Busca
Set 16
Takkoku na Internet
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
2
Categorias: Takkoku

Eu sei. É infame. Mas não é minha culpa que a série de pingue-pongue Takkoku, escrita e desenhada por Tsukasa Fukushi, o mesmo criador de Law of Ueki, tenha um nome tããão de duplo sentido assim em português – e acreditem, há casos muito, mas muito piores (nenhum título pode pegar tão mal quanto o da série Gosei Sentai Dairanger. Sim, não é piada. Isso existe). Em todo caso, o episódio piloto original da série, publicado no tradicional almanaque semanal para garotos
Shonen Sunday, da editora Shogakukan, na edição nº13 no ano passado, está agora disponível até 14 de Outubro no website oficial de quadrinhos online da editora, a Club Sunday. Que aliás, tem recebido uma boa atenção da empresa: serão lançadas duas edições especiais em capa dura compilando dezesseis histórias que foram lançadas na página online do material. O material vem com muita, muita, muita divulgação atrelada à imagem da garota propaganda da Club Sunday, Saaya, que pode ser vista na foto ao lado – a modelo com o mangá Takkoku nas mãos (a piada nasceu pronta, mas é acidental, juro). A figura da moçoila – e das séries do website, é claro – irá estar presente em cartões, calendários, protetores de tela e outros brindes. Antes que alguém estranhe, dêem uma boa olhada na grade da Club Sunday: Há material próprio, mas há uma preferência clara por material da Shonen Sunday Super (que tem um recorte mais infanto-juvenil do que a Shonen Sunday tradicional; a julgar por tudo que vi dela, eu diria que a Super é voltada a faixa dos pré-adolescentes, entre os dez e treze anos, a julgar pelos títulos que estão lá; Takkoku é a cara disso) e por títulos oriundos da Sunday regular como Major – o atual exemplo em evidência daquele que é o mais do que típico quadrinho de esportes limpo e saudável para a juventude japonesa. Obviamente ainda não é hora desses moleques mergulharem atrás das modelos em ensaios sensuais nas capas das revistas em quadrinhos para adultos como a Young Animal (ou até a finada Young Sunday); grosso modo, eu diria que esse perfil mais virginal é o tipo de coisa que apelaria mais ao instinto platônico de um garoto em fim de infância, como qualquer moleque que um dia babou pela Sandy pode atestar. Ah, sim: Takkoku conta
a história da destrambelhada menina Kako Tamano e de sua paixão de infância, Gaku Marunouchi. Gaku viajou para o exterior, mas ele prometeu que os dois ficariam juntos assim que ele retornasse. Só que durante sua ausência, a escola foi dominada pelo Takkoku – uma regra aonde se você confessar seus sentimentos a alguém, deve vencê-lo em um jogo de pingue-pongue; se aquele que se declarou vencer, você se deu bem quer o derrotado queira, quer não. Kako se tornou imbatível em pingue-pongue, evitando assim que outros garotos a tomassem como prêmio antes de Gaku retornar. Só que ele ao voltar se declarou... e não leva o menor jeito com a raquete na mesa, levando uma surra da moça logo no primeiro jogo. No que dependesse de Kako, ela aceitaria sem problemas, e seria mais fácil se ela se declarasse e ele perdesse, claro; mas ele faz questão de ser o declarante (do que adianta se ele não se fizer respeitar, afinal de contas?) – e vai se esgoelar de qualquer jeito até chegar ao nível da menina (que também tem que se manter invicta até lá). Sim, eu também acho a premissa esdrúxula até a medula. Mas, diabos: faz sentido levando em conta o perfil etário do leitor, e se pensarmos bem, é preferível ver um protagonista se esforçar ao limite por causa de uma menina do que para superar um marmanjo em uma obsessão que pega até mal se pararmos para pensar (alô, Ippo, o Miyata vai bem?).
Posts similares:
Takkoku na Club Sunday
Taca o quê?
Três Novas Séries Estréiam na Young Champion
Post anterior: Crianças, Não Façam Isso em Casa.Próximo post: 25 Anos de Manga Life



Comentários:
Alexandre: Não, quero nem saber de Nuku.
Aliás, a melhor maneira de um autor provar que é dos bons, é fazer uma boa história a partir de um tema besta. Quanto mais tosco, melhor.
Alexandre: Bom, isso é verdade: Takkoku funciona. Mas funciona porque o próprio autor tem ciência do absurdo do conceito e o trata de forma surreal (como o cachorro que sempre surge com uma pistola de raios pra eletrocutar os casais que ousarem se encostar caso não tenham passado pela mesa de pingue pongue como manda o figurino).
Deixe seu comentário: