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Jun 22
Ranking da Taiyosha (JP) – 21/06/2009
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8
Categorias: rankings

Após duas semanas de domínio dos lançamentos e poderio da Shonen Jump, é a vez dos mangás de sua principal rival – a Shonen Magazine da Kodansha. O que é supreendente é justamente o tamanho do tombo que a popular série One Piece, de Eichiro Oda, teve com a chegada desses títulos: Luffy e companhia, que antes eram uma espécie de muralha impenetrável, invadiam a lista dos mais vendidos e tomavam o topo por semanas. Agora, eles estão sujeitos a ser varridos assim que vem a enxurrada da concorrência – e desta vez, após uma mera quinzena: na terceira semana, One Piece está em nono, algo impensável de se acontecer tão cedo, até bem pouco tempo. É a segunda ou terceira vez que a série teve esse tipo de desempenho. O que está acontecendo?
Shonen/Para garotos
01. Air Gear 25 (Kodansha)
02. Ahiru no Sora 24 (Kodansha)
03. Hajime no Ippo 88 (Kodansha)
04. Ace of Diamonds 16 (Kodansha)
05. Kekkaishi 25 (Shogakukan)
06. Kaiouki 40 (Kodansha)
07. Major 72 (Shogakukan)
08. School Rumble Z (Kodansha)
09. One Piece 54 (Shueisha)
10. Dear Boys Act.3 1 (Kodansha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Gantz 26 (Shueisha)
02. Usogui 12 (Shueisha)
03. Kingdom 14 (Shueisha)
04. Yomeiro's Choice 2 (Akita Shoten)
05. Kinnikuman II Sei: Kyuukyoku Choujin Tag Hen 18 (Shueisha)
06. REC 10 (Shogakukan)
07. Hayate X Blade 10 (Shueisha)
08. Needless Zero Two (Shueisha)
09. Ichinensei ni Nacchattara 4 (Houbunsha)
10. Sweet Sister (Akita Shoten)

Em semana de estréia de uma série do autor Oh! Great, não há dúvidas; a menos que haja alguma força irremovível (como One Piece costumava ser), ele ocupa o topo. N ão há muito o que dizer sobre os trabalhos do autor, tanto por Tenjho Tenge quanto por Air Gear: são contraditoriamente falhos e extraordinários ao mesmo tempo. Nenhum deles tem um texto realmente coerente ou muito bem amarrado, e isso poderia ser um devastador calcanhar de Aquiles para qualquer outro autor. Não para Oh! Great, com certeza: ele parece estar ciente de suas limitações como roteirista e optou por um trabalho dirigido totalmente por critérios estéticos – eu diria que ele é ao mesmo tempo experimental e popular, se valendo da iconografia pop dos jovens de seu tempo como matéria-prima (algo mais visível ainda em Air Gear) como matéria-prima. O que ele faz é menos contar uma história do que criar uma linha dramática mínima para o que na verdade é uma espécie de videoclip em quadrinhos, emprestando alguma ordem para uma sucessão contínua, vibrante, frenética e nervosa de grandes e espetaculares imagens, sempre com variantes inusitadas em termos de cortes, angulações e sequências de narrativa visual – altamente cinematográficas. Mesmo os aspectos mais potencialmente incômidos de suas histórias – os exageros de sexo e violência em Tenge para ser mais exato – acabam servindo de combustível
nesse sentido: tudo é parte dessa hipnose visual. Na verdade, o texto é tão subordinado à imagem que isso tem seu preço: a partir de certo momento o que há de trama acaba indo para o vinagre e se tornando uma mera desculpa para imagens alucinadas, costuradas por um fiapo tênue de trama. Isso está mais visível em Tenjho Tenge, que de uma mera – e até então honesta – série de porradaria estudantil com mulheres desinibidas no meio, virou uma trama apocalíptica impossível de ser devidamente explicada de forma coerente; mas o autor já surtou em Air Gear e a série já entrou em sua própria espiral psicodélica de loucura. Ou você acompanha a série dentro da perspectiva pictórica e sensorial que parece ser encampada pelo autor, sendo dirigido pela sua sucessão de cenas fortes e insanas – da mesma forma, volto a dizer, que se acompanha um videoclip na televisão, e isso está longe de ser hermético para a maioria dos seres humanos – ou então você é capaz de se irritar com o texto, que só agora parece estar começando a reparar os danos causados ao próprio carisma dos personagens ao longo da série (quem acompanhou a trajetória da personagem-pôster da história, Ringo Noyamano, vai entender). Na verdade, é bem possível que os leitores nem cheguem a se irritar muito com o texto – porque as ilustrações, de tirar o fôlego, são impossíveis de ser ignoradas e elas influem diretamente na percepção do mesmo. É nas versões animadas que percebemos o quanto o roteiro é só um mero veículo para as grandes imagens orquestradas por Oh! Great – justamente pela ausência delas. Nem Tenjho Tenge nem Air Gear tiveram animações a altura e os buracos de trama se tornaram assustadoramente visíveis. Incrível como uma imagem em preto e branco numa folha de papel pode parecer tão mais rica, viva e intensa do que essa mesma imagem a cores, ganhando vida na tela. No caso dessas séries, essa constatação chega a ser um murro.
O resto da lista shonen também é dominado pela Kodansha, com a bem-sucedida série de basquete Ahiru no Sora – que segue ainda essa postura "de momento" que mantém a Shonen Magazine sempre na crista da onda – e em terceiro lugar, aquele que é sem dúvida o título mais sólido da publicação: a mais do que longeva série de boxe Hajime no Ippo, de George Morikawa.
Não me pretendo demorar muito ao falar dele justamente por eu planejar um artigo para o material em breve, então basta dizer que é compreensível que ele seja, ao lado das novas levas de Great Teacher Onizuka e Kindaichi (que voltaram a ser serializados regularmente nas páginas da revista), o título com mais potencial de durabilidade da revista nos dias de hoje. Ele é um título de desenvolvimento lento, mas não inexistente;
e agora, com uma nova série de televisão sendo concluída e uma terceira série a caminho, a tendência é que ele se mantenha firme como tal. Fora do âmbito da Magazine, temos o citado One Piece, e dois títulos da Shonen Sunday marcando presença: o quadrinho de beisebol Major e o simpático Kekkaishi.
A lista seinen está bem menos interessante dessa vez. O previsível açougue de Gantz (publicado no Brasil pela Panini), um novo volume de Músculo Total (Kinnikuman, mas na versão que conhecemos através da exibição na Fox Kids), o inacreditável Yomeiro's Choice (título "chave de cadeia" que pode ser descrito como uma mistura de De Volta para o Futuro, Os Guardiões do Tempo de Poul Anderson e humor praticamente pornográfico), a série histórica Kingdom, o suspense padrão de Usogui (sobre árbitros de disputas que envolvem risco de vida)... nada muito digno de destaque dessa vez. Há seus títulos mais populares, há os de apelo mais voltado ao fã hardcore, há o decente e o horripilante (não queiram saber o que é Ichinensei ni Nacchattara, pelo amor de Deus), mas não há proeminência – é uma lista meio neutra e até sem sal. Semana que vem, ou piora ou melhora, sem sombra de dúvida; na mesma leseira, não pode continuar.
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Comentários:
Alexandre Tenjho Tenge não é um mangá para garotos no conteúdo. Ele o é na forma. Efetivamente, ele é seinen, enquanto o Air Gear é um shonen. Digamos que Tenge é um shonen que mostra quase tudo o que não poderia rolar em uma série para garotos: Ultraviolência e nudez em graus proibitivos. Há sexo, mas não chega a ser pornográfico – por pouco, verdade, mas um Yomeiro Choice da vida é muito, muito pior nesse terreno...
Sobre o OP, talvez o que teja acontecendo é que teja vendendo mais ou menos o mesmo, mas mais concentrado em uma semana só. Tipo, antes vendia 2 milhões , divididos em várias semanas,agora vende , sei lá, 1.700 mas a maior parte das vendas é na primeira semana...apesar que ele anda perdendo bastante a liderança para Naruto, na TOC.
Alexandre Tudo indica que One Piece está entrando em curva decrescente. Curiosamente, a história está finalmente andando...
Do resto, School Rumble...já gostei muito dessa série, mas ela queimou o filme legal comigo com o final escroto que teve.
Ah, e Kinnikuman \0/
abs e até mais.
É, Ahiru no Sora não ficou no topo, mas pelo menos ficou na frente de Hajime no Ippo (que deve despencar na próxima semana, enquanto aposto em Ahiru por mais uma semana no ranking).
Alexandre: Lamento te desapontar, mas o fato é que o que é determinante para essa longevidade de Ippo – e Kindaichi, e GTO – é a capacidade e fôlego do título mesmo após seu período de lançamento. É o que separa essa trinca do restante dos títulos da atual magazine. Se fosse só isso, Fairy Tail seria o campeão de vendas da Kodansha, e não é bem assim.
Quanto a One Piece, mesmo com essas quedas, continua tendo vendas monstruosas (poxa, 1.800 mil em menos de um mês @_@).
Opa, óia o Dear Boys "3" ali. XD
Também não esperava que o único volume de School Rumble Z entrasse.
Nota: Faltou o volume de Ace of Diamonds (o #16)
Alexandre: Corrigido e obrigado.
No top da semana retrasada:
1 - One Piece #54 Eiichiro Oda 1,171,142 - NEW
No da semana passada:
1 - One Piece #54 Eiichiro Oda - 279,275 / 1,450,417 Shueisha
Resumindo, desde q acompanho os rankings(2004 +-), os numeros de vendas só crescem e cada vez mais os japoneses compram na primeira semana, daí o motivo pelo qual ele levou esse 'tombo' na terceira semana.
Algumas observações:
- One Piece vendeu o dobro de Bleach em 4 dias;
- One Piece vende em média 2 milhões de mangás no mês de estréia;
- Naruto #46 após 6 semanas vendendo ainda não chegou a 1 milhão de vendas em mais de 40 dias;
- One Piece 54 vendeu mais de 1 milhão em 4 dias.
Agora se num quiser divulgar esse comentário, deixa pra lá, eu espero q a opnião pessoal de cada usuário que frequenta esse blog seja lida/ouvida, do contrário eu nem estaria aqui.
Alexandre: Em primeiro lugar, esse não é um canto de difamação e eu não fico retendo comentários – só deleto os que criam confusão, nada mais. Todo mundo que apontou alguma coisa a ser corrigida, por exemplo, pode testemunhar que houve essa correção de curso – é só você verificar o histórico das mensagens desde que cheguei ao Interney (já que boa parte dos comentários anteriores à mudança infelizmente se perderam para sempre). Segundo, eu não falo em tombo a toa. Quer conferir? Os dados vem até a edição sair da lista. Pode perceber que ele está saindo bem mais rápido.
One Piece 54:
07/06/2009 – 1º lugar (lançamento)
14/06/2009 – 1º lugar
21/06/2009 – 9º lugar
One Piece 53:
08/03/2009 – 1º lugar (lançamento)
15/03/2009 – 1º lugar
22/03/2009 – 10º lugar
29/03/2009 – 10º lugar
One Piece 52:
07/12/2009 – 1º lugar (lançamento)
14/12/2008 – 1º lugar
21/12/2008 – 8º lugar (correspondente a final de ano, queda previsível nesse caso)
One Piece 51:
01/09/2009 – 1º lugar (lançamento)
08/09/2008 – 1º lugar
16/09/2008 – 2º lugar
22/09/2008 – 9º lugar
28/09/2008 – 8º lugar
05/10/2008 – 10º lugar
O que quero dizer é que ele se sustentava por mais tempo antes de cair, salvo em eventos como feriadões. Logo, alguma coisa está de errado. E não há nenhuma conspiração sendo plantada aqui. Note que Naruto também já esteve em decrescente e se recuperou. Nada impede que isso aconteça com OP no futuro.
Alexandre: Table of Contents. A lista de mais populares da Jump.
Exemplo mais recente e chocante disso foi a aparição de um Mecha! What? em uma historia sobre moleques de patins?!
Agora me veio a mente, o que seria de Oh Great sob a batuta de Hiroshi Takahashi(crows)? he!
Alexandre Ele subiria pelas paredes, pela falta de mulheres bonitas pra desenhar.
Mas veja bem, o que é mais fácil para eu acompanhar? Fairy Tail ou Hajime no Ippo?
Por mais que Hajime no Ippo esteja se tornando atemporal, não vejo algo que justifique uma série de boxe durar tanto assim. Outras séries gigantescas (Oishinbo, Golgo 13, Kochi Kame) não precisam de uma continuidade explícita.
Agora, por mais que de para entender Hajime no Ippo pegando os 10 últimos volumes, não é a mesma coisa. Não dá para curtir uma série dessa sem ser por completo (pelo menos pra mim). Daí vem minha birra com esse título (sem falar que meus dois mangás favoritos de boxe o eclipsam totalmente).
Gosto da Kodansha, por isso até torço para o sucesso de HnI. Mas criativamente falando, o Morikawa poderia partir já para outra.
Alexandre: Sinceramente, não sei se depois de quase noventa volumes de Ippo, ele realmente poderia partir para outra. Acho mais assustador um autor interromper uma série de sucesso e em seguida voltar com ela, com um "shin" como prefixo, do que continuar indefinidamente. Se ele continua, indica que talvez ele não tenha vontade de parar – e isso pode acontecer. O "Shin" sugere que talvez ele não tenha mais como parar – estabeleceu um nicho e leitores fiéis, e provavelmente não vai mais sair dele. Claro que cada caso é um caso – eu não duvido que a mudança do Prince of Tennis foi mais para reduzir a carga de trabalho – de uma revista semanal para uma mensal.
Por outro lado até pelos rumos da história, não a vejo durando pra sempre. Especialmente porque os personagens envelhecem, pode reparar.
Alexandre: Não aos níveis de antes, verdade – ainda acho o Shippuden uma péssima jogada. Mas conseguiu reverter o declínio e se estabilizar em níveis superiores ao seu ponto mais baixo.
Alexandre: Bom, eu acho melhor voltar aos primeiros tempos deste blog – quando ele ainda estava no blogspot – para explicar melhor isso. Essencialmente eu não tinha uma idéia muito clara do que postar, e eu queria manter a periodicidade diária; podem reparar que eventualmente em um dia ou outro eu não posto, mas de modo geral isso é meio raro. Então me veio a idéia de postar a lista shonen e seinen da Taiyosha, já que a Valéria da Shoujo Café posta regularmente a Shoujo e Josei – e esses rankings de gênero ninguém postava por aqui, porque a maior parte dos blogs estrangeiros tendem a publicar justamente a listagem geral desse ranking, publicar o da Tohan e ficar nesses dois. Agora que entrou o oricon na jogada, são os três. Rankings gerais são mais fáceis de encontrar, no fim das contas.
Mas esses não são os únicos rankings e a idéia de procurar outro podem ser interessante – e pô, eu mesmo já andei perguntando sobre rankings de outros países também. O mais complicado é procurar fontes, mas google no fim das contas tem essa função, mesmo.
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