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Dero Dero é Concluído na Young Magazine

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Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Young Magazine

Dero Dero

Dero Dero é uma comédia de terror sobre um garoto-problema com poderes psíquicos que acabam atraindo a atenção de seres sobrenaturais que enchem seu saco – e o forçam a se livrar das criaturas de qualquer jeito para que ele possa voltar a sua rotina normal. Apesar da descrição, é material que tem que ser visto mais como comédia do que qualquer outra coisa, sem descambar para a fórmula de ação. O material, escrito e desenhado por Rensuke Oshikiri, vem sendo publicado na revista para leitores maduros nº1 do mercado japonês, a Young Magazine da Kodansha (okay, ela é a primeira no photochart, disputando cabeça a cabeça com a Young Jump da Shueisha, e a diferença de vendagens é tão mínima que eu diria que há um empate técnico entre as duas – que podem ser consideradas, sim, as nº1 do mercado conjuntamente). Agora, a série acabou de concluir sua trajetória, e foi lançado recentemente, no final do mês passado, o 16º e último volume do material. Agora, é hora de divulgação, e até o dia 30 de Setembro, os fãs do material poderão ter acesso a um livro de 120 páginas contendo um diário de produção da série, em tiragem limitada, indispensável para colecionadores – é preciso concorrer ao livrinho, e as instruções devem ser obtidas em lojas especializadas. É importante lembrar que mesmo saindo em uma antologia de peso, Dero Dero não é um material de grande expressão em vendagens (embora tenha leitores fiéis). Mas esses títulos de menor escala também fazem parte da dinâmica das grandes antologias e do mercado de mangá como um todo. E eles também precisam de divulgação para poder manter a engrenagem rodando.


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Comentários:

Nome: Pato_Supersonico 17/08/09 06:59
Uma coisa interessante da cultura empresarial japonesa é o senso de antecipação e o planejamento de grande amplitude visando o longo prazo.

As editoras japoneses sabem que editoras rivais geralmente nascem explorando "buracos" que as grandes editoras deixam passar e crescem exporando qualquer público que represente demanda reprimida, que tenha sido negligenciada.

Então mesmo que elas tenham suas "jóias" (títulos altamente lucrativos), nem por isso deixam de se dedicar a obras menos chamativas mas que tenham alguma margem de lucratividade (mesmo pequena) porque sabem que, se não o fizerem, alguém o fará.

Desde os tempos das invasões mongóis os japoneses já apresentavam essa postura de reagir a ameaças de maneira preventiva, e esse aspecto da cultura japonesa acaba se refletindo na cultura empresarial de lá.

As editoras japonesas tradicionais exploram o mercado de quadrinhos de modo a não deixar brechas, criando uma condição mercadológica desfavorável para o surgimento de novas editoras, assim desencorajando empresários novatos que queiram investir nesse setor.

Vou dar um exemplo bem prático que explica muito bem como esse sistema funciona e que vi funcionar com meus próprios olhos.

Aqui perto de casa tem uma grande loja especializada em materiais de contrução. Dia desses uma loja de materiais para piscinas foi inaugurada no mesmo quarteirão. E a loja mais tradicional prontamente reagiu com uma grande promoção de materiais para piscinas. Essa promoção só acabou quando a lojinha rival faliu e fechou.

Essa tática não é igual a das editoras tradicionais japonesas, que agem de modo não a destruir rivais depois que elas nascem, mas a simpesmente impedir que nasçam, mas segue uma lógica parecida. No mundo das empresas, tamanho é documento.

Pode ser cruel, mas em um certo sentido é algo admirável, já que o empresariado japonês odeia comodismos e essa postura de vigilância permanente sobre seus respectivos mercados explica em grande parte a solidez das grandes empresas japonesas, inclusive as editoras tradicionais.
Nome: Pato_Supersonico 17/08/09 07:39
A propósito, o que eu falei anteriormente, quando contraposto com esta notícia do blog Shoujo Café (http://shoujo-cafe.blogspot.com/2009/08/campanha-de-volta-as-aulas-da-editora.html) dá uma boa idéia do quanto a mentalidade empresarial é algo importante para a postura empresarial e para a própria economia de um país.

Seja para o desenvolvimento econômico de um país ou para o crescimento de uma indústria em específico, mais importante que a disponibilidade de recursos e de tecnologia, são pessoas de iniciativa, de criatividade e visão ampla.

Um das dificuldades mais sérias que as editoras brasileiras enfrentam é a própria falta de uma tradição de planejamento de grande amplitude.

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