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Jun 26

Sai Segunda Edição da Macross Ace

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Lancaster | PERMALINK | 7

Categorias: Macross Ace

Macross

Eu reconheço que realmente tinha expectativas bem, bem grandes, quando do lançamento do almanaque Macross Ace, da Kadokawa Shoten. Em parte, por conhecer a publicação da mesma editora dirigida a franquia rival, a Gundam Ace; e em parte pelo título que ilustra a capa: Macross, The First, que segue o mesmo princípio mercadológico do carro-chefe da concorrente: Gundam, the Origin, é a série clássica de anime recontada e expandida pelo mesmo artista que foi responsável pelo seu traço original em animação; como Yoshikazu Yasuhiko se mostrou um autor de mão cheia ao se aventurar como quadrinhista por sua própria conta (Venus Wars e Jeanne, entre outros), ele deu o que se esperava – e bem mais do que isso, a bem da verdade. Já Haruhiko Mikimoto é um excelente artista, mas como autor de quadrinhos, é um autor com mais baixos do que altos: é responsável pelo frustrante e açucarado École du Ciel e pelo horripilante Marionette Generation, mas também trafegou previamente e competência no universo de Macross com Macross 7: Trash, arrancando uma história decente daquela que é qualitativamente falando a pior série da franquia (mesmo que tenha tido sucesso no Japão). Havia incerteza – e no fim das contas ele se sai bem ao recontar uma história já conhecida dos leitores. A evolução de seu traço chega a adicionar algo à história, ao apresentar uma Minmay mais sensual do que na versão original; entendemos um pouco melhor como o protagonista Hikaru pôde comer na mão dela a ponto de ser feito de gato e sapato, e uma nova interpretação para uma cena antiga dá a entender para o leitor de primeira viagem que a verdadeira chave de sua ascensão e ruína será a vaidade – e ela já estava lá desde o começo.
O grande problema da Macross Ace é que ela na prática é uma antologia de um título só – diferentemente da Gundam Ace, que reúne veteranos e novatos para expandir um universo rico. É que na Macross Ace, todas as demais séries, ao menos no lançamento, parecem ser títulos tapa-buraco, com um pé no moe (meninas infantilizadas feitas pra gerar reações de "awww" em sujeitos que não só não tiveram infância como parecem um tanto suspeitos a respeito desse tipo de personagem. Credito esse desserviço a uma certa moça de cabelos verdes em Macross Frontier, que apontou esse rumo para a franquia), focadas mais em cantoras bonitinhas e praticamente jogando os aspectos de ficção científica do cenário para escanteio. É melhor esperar as edições de livraria para Macross, The First – o que é uma perda e uma pena.
Podem falar mal de Robotech a vontade, mas este expandiu de forma muito melhor o seu universo através dos livros de Jack McKinney (pseudônimo que representa a dupla de escritores Brian Daley e James Luceno), suplementos de RPG e outras fontes. Robotech é um universo, Macross é uma história chicoteada à exaustão. É melhor que fiquemos apenas com a história – e é isso que Macross, The First, oferece, sem mais, nem menos.
Para os que se interessam pelas outras séries derivadas da franquia, a nova edição confirma a data do lançamento do longa-metragem resumo de Macross Frontier para os cinemas em 21 de Novembro. A terceira edição da Macross Ace foi agendada para Outubro.


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Comentários:

Nome: id1945 26/06/09 03:24
O que eu sempre gostei no mangá/anime é o fato de ver o fim antes de morrer. Não gosto de series eternas. Não gosto do "comics-style"! Amo Macross como ele é, e acharia melhor que tivesse ficado como tava... sem nenhum "reload"!

...maaas estamos na era nos reloads e não seria diferente com os japas.

...Robotech sempre será uma piada.

Alexandre: Robotech seria uma piada se nem ele, nem Macross, tivessem ganho nenhum tipo de continuação ou prolongamento em outras mídias.

Mas não foi isso que aconteceu. Dê uma olhada nos romances de Robotech, que põem ordem na bagunça que foi feita com o desenho. Bom lembrar que o Brian Daley foi um escritor de ficção científica bem cotado e foi justamente a dobradinha dele com o James Luceno que rendeu o desenho animado Galaxy Rangers – o melhor desenho americano de sua década. Por outro lado, a melhor continuação de Macross foi de longe o Macross Plus, e se pensarmos bem, ele poderia ter outro nome e não ter nenhuma referência a Macross, e isso não faria diferença. A culpa disso foi dos japoneses, cá entre nós. Macross não é Gundam. Deveria ter parado na primeira série.
Nome: Pedro Henrique 27/06/09 08:15
Seria o Mikimoto um Ikegami da vida? ...

E perguntando uma coisa nada a ver com o post: vi ontem que o Michael Jackson morreu, e fiquei sabendo que no Japão ele é muito famoso. Por acaso existe manga sobre ele?

Abrços.

Alexandre: Não me espantaria se existisse, mas não conheço nenhum. Mas se fizeram um do Hulk Hogan e ainda por cima escrito pelo Ikki Kajiwara (em sua fase de decadência, quando ele tava topando qualquer parada), é possível qualquer coisa.
Nome: D' Kaesar 27/06/09 11:48
Eu considero Macross da seguinte forma:

Do you remenber love é o que os filmes de Gundam representam para franquia de tomino.

Sendo que dai eles poderiam realmente criar um universo que competisse de frente com Gundam, mas os rumos tomados pela franquia a fizeram naufragar e hoje não passar de algo dispensavel.

Alexandre: Bom, qualitativamente naufragou. Mas não podemos negar que comercialmente ela se tornou bem-sucedida. Macross 7 é uma atrocidade, mas não foi um fiasco para os bolsos da Tatsunoko. E Macross Frontier... na boa, é um dos animes tecnicamente mais bonitos que eu já vi na televisão japonesa. Visualmente impressiona, mas os personagens me fazem dizer... "e daí?"
Nome: Philippe Marlowe 27/06/09 02:42
Sou eu ou o traço do Haruhiko Mikimoto mudou MUITO?

Alexandre: Mudou faz tempo. Tenho um artbook já após a mudança de traço dele e ele não é um artbook tão novo assim.
Nome: Cell 29/06/09 12:19
O fato de roteiristas sci-fi conceituados terem expandido o universo de Robotech não muda e nunca mudará o fato de que se trata de uma costura mal feita de 3 séries que não têm nada a ver uma com a outra.

Alexandre: Isso pode ser dito da série animada. Mas vale a pena observar que a costura foi sendo curtida por mãos mais competentes. Como eu disse, Robotech se tornou um universo e com possibilidades maiores do que Macross, que ficou aprisionado na fórmula do triângulo amoroso com cantoras no meio.

O pior é que a Harmony Gold até hoje faz questão de ordenhar Robotech até a última gota, a ponto de bloquear a importação de brinquedos japoneses oficiais de Macross nos EUA. E como eles se julgam os detentores dos direitos da franquia Macross nos EUA, as séries 7, Zero e Frontier até hoje nunca foram licenciadas lá, nem no resto do ocidente.

Por outro lado, a cronologia de Macross não é das mais consistentes. A série original é considerada parte dela, mas vários elementos divergentes do remake Do You Remember Love (o design dos Valkyries, o visual de Exedol, a distinção entre Zentraedi e Meltrandi) são usados nas séries posteriores. Pelo menos as séries são todas fruto da visão artística de Shoji Kawamori, para o bem ou para o mal.

Alexandre: É um dos pontos. O que eu estou repetindo é que Robotech nesse sentido é melhor amarrado. Você sabe quem é quem, o que o universo pode oferecer e mesmo tendo sua origem em uma série frankenstein, ele oferece melhores possibilidades para os autores. O Shadow Chronicles tem lá seus problemas, mas não é um roteiro ruim e pelo menos não reprisa a mesma estrutura básica do Macross original. A série ganhou outra personalidade e está melhor costurada – agora eles deveriam desenvolver uma série e trazer escritores bons de Ficção Científica, da mesma forma que fizeram com os livros, para desenvolver melhor o cenário. A literatura de ficção científica nos Estados Unidos está vivendo uma fase de revitalização extraordinária neste momento, com autores como Jon Scalzi, Kage Baker, Jon Wright, China Mieville. Por que não produzir uma série animada de Robotech e colocar esses caras na equipe, da mesma forma que Jornada nas Estrelas teve roteiros de Harlan Ellison, Theodore Sturgeon e outros bambambans da fc do seu tempo? É uma vantagem que Macross não teria no final das contas.

"Macross 7 é uma atrocidade, mas não foi um fiasco para os bolsos da Tatsunoko."


Macross 7 foi animado pela Ashi Productions. O Studio Nue e a Big West, donos da franquia, cortaram relações com a Tatsunoko depois de Macross II (o único que não contou com o envolvimento de Kawamori) e passaram a colaborar com outros estúdios. As duas últimas séries, Zero e Frontier, foram animadas pela Satelight, estúdio do qual Kawamori é acionista. Mesmo assim, a Tatsunoko ganhou na justiça os direitos de distribuição da série original, o que é justo, já que eles é que produziram a animação, mesmo que os conceitos não pertençam a eles.

Alexandre: Erro meu. Anotado.
Nome: Urd-chan 11/07/09 06:12
Amo Macross de paixão, mas sinceramente não tenho muito boas recordações de Robotech. Se bem que não me lembro muito bem porque eu era criança e pra mim era tudo igual.

Alexandre: Isso faz diferença. Eu pude assistir aos dois e meio que evitar o fla X flu que muita gente faz a respeito do material. Tem aspectos que as edições colaboraram a favor da obra e aspectos que colaboraram contra. E isso é extremamente raro de acontecer.

A única coisa q. achei valida foi ter mostrado o casamento do Hikaru e de Misa (nessas coisas os japoneses tem uma falta de sensibilidade, ai, ai...)

Eu assisti aos outros "Macross(es)" (exceção feita ao Zero que nem tive a curiosidade de ver) e sinceramente poderíamos ter ficado muito bem sem eles.

Sempre tive voltade de ver se mostrariam o que aconteceu com a Primeira Nave de Colonização Espacial (em que a Misa foi como Capitã, junto com o Hikaru), o que aconteceu com a Minmay etc.

Alexandre: Os livros de Robotech continuam bem por esse lado – e até a série Robotech II, que não deu em nada. Mas sinceramente eu acho que seria melhor para a história se tudo tivesse acabado com a primeira série, não importando a versão. De resto, realmente o único Macross qualitamente satisfatório depois do original para mim foi o Macross Plus – se bem que essa série nem precisaria ser chamada de Macross para ser boa. Faria muito pouca diferença e não precisava realmente do universo Macross.

Achei q. Macross7 poderia ser mais explorada por esse lado, com algo que fizesse mais sentindo (além da analogia nada a ver a tudo que fosse "7"), mas sinceramente, para mim que curto J-Pop/Rock, só prestaram mesmo as músicas. Pilotando com guitarra O_o"? Faça me o favor, né... Sem contar os graficos horriveis dessa série ¬_¬'

Alexandre: Como não sou fã de j-pop ou j-rock, não sobrava muito interesse para mim naquilo...

A franquia Macross é mesmo para encher os bolsos $_$ Nunca assisti Gundam, nem tenho vontade, apesar de tudo prefiro Macross, enfim...

Alexandre: Olha, não é um fla-flu e nem é preciso gostar de um para gostar do outro. Eu recomendo você encarar os três longas-metragens originais da série Gundam. São a base do que veio depois e a melhor forma de você tirar uma opinião do material. Vale a pena.

Macross Frontier, eu gostei pois me fez relembrar o Macross Original. Claro a história não era nada original. Mas o ponto forte de Macross sempre foram as canções, disso não se pode reclamar (ou negar). E pela primeria vez uma cantora não era só meiguinha, a Shery era ponta-firme-mesmo, bem diferente das outras suas "antecessoras macrossianas", não é a toa q. foi escolhida como melhor personagem feminina do ano de 2008.

Alexandre: Pior que eu acho que se não fosse Macross II (que fracassou), eles poderiam ter seguido por outro caminho que não fossem cantoras. Nunca achei isso ponto forte, e sim calcanhar de aquiles. Nesse sentido, explica-se porque Gundam apesar dos pesares se manteve forte como franquia. Ele não depende de uma linha única de roteiro.

Concordo q. Robotech "apliou" os horizontes de Macross, mas algumas coisas eles forçam a amizade d+...

Alexandre: Talvez, mas ele conseguiu transformar aquilo em um universo coeso e coerente, que existe quando você não está olhando. Coisa que infelizmente Macross não conseguiu até agora.
Nome: Denise Kou 02/06/10 05:33
Como fã de Macross , detestei essa introdução de personagem LOLICON [Ranka Lee só é "moe" e nada mais ..totalmente dispensável]
Juro que não entendo essa fixação dos japas por Lolicon !
Gostei muito de Frontier [em termos técnicos, o visual impressiona] ,mas com exceção da Sheryl [realmente,é a 1° cantora de Macross que virei fã]os 2 outros personagens principais não decolam e não convencem !
Achei muita forçação de barra esse triângulo amoroso [minha opinião feminina claro] : Ranka competir com Sheryl [e ainda ganhar ,pelo que deu a entender no movie]
E ainda vem a 2°parte do movie [vão fazer o quê? deve ser puro fan service]
Mas enfim... sou uma eterna fã de MACROSS [o anime que me levou de vez pro mundo otaku e fez minha infância muuuittooo feliz]

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