o sucesso é meio por tabela. Convenhamos que a Gangan só começou a ser notada de verdade quando um certo baixinho com um braço de ferro virou blockbuster...
E... Quadrinho pra garoto de 40 anos... Pra mim, eh uma prova de que quadrinho adulto nao precisa ser Vertigo, pode ser simplesmente o que o publico adulto quer ler. Adulto eh soh um moleque que cresceu, pelo menos os japas percebem isso e investem. Eh como dizer que o "adulto" elitista europeu e americano eh quadrinho pra velho de dezesseis anos...
Alexandre: Cara, eu tenho horror a Vertigo! XD Existe muito entretenimento adulto e você sabe que eu sempre martelei isso, em séries policiais, de aventura, ação, ou até comédias e dramas cotidianos. O ponto é que um material como esse hoje atende a um adulto que simplesmente gosta de um tipo de quadrinho infantil ou juvenil que ele consumia na sua juventude e mantém consumido, e esse tipo de material não é necessariamente consumido por crianças e jovens de hoje. Por isso, material infantil pra garotos de quarenta anos.
E essa foto de prateleira me lembrou a livraria que eu sempre vou, aqui perto de casa. Se bem que eh meio padrao da Seibunkan....
Alexandre: Pois é. Um monte de tanko-hon de shonen. Eu bem que tentei achar uma imagem com as principais revistas shonen lado a lado ou amontoadas, mas...
Alexandre, isso talvez no Ocidente. Hagaren eh um puta sucesso hoje, mas ateh ele, a Gangan era conhecida jah por publicar Papuwa-kun e Hareguu, que sao bem conhecidos por causa dos animes.
Pra mim, foi INJUSTO. Eh como dizer que a Jump eh a revista de Naruto, A Magazine a revista de Negima e a Champion, a revista de Crows/Worst.
Nao eh soh por chatice (mas eh tambem, voce sabe que eu gosto de te atazanar) mas a Gangan tem o merito de ter buscado seus sucessos POPULARES, enquanto as outras editoras pequenas se esforcavam em trabalhar pro otaku hard.
Alexandre: Esse último item eu não discuto. A Shonen Gangan e a Young Gangan são revistas legais, nunca neguei – enquanto eu olho pro resto das revistas da Enix e não dá pra engolir. A Gangan Joker é particularmente horripilante.
Nao supera Dunk e Real mas chega bem perto. Vai por mim, o nivel da serie sobe muito, muito mesmo com o passar do tempo. Ela nao vende quase meio milhão por volume a toa. Já Cross Game... esse Ahiru supera desde o começo, e de longe. Afinal, Cross Game é uma bosta.
Alexandre: Bom, cada um tem sua opinião e você tem direito a achar isso. Mas sinceramente se é por vendagens, Cross Game está muito bem obrigado – e não vi nada no feijão-com-arroz de Ahiru no Sora que conseguisse bater a imensa capacidade que Adachi mostra em Cross Game (provavelmente é o melhor trabalho dele e isso não é pouco). Autores como Takeshi Hinata, no Japão – os competentes, mas não especiais; podem ser substituídos que não farão falta – são fabricados as dúzias. E Touch (que tem uma mensagem conformista e horrorosa por trás, mas que é absurdamente bem narrado), é reprisado na tv japonesa até hoje; o mangá não sai de impressão nem por um decreto; quero ver alguém lembrar que Ahiru existe dez anos depois de seu encerramento.
Alexandre: Kuroshitsuji e Pandora Hearts saem na Monthly GFantasy, não na Gangan. Na verdade eu até fiz piada com o nome dessa antologia em algum outro post.
Outra coisa: A diferença entre Ahiru no Sora e Fairy Tail foi mínima, menos de 1.700 exemplares segundo a lista da Oricon, então apesar de estar no terceiro lugar FT está em empate técnico com Ahiru no Sora. Negima sim teve um belo desempenho, mas isso somando as duas edições.
Alexandre: O que é muito estranho, porque normalmente a Taiyosha separa as edições das séries que se valem desse expediente – tanto que já vi algumas vezes um mesmo título aparecer duas vezes na lista por conta da diferença de edições.
De qualquer forma o "fracasso" de FT é discutível uma vez em que o mangá está em uma péssima fase. Acho que o Mashima está tendo bloqueios de criatividade. Pelo menos os últimos capítulos deram uma bela melhorada.
Alexandre: Não falei fracasso. Estar nos cinco mais vendidos nunca é fracasso. Mas é de se espantar que com todo o hype levantado com a crescente proximidade do desenho, ele não tenha chegado mais perto de Negima.
O anime traria novos leitores à série, mas acredito q antes de começarem a vender as edições as edições antigas devem dar um upgrade, como aconteceu com K-ON quando saiu o anime que ressurgiu no Top30.
Alexandre: Bom, vamos esperar o anime e ver no que vai dar.
Deixe seu comentário: