Submarino.com.br

Artigos

Do Crescimento do Mangá Global


Outros Artigos e Reviews de Interesse



Perguntando aos Leitores


Entrevistas


Comentarios Recentes


Posts Recentes




Busca

Set 10

Novo Volume de Ikkitousen Ganha Edição para Colecionadores

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon Twitter Creative Commons License

Lancaster | PERMALINK | 4

Categorias: Ikkitousen

Ikkitousen

Ikkitousen, de Yuuzi Shiozaki, não foi pensado exatamente para ser uma obra prima. É apenas mais um seinen (quadrinho para leitores mais velhos) de porrada, voltado para o mesmo perfil de leitores de, digamos, séries como Tenjho Tenge, transplantando por vias um tanto tortas o "Romance dos Três Reinos" (clássico romance chinês) para um cenário escolar tipicamente nipônico, protagonizado por garotas cujas roupas se rasgam o tempo todo – o que aliás é o maior apelo do material para seus leitores. É uma franquia de sucesso, e que seguindo a trilha de vários outros materiais no mercado, está ganhando uma edição de colecionador para seu próximo volume, o de nº16 (cuja capa pode ser vista logo acima; abaixo, temos o volume da edição regular da série). Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente, mas realmente... eu começo a me perguntar se tantas edições de colecionador em várias séries, mais do que fortalecê-las em vendagens, podem não estar representando uma situação semelhante ao que aconteceu no começo dos anos noventa nos Estados Unidos, onde se investia pesadamente em edições de colecionador, capas metalizadas, capas variantes, edições com cards de brinde – mas isso não representou uma subida nos níveis de roteiro. Pelo contrário, a nerdização dos quadrinhos americanos foi grandemente acirrada naqueles anos selvagens, e agora o mercado americano está pagando o preço por essa opção. Em todo caso, além da capa variante, a edição de colecionador traz consigo cartões postais e um booklet memorial de Kanu, mostrando a morte de Guan Yu relacionada ao romance dos três reinos original.
Ikkitousen é publicado na revista Comic Gum, da Wani Books.

Ikkitousen

Posts similares:
Novo Volume de Vagabond – e Brindes da Série na Morning
Enquanto Isso, no Mundo de Fairy Tail...
Camelot 3000: 60 Reais!

Related Posts with Thumbnails

Comentários:

Nome: Deyvisoon 10/09/09 10:45
Kara, vc conhece o mangá dessa série?, pois vi o anime e odiei....td bem que as garotas são muitíssimo bem desenhadas, mas é só isso, as cenas de luta não são lá grande coisa e a história....meu Deus, é muito ruim....muito mal desenvolvida....o anime é apenas uma premissa para mostrar garotas seminuas se matando, e pra mim é lixo, existem muitos nesse bem melhores. Obrigado e parabéns, seu blog é INSUPERÁVEL.

Alexandre: Bom, você definiu tudo (eu pelo menos acho as meninas no mangá melhor desenhadas, o anime tem uma pegada mais caricata) Mas eu cheguei a conclusão de que o público de Ikkitousen sabe disso e nem quer, nem espera muito mais do que isso. Então não vou pegar no pé do material, mas realmente ele passa da conta.

Só que ele tem seu eleitorado e em um momento como esse, é notícia.

Obrigado pelos elogios. :)

Nome: Marcelo Santarem 10/09/09 10:49
Engraçado você comentar a chamada “Era Image” que tomou de assalto a estética e o mercado dos “superóis” nos idos de 90. Ontem mesmo li no Universo HQ “Não Culpe Rob Liefeld”, matéria que fala justamente do desastre que esse período representou ao que já vinha se deteriorando desde bom tempo, segundo seu tópico sobre o “mangá global” americano.

Alexandre: Não dá para separar essa época do seu contexto. Eles pagam o preço por isso até hoje.
Nome: Philippe Marlowe 10/09/09 12:51
Eu realmente não estou vendo nada do Romance dos Três Reinos aí... mas já que entrou nesse assunto, acho que a adaptação do Mitsuteru Yokoyama ainda deve permanecer por alguns muitos anos como a quadrinização definitiva da obra.

Alexandre: Encare como "livre inspiração". E é preciso uma boa dose de senso de humor para fazê-lo. :D
Nome: Pedro Bouça 10/09/09 05:17
Em verdade edições de colecionador não significam necessariamento uma abdicação do material popular, particularmente quando elas são oferecidas À PARTE do material regular.

Nos EUA dos anos 90, acontecia de todas as edições de uma revista serem mais ou menos "de colecionador". Por exemplo, Outsiders (segunda série) #1 era uma edição que foi publicada em duas versões (e capas) diferentes. Em cada uma, metade da história era igual e a outra metade era diferente. Ou seja, se o leitor quisesse ler tudo, teria de comprar duas revistas e levar um monte de páginas repetidas!

Essa tática de vendas cretina foi reproduzida nas primeiras edições das revistas Team Titans e Slingers. Nenhuma dessas séries completou três anos de vida - e eram todas spin-offs (ou revivals) de franquias de sucesso.

O mal não está em haver uma edição mais cara com algum atrativo para um colecionador mais dedicado (e endinheirado), está em obrigar o público a engolir esse tipo de besteiras só para acompanhar uma série que queira ler. É o mesmo mal dos megacrossovers americanos, o que prova que o pessoal de lá é incapaz de aprender a lição...

Hunter (Pedro Bouça)

Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Set cookies for name, email and url)
(Allow users to contact you through a message form (your email will NOT be displayed.))

Post anterior: Quadrinho Automobilístico Retorna em Revista de CarrosPróximo post: Aviso – Pausa por uns dias.