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Jul 04
Um Mundo de Quadrinhos na Antologia Mandala
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Lancaster |
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Categorias: seinen

O almanaque para leitores adultos Mandala, da Kodansha, está completando duas décadas e meia de existência. Ainda é classificado como uma edição especial da revista Morning, mas convenhamos que não chegaria aos 25 anos se não tivesse fôlego para isso. Para comemorar, a mais recente edição da revista terá autores de dezesseis países: metade da revista será em sentido ocidental, metade em oriental. Grosso modo, os autores estrangeiros são em sua maioria europeus – notadamente italianos e franceses. Teremos muitas páginas a cores. Fica o registro – e um apelo aos leitores: os japoneses não estão se limitando apenas a estética mangá, e por mais que gostemos deles, abram sua mente – o mundo dos quadrinhos não se limita apenas ao Japão. E ao contrário do que muita gente pateticamente repete na internet, mangá é gibi sim; bande dessinée é gibi, sim. Tudo é gibi – e a palavra gibi também deve ser respeitada.
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Foda é q gibi sempre teve conotação negativa. Associar os quadrinhos ao veículo acaba por embalar tudo no velho saco de gatos, que termina em saco de pancada dos velhos preconceitos.
Alexandre: Eu sei disso. Mas gibi é o melhor sinônimo de quadrinhos no Brasil, e por isso mesmo, deveria haver um esforço de valorização do termo gibi ao invés de negá-lo para tentar buscar respeitabilidade. Porque para a maioria das pessoas, a palavra é gibi. Então, respeite-se o gibi.
Os grandes músicos idolatrados por legiões possuem gostos que distoam totalmente do estilo de musica que ele faz na maioria das vezes.
Um exemplo disto é o Beck que mesmo com um puta som alternativo alega que é fã de Bossa nova.
http://www.youtube.com/watch?v=wIBw-lbxtT4
Imagine se chamassem quadrinhos de "crioulos". Isso não é tão diferente de gibis quando você leva em conta a origem do termo!
Hunter (Pedro Bouça)
Alexandre: Bom, eu não sabia do termo sobre meninos negros, mas o ponto é: Quantas pessoas sabem disso hoje em dia? O ponto é que esse é um termo até hoje associado com quadrinhos, de fácil assimilação e penetração popular. Duas sílabas. Que o meio se volte contra o termo e tente usar "quadrinhos" soa como uma forma de atirar no próprio pé – mas também me lembra que os autores de mangá mais sério cunharam o termo gekiga como uma forma de buscar respeitabilidade (já que mangá quer dizer, literalmente, "desenhos irresponsáveis". Gekiga significaria "desenhos dramáticos"). Não vai ser negando o termo mais popular pelo qual os quadrinhos são conhecidos no Brasil que eles vão ser melhor aceitos. Para o cidadão comum, eles serão sempre os "gibis". Então, que se dê respeitabilidade a arte de se fazer gibis. Simples assim.
Os japoneses - até onde sei, se alguém considerar meu ponto errado, fique a vontade para dizer porque - seguem a idéia de que um gênero de quadrinho se encaixa com sua origem, logo qualquer coisa feita no Japão e com enfoque japonês é Manga, o que é feito por autores americanos (mesmo que graficamente influenciado por manga) é Comics, material de criação (principalmente) francesa Bande Dessineé (BD), quadrinho italiano o Fummeti, coreano o Manwha e por essa lógica, o produto nacional, popular ou voltado ao público fã raivoso de anime/manga, seria Gibi ou Quadrinho.
Poderíamos usar História em Quadrinhos como termo? Sim, poderíamos, mas o termo é tão usado para coisas de áreas variadas (todas as mencionadas acima E mais algumas) que firmá-lo como palavra de identidade específica poderia ser confuso E limitante.
Isso sem falar que termos compostos acabam abreviados, vide a Bande Dessineé, que virou BD justo por isso.
História em Quadrinhos viraria HQ - termo que dificilmente vejo fora de lojas ou revistas especializadas - ou simplesmente Quadrinho. Quadrinho pode colar, mas ainda tem uma abrangência maior que o Gibi.
E se for pra discutir origem de termos e suas trocas de sentido, nos perderíamos em meio a Sacanagem, Rapariga ou um certo diminutivo de Bolsa, né? E olha que nem falei de filas, crianças ou pãezinhos... ;^P
Alexandre: Sinceramente, é ridículo mesmo.
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