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Categorias: Young Magazine

Young Magazine

A revista semanal Young Magazine, da Kodansha, é tecnicamente a antologia seinen (para adultos) mais vendida do Japão, disputando cabeça a cabeça contra a sua principal concorrente, a também semanal Young Jump, da Shueisha. Eu falo tecnicamente porque na prática as duas estão empatadas: a diferença de vendagens entre ambas é tão ínfima em termos editoriais que eu não duvidaria que aqueles que lêem uma, lessem a outra. Diferentemente da cuidadosa divisão de posicionamento das revistas shonen (para garotos), aonde a Shonen Jump se volta para uma faixa etária (até os quatorze anos) e a Shonen Magazine se coloca justamente na faixa etária imediatamente posterior para pegar os leitores que estão largando a Jump, suas "irmãs mais velhas" parecem disputar o mesmo perfil de leitor – o jovem universitário, ou já entrando no mercado de trabalho após sair do ensino médio. Leia-se: o que temos aqui é uma briga de foice dos diabos, em busca do leitor maduro – aquele que uma vez cultivado durante a infância e adolescência, não pode ser perdido quando alcança a maturidadeYukipon no Oshigoto (e o dinheiro no próprio bolso).
Em todo caso, a Young Magazine tem títulos como Initial D e Kenka Shoubai (o Fábio Sakuda do blog XIL fez uma matéria bem bacana sobre essa série, que pode ser LIDA AQUI – recomendo a leitura, e de quebra vocês vão descobrir a identidade secreta do Tsugumi Ohba de Death Note), e segue seu caminho de revista tradicional de seinen, com modelos na capa e tudo o mais; e nessa sua última edição (a de nº 43 deste ano), a série Yukipon no Oshigoto, de Hiroshi Azuma, alcançou a marca de 500 capítulos na revista. Yukipon é uma série cômica em estilo cartunesco, onde um gato tem que passar por diversas categoria de trabalho. D á para entender porque ela foi tão longe – é quadrinho leve, episódico e efetivo.
Foi anunciada também uma nova estréia, para a próxima edição: a série corporativa Kai Tan, de Takushi Kizaki. A história é sobre um personagem que tem baixas vendas em seu setor, mergulhado em busca da chave do sucesso popular. Se ele encontrar a fórmula, avise para a gente, porque se fosse fácil assim, todo mundo estaria nadando em dinheiro. ;)


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Comentários, Trackbacks:

Nome: F/X 20/09/09 05:13
No Kaitan, o personagem eh um Host, aqueles caras que sao pagos pra agradar as freguesas de um bar. Eh uma versao da historia de sobrevivencia do mesmo tipo de trabalho abordado em Heat e naquele que voce adora, Ouran Koukou Host Bu.

Alexandre: Ouran? Sai pra lá. |-|
Nome: F/X 20/09/09 09:01
Alias, valeu a indicacao! Eu botei comment soh pra agradecer e acabei esquecendo! Hehehehe
Nome: Pato_Supersonico 22/09/09 06:20
Isso nos lembra de um fato importante. Cada faixa etária de público tem perfil econômico e mental bem definido, e exige estratégias de marketing diferenciadas.

O público de leitores muito jovens é particularmente variado, o que se explica pelo fato das crianças evoluírem muito depressa, o que significa que seus perfil de consumidor também muda com uma velocidade incrível.

Um leitor de 50 anos ainda conserva muito dos gostos que tinha aos trinta anos, mas um jovem de vinte anos já está com gostos bem diferentes dos que tinha aos catorze anos de idade.

cho importante destacar esta fato porque ele explica o total fracasso das editoras brasileiras em promover mangás infantis como Medabots e Shin-Chan.

Estes títulos foram lançados da mesma maneira que os demais títulos (ou seja, foram simplesmente jogados ao léu), mas sem o devido apoio de marketing (especialmente na TV, indispensável em se tratando de produtos infantis), estes títulos só repercutiram nos meios tradicionais, e como não se enquadra com o perfil do comprador brasileiro tradicional (o fã de J-pop), o resultado só podia ser fracasso.

O mais revoltante disso tudo é que as editoras continuam a não demostrar interesse naquele que é justammente o público-alvo mais decisivo de todos. Estão praticamente brincando com a sorte, ao não realizar quaisquer tentaticas de formar novos leitores e deixar para o acaso a renovação de seu público.

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