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Set 02

Nova Série Médica na Business Jump

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Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Business Jump

Business Jump

Se é possível que se façam seriados como House e Plantão Médico (o cacete que vou chamar de E. R. só porque eles usam esse nome no canal por assinatura da Warner, quando a série foi exibida e popularizada com um nome local famoso por aqui), porque não podemos ter uma história em quadrinhos no gênero? A revista Business Jump, da Shueisha, está estreando uma nova série médica em suas páginas: Daishi Master, de Kenichi Kiriki (o mesmo artista da série policial Tantei Jimusho 5; é a imagem ao centro, à direita na capa, logo abaixo da numeração da revista). O material chegou a ter um one-shot (história curta e fechada; muitas vezes funcionam como episódios-piloto) e sua recepção popular a credenciou a série, que começa com um capítulo de 44 páginas. Daishi Master acompanha uma jovem instrutora de enfermagem que acaba de entrar em um emprego de enfermeira no setor de emergências de um hospital; aparentemente aqui o tom é mais realista, com cenas dramáticas. Esse é um gênero que poderia ser arriscado por aqui, e não nego que eu gostaria muito de ver séries como Team Medical Dragon aqui no Brasil. Por outro lado, me pergunto se nosso atual mercado nanico receberia bem esse tipo de material.


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Comentários:

Nome: Pato_Supersonico 02/09/09 05:06
No contexto atual, duvido muito, lembrando que mesmo séries destinadas a públicos adultos mais amplos, como Sanctuary e Monster, tiveram dificuldades.

No próprio Japão, quase todos os mercados de mangás mais específicos - como os mangás para mulheres maduras e os que tratam de nichos (profissionais ou esportivos)- nasceram nanicos e só se tornaram viáveis porque foram expandidos pelos investimentos das editoras, especialmente em publicidade. Ou seja, trata-se de investir, de plantar para colher.

As editoras brasileiras ainda limitam sua publicidade nas páginas dos próprios mangás e aos eventos otakus, e com isso fazem chover no molhado, querem vender mangá para quem já compra mangá. Expandir mercados implica investir em clientes potenciais, em gente que não compra mangá mas que pode ser convencida a fazê-lo.

Aí fica a questão: Quem no Brasil compraria um Mangá Médico?

Presumo eu que para que uma pessoa se interesse por um mangá de medicina, é presciso que ela tenham algum interesse por medicina, nem que seja apenas como fã de seriado médico.

E aí fica outa questão: Quem gosta de medicina pode gostar de mángá? Um estudante sério desejoso de um grande futuro, ou um médico graduado com família e zeloso de sua imagem pública, ou uma pessoa comum que goste de seriados médicos por considerá-los obras sérias e inteligentes, poderiam se interessar por algo que no nosso país é considerado um produto para crianças, para adolescentes doidos que se fantasiam ou adultos crianções? Eu acho que não.

E é aí que entra a propaganda. Qualquer pessoa com alguma afinidade com publicidade ou meso política sabe que uma propaganda não existe apenas para divulgar um produto ou uma idéia: Existe para moldar mentes. A História está cheias de exemplos de empresas que, para terem sucesso, tiveram que moldar a sociedade em que existiam, mudando hábitos ou mesmo a visão de mundo das pessoas.

Antes do McDonald's, fast food era só para quem estava com muita pressa; Antes da Kellogss, ninguém comia cereal no café da manhã; Antes da Apple, computador era só ferramenta de trabalho; Antes da Bombril, as donas-de-casa brasileiras não tinham obcessão por deixar as panelas brilhando; Antes da Nike e da Adidas, andar de tênis era coisa de adolescente revoltado; Antes da Playboy,...

...ah, você já me entendeu. =P

E o poder de mudar o mundo não tem nada a ver com ter muito dinheiro para investir em publicidade ou ser uma marca forte em que se sutentar - muitas empresas revolucionárias começaram como vendinhas ou empresas de garagem - mas com ter perseverança e visão de longo prazo. Mudaram o mundo porque tinham que fazê-lo, se quisessem sobreviver.

As empresas mais bem sucedidas, aquelas que mudaram o mundo, não mudaram o mundo por mero efeito colateral, mudaram o mundo de propósito porque no mundo que havia antes delas não havia lugar para seus produtos, e elas então tiveram de criar um novo mundo onde houvesse a demanda que elas se propunham atender.

E é aí que entra a importância da propaganda. As alternativas são muitas, basta saber por onde começar e como começar. Saber aonde se quer chegar, se planejar para se chegar lá, e insistir até conseguir.

Minha sugestão de começo. Se o brasileiro não se interessa por um mangá por este ser de médico, mas gosta de uma boa comédia (por exemplo), uma alternativa é pegar um título de mangá de médico que tenha um bom lado humorístico e oferecê-lo não como um mangá médico, mas como um mangá de humor.

Ou seja, você procura um elemento da obra que possa interessar ao público que você quer atingir e usa este elemento como chamariz. Quando o público perceber que mangás de médico são interessantes, abre-se o caminho para outros títulos.

Eu, por exemplo, não gosto de basquete e não comprei Slam Dunk porque é um bom mangá de basquete, comprei porque é um bom mangá de comédia e de romance colegial. E com ele, aprendi que mangás de esporte, pelos quais eu não me interessava, podem ser muito divertidos.

Enfim, se as editoras brasileiras que tabalham com mangá esbarram no fato de que o Brasil não tem um grande público de mangá, o caminho é um só. Criar um novo Brasil, um Brasil que ame mangá.

Nome: Daniel Neves 02/09/09 07:20
Eu gostei do character design da médica "loirinha".
Aqui no Brasil não publicam nem mangá sobre futebol (que é o esporte do povo) Ah... tem aquel "mangá" (entre aspas mesmo) do Corinthians. Mas esse nem conta de tão tosco.

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