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Set 14
Kodansha Contra os Scanlators
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Categorias: Kodansha

Quem acompanha websites que concentram traduções amadoras de mangás (conhecidas como scanlators) e que são responsáveis e muito pela difusão desse material em língua inglesa pela internet, como a Manga Helpers, já deve saber da bomba: a Kodansha iniciou sua investida legal contra esses pontos de difusão – e já há sinais de que websites como o One Manga serão seus próximos alvos. Materiais dessa editora, caso os responsáveis por esses locais sejam avisados, devem ser removidos para evitar um processo legal. Por outro lado, isso sinaliza que o grosso desses materiais deve invadir os Estados Unidos no próximo ano. Outubro se aproxima, e com ele os marcos zero do braço americano da empresa (a vindoura Kodansha Comics): as novas edições de Ghost in the Shell, de Masamune Shirow, e Akira, de Katsuhiro Otomo. As recentes atitudes da Kodansha desde que ela abriu o jogo quanto a suas movimentações em território americano deixam bem claro: uma vez fincada em novo terreno, ela jogará pesado contra a sua maior concorrente: a Viz, formada pela dobradinha Shogakukan e Shueisha.
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Comentários:
A Kodansha que se exploda, vou terminar minhas coleções já iniciadas e quero que a Kodansha vá para o raio que a parta.
Eu leio pela internet e gasto muito com mangás também(200/250 reais por mês), uma bela fatia desse dinheiro vai para o bolso da Kodansha. As scans para mim nada mais são do que uma forma de divulgação, eu leio se gosto compro. Aliás as scans mais que ajudaram no meu caso já que comecei a ter interese em mangás com Tsubasa e HOLiC e ambos já estavam na edição 8, como na época eu não fazia ideia de como poderia comprar as edições defasadas acabei descobrindo como baixar mangás na net e nessa fui conhecendo outros mangás e acabei me tornando fã de várias séries e virando um consumidor bem acima do padrão brasileiro.
Se eles são gananciosos a ponto de querer extinguir os scans então acho que uma editora como eles não me respeitam como consumidor.
Espero que ela vá a falência, pelo menos nos USA.
Como se a Kodansha fosse realmente conseguir impedir os scans... talvez os ediotres de lá também queiram bater as orelhas e voar até Marte. Lá não tem scans.
A Kodansha deve estar acradecida aos scans, pois deve estar ciente de que foram eles os principais divulgadores dos mangás no ocidente, mas agora que esta editora irá investir diretamente nos mercados, inclusive investindo em marketing, a publicidade dos scans tornou-se dispensável.
Pessoas não são confiáveis, apenas números são confiáveis, e ao invés de seguir os conselhos dos fãs (que frequentemente possuem motivações egoístas e sem embasamento empírico), e tornar-se refém deles como aconteceu com as editoras americanas (com resultados desastrosos para elas), a Kodansha irá tomar a postura mais lógica, fazer experiências mercadológicas (o que inclui métodos para eliminar concorrentes e estorvos) e ver com seus próprios olhos no que isso vai dar.
Como reza a tradição das empresas japonesas, a Kodansha tem visão de longo prazo, e como ainda é uma estreante no novo filão que é o mercado ocidental, ela provavelmente quer sondar o novo território antes de conquistá-lo. Ela não possivelmente não irá se importar de enfrentar certos contratempos (como a fúria de certos fãs) ou mesmo alguns prejuízos, se isso ajudar a garantir lucros mais consistentes e maior possibilidade de expansão mercadológica no futuro.
Não faz sentido investir tudo no mercado de fãs porque não há lógica em divulgar mangá para quem já compra mangá (claro que prescisam ser conservados, mas isso requer táticas diferentes), de modo que se a Kodansha for esperta (o que é bem provável), ela apostará alto na expansão do mercado de mangá, ela certamente quer sangue novo.
O mais importante neste primeiro momento é acumular experiência valiosa para futuros planejamentos, o que neste caso incliu avaliar o impacto da "caça as bruxas" sobre os lucros e de forma esses efeitos devem ser administrados.
É claro que a Kodansha não vai querer perder compradores. Se essa "caça as bruxas" se mostrar inviável ou se mostrar um tiro que saiu pela culatra, ela sempre poderá ter a opção de voltar atrás, simples assim.
Também é certo que a Kodansha sabe que essa perseguição não irá acabar com a prática dos scans, mas se puder diminuí-la de forma mensurável, isso já valerá o esforço.
E aqui é bom lembrar de outra tradição das empresas japonesas: persistência. A possibilidade de fracasso não é motivo para desanimar, o importante é ir até onde valer a pena ir.
Eu espero ansioso pelo que os números irão dizer.
Usar scans como desculpa para conhecer a série é uma ideia que não cola (principalmente para nós, brasileiros).
No entanto, preview dessas mesmas séries podem trazer novos consumidores.
Antes de descer o pau na Kodansha, é bom ver, se na sua chegada, ele irá adotar algo assim para divulgar as séries.
Agora, defender scans como único motivo para a compra da série é como querer ler metade dum livro antes de decidir comprá-lo.
E por fim, o sonho de ver Yokohama Kaidashi Kikou publicado no ocidente continua (se isso acontecer, ficarei tão feliz que darei um exemplar para todos que comentam nesse blog =D )
Scans são sim forma de divulgação, todas as empresas do Brasil têm o hábito de pegar títulos dos fansubs mais famosos, se você pegar a Panini que é a maior editora do Brasil por exemplo e abrir a página do Chrono por exemplo você vai ver que boa parte dos mangás que mais foram baixados no Chrno foram trazidos pela Panini (Vampire Knight, Abara, Aishiteruze Baby, MPD - Psycho etc.) e é claro que nos USA não é diferente, os scanlators são um termômetro do que vai pegar por lá, dizer que as editoras não se utilizam dos mangás para saber o que lançar é mentira e além disso os scanlators servem para animar o ardor dos fãs, com os scans você se anima, arruma amigos com quem conversar sobre o assunto, você não esquece quando uma série entra em hiato no Brasil (veja a febre de Vampire Knight que teve que pausar para renovar contrato mas o público permaneceu fiel e muito por causa do anime e do lançamento dos capítulos de mangá
O problema é que as editoras não sabem se aproveitar da publicidade gratuita dos scans, a Jump por enquanto não se pronuncia, permanece neutra ela sabe que ver os seus 3 maiores mangás ali no topo do onemanga é uma bela vitrine de exposição.
Acho que para perseguirem esse tipo de atividade, eles devem obrigatoriamente publicar TODAS as obras retiradas. E não é isso que ocorrerá.
Se tiver licenciamento, até vai. Mas não tendo no Brasil é muita sacanagem (comigo, pelo menos rsrs). Apesar de entender, eu fico realmente triste.
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