Busca
Ago 02
Jump Cuidando de Seu Futuro
Compartilhe:

Lancaster |
PERMALINK |
3
Categorias: Akamaru Jump

A revista Akamaru Jump, da Shueisha, tem como razão de ser servir de veículo para os novatos que lançam histórias fechadas apresentando novos conceitos que podem ser veiciulados na revista para Shonen Jump. Mas como boa parte dos seres humanos não vai comprar tão facilmente
revistas com um bando de personagens e autores desconhecidos, é comum trazer autores de séries famosas para produzir material e servir de grande chamariz para a publicação. A estrela da capa é a autora Katsura Hoshino, que traz seu D. Grayman para os holofotes em uma história fechada de cinquenta páginas, mas o mais interessante é o criador de Shaman King apresentando um one-shot de quarenta e nove páginas com um novo conceito de série, Nobunaga x Comte (de Kosuke Hamada, o mesmo autor do mangá de basquete Dogashi Kaden, e que visualmente é muito simpático – só que remete mais do que devia a Shaman King com direito a uma coisinha flutuante ao lado do herói). Nenhuma novidade, mas me pergunto se o leitor da Jump anda realmente interessado em novidades nos últimos tempos – embora não se deva perder a esperança nos novatos. Neles, repousa o próprio futuro da Jump em seu esforço contínuo de renovação de cast editorial. Há quase uma década, os medalhões tem sido os mesmos: One Piece, Naruto e, desde 2004, Bleach (embora ele tenha perdido o fôlego e aberto margem para o mais recente hit de peso da revista, Toriko – que dificilmente fará muito dinheiro como item de exportação internacional, diga-se de passagem). Mesmo que a Akamaru não seja uma revista campeã de vendagens – e nem precisa, já que ela só sai três vezes ao ano – ela cumpre uma função fundamental na dinâmica das antologias. É a garantia de que esses materiais novos possam ser testados em primeira mão com o público, tenham suas devidas arestas aparadas e possam estrear na Jump com um melhor trabalho de base a partir dos comentários já feitos pelos leitores. É só comparar a diferença entre a versão original de Naruto, que não envolvia ninjas, com a versão que se tornou internacionalmente famosa mundo afora. E que não por acaso, foi publicada pela Akamaru Jump.
Posts similares:
Autor de Mx0 na Akamaru Jump
Uma década de Naruto na Shonen Jump
Nova Edição da Jump Square II
Post anterior: Novidades da Bessatsu Shonen Magazine (E Overdose do Autor de Zatch Bell)Próximo post: Shonen Jump coloca Primeiros Capítulos de Suas Séries na Internet



Endereço de trackback para este post:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/36863Comentários, Trackbacks:
Alexandre: Pense bem: um mangá sobre um caçador que viaja em busca de presas exóticas para abastecer restaurantes de luxo seria recebido como, fora do Japão?
Alexandre: Obrigado, corrigindo imediatamente.
Eu amo Beelzebub, tem uma forte presença de Yuyu Hakusho ali e ainda sim é bastante moderno e tem seus traços originais, mas é impossível não se lembrar de YYH ao ler Beelzebub, tvz seja por isso que eu amo tanto Beelzebub, YYH mora no meu coração mais profundamente do que CdZ. Bons tempos em que a gente pensava que tudo que passava na Manchete era uma maravilha.
Alexandre: Bom, se fossem só similaridades Bleach não teria feito estrago em sua fase áurea. Mas Bleach sempre teve algum diferencial (pouca gente reparou, mas ele puxa muita coisa do gênero samurai pop – e me pergunto como é que isso não é percebido pela maioria das pessoas, porque é gritante), que lhe permitiu se destacar por si só. Em Beelzebub falta aquele que é o "pulo do gato". Ele ainda pode encontrá-lo, mas se esse diferencial não aparecer, minha impressão é que ele vai acabar estacionando no meio de campo regular da Jump.
Deixe seu comentário: