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Inu-Yasha Ganha Novo Anime

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Lancaster | PERMALINK | 7

Categorias: Inu-Yasha

Inu-Yasha

Se um anime essencialmente é um anúncio de 26 minutos do quadrinho que o originou – algo totalmente plausível em um mercado altamente potente de quadrinhos como o japonês – quais são os motivos para animar uma série já concluída? As vezes, como no caso de Hatsukoi Limited, série de breve carreira na Shonen Jump (e que, falando pessoalmente como leitor, achei uma coisa extremamente dispensável), é para fazer com que um material encontre seu público correto – ele não deveria estar numa revista de massa, mas sim em uma revista para fãs hardcore; seu desenho animado atende a uma demanda de público mais interessado em se derreter por meninas bonitinhas de acetato e vai gerar produtos como pôsters, almofadas tamanho-família com a imagem das moças estampadas, bonecas de pvc... essas coisas. Leia-se, fazer algo que não tinha como dar certo fazer dinheiro em outro lugar.
Inu-YashaMas e no caso de Inu-Yasha? Diferentemente dos dois outros grandes trabalhos de carreira de Rumiko Takahashi (Urusei Yatsura e Ranma 1/2), a série teve um histórico claudicante. Demorou a emplacar e só decolou de verdade a partir da sua versão animada – e mesmo assim, com o vagaroso andar da carruagem, a série acabou chegando a um ponto em que mesmo saindo regularmente nas páginas da Sunday, ela não se estabelecia por muito tempo nos 10 mais vendidos – isso quando aparecia. Basta lembrar que quando saiu o último volume, este teve fôlego e mostrou como os volumes que o precederam andavam deficitários em desempenho. Na verdade, os dois outros autores-esteio da Sunday (Gosho Aoyama com seu Detective Conan e Mitsuru Adachi com qualquer obra sua da vez) se mostraram mais estáveis, especialmente Adachi com Cross Game, aonde ele retornou a velha forma. E convenhamos, até no Brasil eu conheço muita gente que largou a série no meio por conta da imensa enrolação que tomou conta da história.
Só que apesar da importância das antologias, que divulgam uma série e fidelizam o leitor à mesma, é nas vendagens das compilações de capítulos em livraria que uma série faz seu sucesso. E a própria Sunday, mesmo perdendo leitores a olhos vistos a ponto de descer do pódio para uma revista mensal este ano (a Monthly Shonen Magazine da Kodansha), ainda tem vendagens excelentes em livraria, que compensam o investimento na revista. Basta lembrar do crescente sucesso de Hayate no Gotoku, de Kenjiro Hata.
Então faz sentido a seguinte notícia: a última edição (a de número 34) da antologia para garotos Shonen Sunday, da Shogakukan, anuciará uma nova série de Inu-Yasha, Inu-Yasha Kanketsu-Hen, correspondendo aos 21 volumes finais da série, que não tiveram correspondente em animação. O elenco anterior de dubladores e animadores estará todo de volta, então os fãs de longa data não devem esperar surpresas. A longo prazo, pode ser tanto um estímulo para a reconstrução das vendagens de Rumiko Takahashi (que está com série nova no mercado, Kyokai no Rinne – ou Rin-Ne, como está se tornando mais conhecida no ocidente graças ao marketing da Viz) e para colocar seu nome na ordem do dia enquanto a inevitável versão animada de Rin-Ne não vem. Afinal de contas, Takahashi ainda é uma das pernas da cadeira da Sunday.

Inu-Yasha

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Comentários:

Nome: Andarilho 16/07/09 07:56
Do anime eu tinha desistido, mas só falta o último volume do mangá pra mim.

Nome: César 16/07/09 09:27
Err... Hatsukoi Limited está bem longe de ser um mangá direcionado a fãs babões. Tanto é que a hipótese mais provável para o cancelamento dele na Shonen Jump é exatamente a falta de fan-service. Nos extras dos volumes a autora botou pra lascar, mas nos capítulos semanais quase não tinha. O mangá pelo menos está muito mais pra shoujo que pra material direcionado a fãs hardcore.
Achar que aquilo ali só tem as meninas bonitinhas como atrativo é uma visão bem preconceituosa... se você não gosta de romances tudo bem, mas pelo menos não os trate como se fosse tudo a mesma bosta.

Alexandre: Cara, aquilo tinha fanservice sim. Tudo bem que não a nível de um Love Ru, mas tinha. Na verdade eu até acredito que você acerta ao definir aquilo como "lembra um shoujo" – mas apenas se você pensar em materiais de revistas como a Comic High da Futabasha, que se vende justamente como "shoujo para garotos". E cara, mesmo que não seja exatamente direcionado a eles, são eles quem vão acabar comprando no Japão, tenho certeza. Não fariam um desenho animado disso sem outro motivo.:-/
Nome: César 16/07/09 10:05
Bom, aí eu concordo - animes quase sempre são jogadas de marketing pra vender produtos que atendem a... "esses" tipos de compradores mesmo. Por isso eu disse "o mangá pelo menos".
Mas ainda acho que Hatsukoi tem pouquíssimo fanservice pros padrões Jump... e que a Kawashita é uma ótima roteirista. O problema é que ela desperdiça o talento em obras como Ane Doki e Ichigo 100%. Essas sim eu digo e apoio quem disser que são, com o perdão do trocadilho, 100% apelonas e dispensáveis.

Alexandre: Bom, sinceramente, eu não consegui ver em Hatsukoi algo que merecesse sobreviver. É possível ter mais estofo dentro desse terreno? Até é. Girlfriend, de Masaya Hokazono e Betten Court, é proibitivo para menores de tanto que pega pesado – mas não é nem um pornô softcore vagabundo (a menos que você se excite em ficar deprimido), nem uma obra que gira em torno de se derreter ao olhar meninas bonitinhas (e acredite, o Betten Court não fica atrás da Kawashita nem de longe nesse quesito). Por outro lado é uma obra mais adulta que pode arrancar uma visão mais pragmática e realista de uma premissa até certo ponto similar. Talvez o lugar de Kawashita não seja em uma revista para garotos, mas eu duvido que ela consiga atingir o mesmo grau de maturidade – nada que eu tenha visto do trabalho dela me indica isso.
Nome: Cell 17/07/09 12:55
Assim como o mangá de Inuyasha só se tornou um grande sucesso depois que o anime estreou, as vendas despencaram depois do fim prematuro da série de TV.

Também vi isso acontecer com vários outros mangás shonen nos últimos anos, como Shaman King, The Prince of Tennis e Eyeshield 21. Claro que há exceções como Hunter x Hunter, que continua vendendo horrores, e D.Gray-man parece ir pelo mesmo caminho.

Mas fico contente de ver que o anime de Inuyasha não terá o mesmo destino de Ranma 1/2, que continuou na forma de OVAs mas nunca chegou a cobrir os últimos volumes do mangá.
Nome: César 17/07/09 10:21
Eyeshield não despencou por causa do fim do anime, que aliás terminou muito, mas muito antes do mangá. Despencou porque os editores não deixaram o mangá ser encerrado e a enrolação ficou tão óbvia que até os fãs perderam a paciência. Que pena, eu como leitor fiquei triste com o rumo que tomou.

Agora deixando de encher o saco e entrando no assunto do post. Será que essa continuação do anime de Inuyasha pode ser uma maneira de aumentar o interesse por Rinne enquanto é cedo demais para um anime deste? Não sei vocês mas eu achei Rinne bem fraco. Não é difícil imaginar o pessoal perdendo o ânimo com ele mesmo sendo da Rumiko Takahashi.

Alexandre: Bom, sinceramente eu vejo Rin-Ne como uma tentativa da autora de voltar à comédia, que foi o gênero que a celebrizou. Mas eu vejo em algum ponto essa série se tornando um material de porrada, acreditem. É um material muito morno até agora.
Nome: César 17/07/09 10:30
*lê as últimas linhas do texto* parece que sim. Eu devo estar cego pra não ter visto isso. =P

Alexandre: :D
Nome: maria das vitorias 07/10/09 08:40
por favor colocar o desenho para passar na tv novamente

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