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Jul 04

Um Mundo de Quadrinhos na Antologia Mandala

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Lancaster | PERMALINK | 5

Categorias: seinen

Mandala

O almanaque para leitores adultos Mandala, da Kodansha, está completando duas décadas e meia de existência. Ainda é classificado como uma edição especial da revista Morning, mas convenhamos que não chegaria aos 25 anos se não tivesse fôlego para isso. Para comemorar, a mais recente edição da revista terá autores de dezesseis países: metade da revista será em sentido ocidental, metade em oriental. Grosso modo, os autores estrangeiros são em sua maioria europeus – notadamente italianos e franceses. Teremos muitas páginas a cores. Fica o registro – e um apelo aos leitores: os japoneses não estão se limitando apenas a estética mangá, e por mais que gostemos deles, abram sua mente – o mundo dos quadrinhos não se limita apenas ao Japão. E ao contrário do que muita gente pateticamente repete na internet, mangá é gibi sim; bande dessinée é gibi, sim. Tudo é gibi – e a palavra gibi também deve ser respeitada.


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Comentários, Trackbacks:

Nome: Marcelo Santarem 04/07/09 05:09
Acima do nome de JM Ken Niimura está o de... Go Nagai. Só pra constar.
Foda é q gibi sempre teve conotação negativa. Associar os quadrinhos ao veículo acaba por embalar tudo no velho saco de gatos, que termina em saco de pancada dos velhos preconceitos.

Alexandre: Eu sei disso. Mas gibi é o melhor sinônimo de quadrinhos no Brasil, e por isso mesmo, deveria haver um esforço de valorização do termo gibi ao invés de negá-lo para tentar buscar respeitabilidade. Porque para a maioria das pessoas, a palavra é gibi. Então, respeite-se o gibi.
Nome: D' Kaesar 04/07/09 05:36
"os japoneses não estão se limitando apenas a estética mangá, e por mais que gostemos deles, abram sua mente – o mundo dos quadrinhos não se limita apenas ao Japão."

Os grandes músicos idolatrados por legiões possuem gostos que distoam totalmente do estilo de musica que ele faz na maioria das vezes.

Um exemplo disto é o Beck que mesmo com um puta som alternativo alega que é fã de Bossa nova.

http://www.youtube.com/watch?v=wIBw-lbxtT4
Nome: Pedro Bouça 04/07/09 10:17
Pô, Alexandre, tentar defender o termo "gibi" é inaceitável. Primeiro porque o nome original da forma de arte em português - história em quadrinhos - é simplesmente o melhor que existe em QUALQUER língua. Depois que gibi vem de um termo antigo para meninos negros que hoje seria depreciativo e até racista. Por fim, era o nome de uma revista (nome que AINDA pertence à editora Globo, por sinal) e acho uma injustiça com outras marcas chamarem toda uma gama de produtos por uma marca específica, como fazem com Xerox (copiadora) e Gilete (lâmina de barbear).

Imagine se chamassem quadrinhos de "crioulos". Isso não é tão diferente de gibis quando você leva em conta a origem do termo!

Hunter (Pedro Bouça)

Alexandre: Bom, eu não sabia do termo sobre meninos negros, mas o ponto é: Quantas pessoas sabem disso hoje em dia? O ponto é que esse é um termo até hoje associado com quadrinhos, de fácil assimilação e penetração popular. Duas sílabas. Que o meio se volte contra o termo e tente usar "quadrinhos" soa como uma forma de atirar no próprio pé – mas também me lembra que os autores de mangá mais sério cunharam o termo gekiga como uma forma de buscar respeitabilidade (já que mangá quer dizer, literalmente, "desenhos irresponsáveis". Gekiga significaria "desenhos dramáticos"). Não vai ser negando o termo mais popular pelo qual os quadrinhos são conhecidos no Brasil que eles vão ser melhor aceitos. Para o cidadão comum, eles serão sempre os "gibis". Então, que se dê respeitabilidade a arte de se fazer gibis. Simples assim.
Nome: Marcel 04/07/09 11:22
Ter um termo específico e local para o nosso material é algo que acho bastante válido.

Os japoneses - até onde sei, se alguém considerar meu ponto errado, fique a vontade para dizer porque - seguem a idéia de que um gênero de quadrinho se encaixa com sua origem, logo qualquer coisa feita no Japão e com enfoque japonês é Manga, o que é feito por autores americanos (mesmo que graficamente influenciado por manga) é Comics, material de criação (principalmente) francesa Bande Dessineé (BD), quadrinho italiano o Fummeti, coreano o Manwha e por essa lógica, o produto nacional, popular ou voltado ao público fã raivoso de anime/manga, seria Gibi ou Quadrinho.

Poderíamos usar História em Quadrinhos como termo? Sim, poderíamos, mas o termo é tão usado para coisas de áreas variadas (todas as mencionadas acima E mais algumas) que firmá-lo como palavra de identidade específica poderia ser confuso E limitante.

Isso sem falar que termos compostos acabam abreviados, vide a Bande Dessineé, que virou BD justo por isso.

História em Quadrinhos viraria HQ - termo que dificilmente vejo fora de lojas ou revistas especializadas - ou simplesmente Quadrinho. Quadrinho pode colar, mas ainda tem uma abrangência maior que o Gibi.

E se for pra discutir origem de termos e suas trocas de sentido, nos perderíamos em meio a Sacanagem, Rapariga ou um certo diminutivo de Bolsa, né? E olha que nem falei de filas, crianças ou pãezinhos... ;^P
Nome: Jean Okada 06/07/09 12:23
Me pergunto se existe alguma pessoa no Brasil que ainda associe o termo "gibi" com "crioulo". Pessoalmente, nunca tive problemas com o termo gibi. Acho uma maneira afetuosa de se referir às HQs. Fora que é uma palavra mais curta do que história em quadrinhos, e geralmente as pessoas preferem a forma mais curta. Mas eu sou meio desencanado com essas coisas, não tô nem aí se a sociedade não respeita os quadrinhos. :) Uns dias atrás vi um cara que quer que todo mundo passe a chamar HQ de "literatura gráfica", ou algo assim. Olha, eu ri.

Alexandre: Sinceramente, é ridículo mesmo.

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