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Especial Neon Genesis Evangelion na Young Ace

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Lancaster | PERMALINK | 10

Categorias: Neon Genesis Evangelion

Young Ace

É público e notório que o título arrimo-de-família da antologia seinen (para leitores maduros) Young Ace, da editora Kadokawa Shoten, deinitivamente é o ultra-mega-sucesso Neon Genesis Evangelion, de Yoshiyuki Sadamoto, que migrou das páginas da Shonen Ace e parece ter resolvido (até agora) seus problemas de regularidade desde que Evangelionpisou na sua nova casa. Isso é perigoso; Summer Wars está fadado a ser curto, MPD Psycho e Kurosagi Delivery Corpse não são títulos que por si só sustentam uma revista (tanto que eles sobreviveram à antologias adultas que deixaram de ser publicadas) e aparentemente, no dia em que Neon Genesis Evangelion for concluído, a Young Ace vai despencar de vez. Em todo caso, Eva vem sendo tratado à pão de ló pela editora e a mais recente edição da Ace traz como brinde uma edição-apêndice de 100 páginas com artes e entrevistas de seu carro-chefe. Além disso, traz uma boa leva de ilustrações, tornando essa edição obrigatória para os fãs de Shinji, Asuka, Rei e companhia. Agora, é bom que a Kadokawa dê uma sacudida na revista e dê uma subida de nível, colocando outros títulos que possam ganhar destaque nas capas. Ninguém reclama das belas imagens que Sadamoto produz continuamente para a Young Ace, muito pelo contrário; mas a impressão que fica é que quando não é Eva na capa, ninguém liga – e se ninguém liga para o resto de uma antologia, ela não vai ter vida muito longa após o final de seu título de maior sucesso...


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Comentários:

Nome: tati hirata 04/09/09 02:14
Que triste saber que a Young Ace só se mantém de pé (até agora) por causa de Evangelion.

Alexandre: Tem o Summer Wars, cujo primeiro volume vendeu muito bem nos rankings, mas ele é adaptação de filme e a menos que eles decidam ir além da história original...

Nessas horas eu me pergunto onde estão os profissionais pra garimpar novos talentos e novos mangás, manter autores na linha...

Alexandre: É fato. Há uma invasão da turma do moe em boa parte das antologias da Kadokawa. A revista que mais tem mantido sua dignidade em linha editorial na editora parece que está sendo a Gundam Ace. Já a Macross Ace é uma revista com dois títulos, um muito bom e outro muito ruim: o bom é o fenomenal Macross the First do próprio Haruhiko Mikimoto, que adapta a série original; o outro é "o resto das séries da revista". Assim não dá. A próxima edição da Macross Ace deve chegar a mim em setembro e provavelmente vai ser a última.

Eu que sou fã da série bem que queria um material desses, mas que provavelmente está fora do meu alcance.

Alexandre: Pior que mal ou bem Eva tem continuado na labuta no Brasil, beneficiado justamente pelos atrasos constantes do Sadamoto. Claro, se ele danar de se atrasar na Young Ace, a revista vai se lascar toda.
Nome: Yukino 04/09/09 02:30
Uma ilustração mais bonita que a outra, me pergunto quando isso vai parar...E Lancaster, porque não faz um artigo sobre EVA? Todo mundo fala dessa série, uns odeiam e outros idolatram. Gostaria de saber sua opinião a respeito dela também :P

Alexandre: Eu ainda preciso realmente falar, mas vou apenas dizer que defendo o final "curta experimental do anima mundi" que foi o último episódio; só depois de uma década fui pegar qual a dele. Mas fica pro futuro, até porque tem muito material a escrever na frente.
Nome: Estranho 04/09/09 02:59
Evangelion ser o único carro-chefe?

Blood+, Mirai Nikki e Fate/stay Night são o que então?!

Alexandre: São títulos que saem na revista Shonen Ace, ora. :)

Se duvidar, dê uma confirmadinha na Mangaupdates.
Nome: Pato_Supersonico 04/09/09 03:42
A Young Ace é um lembrete de que o mundo não é um lugar justo e que mesmo as idéias mais corretas e sensatas podem correr o risco de não vingar por uma simples questão de azar.

O próprio título "Neon Genesis Evangelion" é uma mostra de que títulos seinen podem vender muito e serem bem lucrativos, mas a editora está tendo a infelicidade de não encontrar outros autores além do Sadamoto capazes de atrair público.

É justamente nessas horas que se deve colocar a conhecida tática editorial japonesa da Metralhadora Giratória (inventada pela Shonen Jump e que a tornou uma referência) em ação: Atrair novos talentos e lançar adoidadamente novos títulos até achar algum que dê certo.

E é bom que a Young Ace trate de fazer isso logo, enquanto ainda tem Evangelion para sustentá-la. Se deixar para fazer isso somente quando EVA acabar, aí já pode ser tarde demais.

Alexandre: A Young Ace é uma revista recente. Ela tem tempo para emplacar e tem um chamariz forte. Lembre-se também que Evangelion começou sua trajetória em uma revista shonen, não foi encarada como seinen de cara. E realmente Summer Wars vai reforçar as beiradas enquanto durar, a julgar pelo primeiro volume. Mas o fato é que a Young Ace precisa de uma sacudida.
Nome: Pato_Supersonico 04/09/09 06:09
É justamente o fato dela ser uma revista recente que me assusta.

Quando um título tradicional está em dificuldades, é normal a editora fazer um grande esforço para salvá-la, mas uma marca estreante que ainda não se consolidou no mercado não costuma receber as mesma proteção.

Claro que para que um projeto tão cheio de potencial como esse seja cancelado, é presciso uma desgraça das grandes, mas as desgraças acontecem justamente quando se relaxa.

Nesses casos, é presciso ter visão de longo prazo e senso de antecipação, se adiantar ao problema quando ainda é um problema apenas potencial, pois EVA tem um roteiro de tema bem delimitado que não pode ser muito estendido sem cair na enrolação, e não há garantia de que Summer Wars sustente a revista sozinho.

Ou seja, esse "prazo de garantia" que EVA e Summer Wars estão oferecendo pode não durar muito, por isso, seja lá o que os editores pretendem fazer para "sacudir" a revista, é bom que façam logo, se não quiserem rodar a baiana.
Nome: Marcelo Santarem 04/09/09 06:26
Esclareça este pobre ignorante: Yoshiyuki Sadamoto é o desenhista do mangá. E Hideaki Anno, citado faz um tempo tb a respeito da série, é o que nela?

Alexandre: É o cara que pega a grana dos royalties como um dos criadores da série original. A interpretação do mangá é de Sadamoto e de mais ninguém.
Nome: Carlos Eduardo 04/09/09 09:48
Bom, MPD - Psycho e Kurosagi são bons títulos, ganhadores de prêmios com filmes a caminho.

Posso entender que Evangelion seja o "One Piece" da Young Ace, Summer Wars pode ser o "Naruto" mas MPD - Psycho e Kurosagi são como o "D.Gray-man/Reborn!", eles puxam o público mais maduro para a revista assim como os citados puxam as garotas na Jump, eles podem não ser os campeões da revista mas são eles que garantem um público mais abrangente.

Os fanboys que se fodam mas eu queria ver uma série americana com o roteiro de MPD - Psycho, adaptando tudo para o universo norte-americano. Daria uma bela série de ação/suspense para maiores de 18 anos.

Alexandre: Bom, o problema é simples: um D.Gray-Man/Reborn nessa escala de valores não chega a ser um título que ajuda a revista a sobreviver a longo prazo. Materiais como estes precisam estar ao lado de materiais mais fortes para que sejam puxados.

BTW para "focar no assunto propriamente dito", linda essa menina, agora o fandom de óculos vai ficar realizado com EVA, btw eu gosto do final "anima-mundi".

Alexandre: Bom, eu tenho que admitir: A Asuka é uma fedelha pentelha e a Rei é uma boneca de pvc que anda e fala. Essa sugere uma femininidade bem mais interessante. ;)
Nome: Pedro Bouça 05/09/09 02:24
Em termos de mulher em Evangelion, sempre achei a Misato a mais interessante.

De qualquer modo, vejo que não sou o único que preferiu o final da série de TV (mesmo com seu orçamento de dez reais) àqueles longas pretensiosos. Ao menos na série o Shinji desenvolve uma personalidade!
Nome: Kátia Schittine 06/09/09 12:07
Nunca comentei aqui no seu blog, mas sempre acompanho, mesmo que lendo posts atrasados =P.

Mas uma sua frase me chamou muito a atenção e eu não pude deixar de passar: "...vou apenas dizer que defendo o final "curta experimental do anima mundi" que foi o último episódio; só depois de uma década fui pegar qual a dele."

Eu não acredito que você só foi perceber isso depois de taaannto tempo. O.O
Bom, se bem que meus colegas de faculdade de animação também zuavam o último episódio, mas pow, estudávamos animação. Víamos vários tipos de animação, do mundo todo e a ficha deles não tinha caído????

Bom, é só um comentário mesmo...quando li sua frase eu gritei um PUUUUTZZZ aqui em casa tremendo.

Parabéns pelo seu blog! =D

Alexandre: Obrigado, Katinha. Bom te ver por aqui. :)

Quanto a Eva: Eu acompanhei a série em primeira mão, quando se costumava assistir a mostras de anime – elas desapareceram com a difusão da internet se pensarmos bem. E olhei com olhos de espectador comum. Precisei voltar a ela para enxergá-la com outros olhos mais frios. Isso acontece. ;D
Nome: Kátia Schittine 06/09/09 03:00
Eu também vi nessa época, Alexandre. E eu ainda não tinha entrado na faculdade.
Quando eu vi aquele final pela primeira vez, lá por 1999, 2000, eu pensei: "Putz! Pode fazer isso dentro de uma animação comercial?"

Para mim foi algo totalmente inusitado e o que mais me chamou a atenção.

Só fui ver conceito e prática de animação depois de dois anos de faculdade e só reforçou a idéia de que o diretor explorou outros recursos técnicos de animação. Se foi por falta de verba ou preguiça, como já li, problema deles, mas que eles tiveram uma boa sacada em usar essas técnicas ao quererem explorar a parte psicológica do personagem e não responder as perguntas, como muitos fãs esperaram do final, ah tiveram. =)

O que a gente estava acostumado de ver era o desenho certinho, final com sentido e por aí vai.

Alexandre: Na verdade a minha teoria é que a série é um grande exercício de metalinguagem – e isso cresceu mais e mais a partir dos dez últimos capítulos. O final pra mim é um grande recado ao fã hardcore – uma mensagem de "acorda, pô!"

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