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Set 04

Mohiro Kitoh na Jump Square

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Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Jump Square

Jump Square

Boa parte da carreira do quadrinhista Mohiro Kitoh foi ditada por histórias intimistas, cotidianas e tranquilas – que até eram mais interessantes do que seu trabalho atual, mas muito menos reconhecidas pelo público. Shadow Star (Narutaru, no original) marcou essa transição de gênero: era uma história para todas as idades, com um elemento fantástico e que lhe garantiu até prêmios como melhor material para leitores mais jovens, quando de sua publicação nos Estados Unidos, mas no Japão não tinha expressão nenhuma. Quando, provavelmente sob orientação editorial, o material acabou se tornando um festival de brutalidade, seu nome foi colocado no mapa; mas a expansão internacional de Narutaru foi prejudicada e o material foi cancelado nos states. Em todo caso, Kitoh estabeleceu sua nova persona autoral de vez com séries como a bem-sucedida Bokurano, mas parece patente que ele de alguma forma gostaria de voltar à suas histórias mais tranquilas – e a última edição do almanaque mensal Jump Square (que tem como destaque de capa, ao lado, O Príncipe do Tênis de Takeshi Konomi), da Shueisha, sinaliza para isso: o autor está lançando um One-Shot, King of the Wind, nas suas páginas, sobre um robô feito por um artesão, manipulado por um garoto. Não duvido que vejamos esse material nas páginas de algum volume da Jump Square Masterpiece um dia.


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Comentários:

Nome: R. Moss 04/09/09 02:33
500 yen a Jump Square? @_@
Que pechincha. Mas será que ela também vem com papel reciclado multicor?

Alexandre: Na verdade, a Square – e as revistas mensais que tenho visto – estão mostrando uma qualidade gráfica melhor acabada do que as revistas semanais. Eu recebi outro dia a Shonen Sunday mensal e ela está bem legal nesse sentido.
Nome: Leninha 27/01/10 01:05
Bem, esse post é um pouco antigo, mas sendo grande fã das obras do Kitoh, precisei comentar.

Kitoh jamais foi e provavelmente jamais será pressionado a colocar brutalidade em seus mangás. Na verdade, ocorre o contrário: o epílogo de Bokurano (Mou Hitotsu no Bokurano, algo assim) não foi publicado pois a editora o achou pesado e polêmico demais, e proibiu Kitoh de lançá-lo. Além disso, enquanto Narutaru possuia tripas voando para todos os lados, Bokurano quase não mostrava sangue, apesar de dar um show de tortura psicológica (coisa que Narutaru também fazia).

Kitoh parece ser um homem um tanto... diferente de acordo com entrevistas, então não duvido nada que esses detalhes brutais de suas histórias venham de sua própria cabeça.

Ah, além disso, Narutaru não representa nenhuma transição de gênero, já que Vendemiaire no Miigite (terceiro CAPÍTULO de Kitoh publicado, o primeiro foi Zansho e o segundo foi Sanchome Kosaten Denshinbashira no Ue no Kanojo... os outros cinco capítulos/contos da coletânea Zansho foram publicados ao longo dos anos 2000 a 2004, ou seja, durante a publicação de Narutaru e o início da publicação de Bokurano) já era um tanto pesado, assim como os outros contos dos dois volumes de Vendemiaire no Tsubasa, ambos publicados antes do início de Narutaru e muito antes da publicação do terceiro capítulo da coletânea Zansho.

A carreira de Kitoh jamais foi ditada por histórias tranquilas, já que ele só começou a publicar regularmente (e a usar seu nome verdadeiro - Zansho foi publicado sobre o pseudônimo Tomohiro Kitoh e Sanchome... sob o pseudônimo Matsugo Kitoh) após Vendemiaire. As únicas obras que podem ser consideradas tranquilas estão reunidas na coletânea Zansho, e foram publicadas ao longo de quase 20 anos.

Peço desculpas pelo comentário longo e, provavelmente, confuso... meu cérebro não funciona muito bem a essa hora da noite. Só desejo esclarecer um pouco sobre um mangaká pouco conhecido. ^^

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