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Tributo ao clássico Wild 7 na Young King

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Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Young King

Young King

Wild 7, de Mikiya Mochizuki, é uma dessas séries que são fruto do seu tempo. Criado para o hoje extinto almanaque para garotos Shonen King, da editora Shonengahosha, ele surgiu em 1969, na esteira dos confrontos entre estudantes de esquerda radical e direita ultra-nacionalista que assolaram o Japão durante aquela época. O conceito era simples: a escalada do terrorismo leva a Agência Nacional de Polícia do Japão a criar uma equipe contra-terrorista formada por jovens reformados – algo como uma espécie de equivalente à série americana dos anos 60 Mod Squad, só que com motocicletas armadas até os dentes. O material é considerado um dos melhores e quadrinhos para garotos de seu tempo, e um dos melhores representantes de sua época: virou seriado com atores de 1972 a 1973, mas ele foi retirado prematuramente do ar graças à pressão dos mesmos grupos de Pais e Professores que pressionaram as editoras de mangá e levaram ao final igualmente prematuro de séries clássicas como Ashita no Joe; no caso, graças a alegações de violência. No Brasil, tivemos apenas a versão animada exibida na Animax da terra de Hugo Chavez que nos é impingida, e que, assim como todos os materiais com o dedo da produtora Enoki que tivemos oportunidade de assistir, tem uma produção deficiente e tratava a matéria prima de uma forma um tanto canhestra. Uma pena, para um material com status de clássico em seu país. Em todo caso, a Shonengahosha não esqueceu do patrimônio que sua editora criou, e por isso mesmo, a antologia para leitores maduros Young King (que se mostrou mais longeva do que sua irmã pra leitores mais jovens), iniciou uma série em tributo à criação de Mochizuki, com vários autores e artistas desenvolvendo histórias fechadas com os personagens clássicos da série. É um material que pode ser interessante de ser acompanhado.


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Comentários:

Nome: Marcelo Santarem 14/09/09 08:10
Olá, Lancaster...
Ashita no Joe??? Não foi Harenchi Gakuen? (apesar de que aquele praticamente parava o Japão a cada capítulo; aliás, seria interessante nos contar, hora dessas, a importância desse título pra história do mangá e seu impacto pra sua época)
Uma curiosidade sobre Wild 7 é que o título foi usado como nome do cigarro que o personagem Kawada fumava sem parar, em Battle Royale.

Alexandre: Na verdade Ashita no Joe era visto como um título subversivo, e agentes do governo chegaram a invadir o estúdio de Tetsuya Chiba, porque o personagem foi adotado como mascote de grupos de esquerda; Os Pais e Professores também o achavam um péssimo exemplo por "estimular a violência" e coisas do tipo. Foi a soma dessas pressões que levou a Kodansha a ordenar o encerramento da série, apesar de seu sucesso. Claro que o final foi um belíssimo dedo médio levantado contra essa gente.
Nome: Philippe Marlowe 15/09/09 12:06
Realmente, Wild 7 foi um mangá de peso em sua época, existe até uma paródia pelo Go Nagai, chamada Mild 7. Mas o mangá até que teve uma vida útil bem longa e até ganhou algumas sequências pelo mesmo Mochizuki.
Em anime também saiu OAVs nos anos 90 que são bem mais dignos do título do que a série mais recente que o Animax exibiu. Aliás, quase tudo que a Enoki trouxe tem um status de clássico, mas certas coisas deviam continuar nas páginas de mangá se a produção for assim tão desleixada(e não culpo a Enoki e seus cortes por isso, o produto original já era de procedência duvidosa).

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