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Mai 23
Qual o Problema com Quadrinhos de Futebol no Brasil?
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Categorias: Artigos e Reviews

Não vou me deter muito em considerações políticas neste blog – aqui não é lugar para isso. Só vou dizer apenas que eu não votaria em José Serra nem para síndico de edifício, principalmente depois do Caso Eloá, aonde os policiais não fizeram seu serviço por causa das ordens diretas do Senhor
Governador de São Paulo, que os proibiu de atirar naquele verme que fez as moças de reféns e deu no que deu (e parte da mídia "respeitável" – e põe aspas BEM grandes nisso – acabou se calando de forma muito conveniente quanto ao fato. Isenção jornalística é isso aí.
). Nem quero saber quem é seu oponente, voto contra o Serra. Simples. Não pensem que é postura PT ou coisa parecida; posso considerar o Aécio, posso considerar a Dilma, posso considerar o Macaco Tião, posso considerar até a filha do vizinho se eu quiser; partido político não é time de futebol e a decisão final só é feita na mesa de votação. Serra, sou contra. Acabou.
O que é on-topic em termos desse blog é a (mais recente) mostra de sua estreiteza mental quando do livro Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol – um livro voltado ao público adulto, trazido para o público infantil simplesmente porque há gente que não enxerga a linguagem como uma linguagem, e sim como produto para crianças. É quadrinho? Manda pra escola. Há pouco da minha parte a dizer aqui: gente como Waldomiro Vergueiro (autor de "O Tico-Tico: Centenário Da Primeira Revista em Quadrinhos do Brasil") e outros vieram bem ao ponto quando defenderam o que está por trás dessa postura: uma visão ultrapassada e domesticadora que pretende manter os quadrinhos como coisa para criança, contestando os avanços que essa mídia
tem tido nos últimos anos.
Se essa é a postura que vem por aí com o Sr. Serra, também é mais um motivo pelo qual acho melhor ver esse sujeito distante da vida política. O artigo de Vergueiro e Paulo Ramos para a Folha de São Paulo pode ser lido aqui – se tiverem um blog, por favor copiem e espalhem o link. O Sr. Serra fez questão de dizer que o livro era "um horror", "de mau gosto"... Bom, bem-vindo a realidade, mesmo que ele vá negá-la de pés juntos – é essa negação dos fatos como são que leva a eventos como o caso Eloá.
Claro que a conversa chegou ao Twitter e em determinado momento, foi levantado um ponto interessante: "Pergunta crássica: por que um jogo de futebol TEM de ser movido a palavrões? E por que uma partida de basquete não?"
E de certa forma isso levou a um ponto interessante: porque os mangás de futebol japoneses tem pouquíssima chance de emplacar no próprio país do futebol?
Dentro da Grande Área
Para que comecemos a desenhar uma resposta para essa pergunta vamos a um país bem diferente do Brasil e que tem tradição em quadrinhos de futebol: a Inglaterra. Os mais tradicionais quadrinhos de esportes vieram de lá (apesar de se não me engano o primeiro quadrinho de esportes ser a tira
de jornal americana Joe Palooka, de boxe, criada por Ham Fisher; alguém me corrija se eu estiver errado) e seu maior sucesso foi sem sombra de dúvida uma série infanto-juvenil chamada Roy of the Rovers. Ela era a série de jovens bonitinhos, de família, que tomam Toddy no café da manhã, com uma atmosfera completamente saudável... se notarmos bem, esse é o padrão encontrado, no Japão, justamente nos quadrinhos de beisebol. Mesmo uma série mais malcriada como o excelente Rookies, de Masanori Morita, apresenta o beisebol como uma porta de recuperação de delinquentes; a obra de Mitsuru Adachi mostra o beisebol como a face aonde o sol reluz em no verdadeiro diamante que é a época da juventude – e tanto é assim que se olharmos as obras seinen (para adultos) do autor, dá para ver bem porque ele jamais se estabeleceu muito bem entre leitores maduros: se a adolescência é o momento de brilho na vida, o que resta depois é a mediocridade, e essa visão é bem clara em obras como Jinbe e Adventure Boys. Melhor ficar com o brilho, mesmo.
E daí? Bem, quando tentaram fazer uma mal-sucedida reformulação do Zé Carioca, além de enfiar nele um ridículo visual pseudo-funkeiro que não engana ninguém, um dos discursos era o
de desassociá-lo do futebol, e tentar aproximá-lo dos esportes olímpicos, "com uma imagem mais saudável". E quando olhamos para os quadrinhos de esportes japoneses, vemos que essa imagem "mais saudável" é praticamente uma norma no gênero. Aposta-se muito no potencial renovador do esporte – e quem começa a praticar um a sério, com vontade, realmente ganha muito em termos de postura pessoal e auto-confiança. Então quando aporta por aqui um Slam Dunk de Takehiko Inoue (o mesmo autor de Vagabond), por exemplo, podemos nos identificar com o que está sendo apresentado ali; reconhecemos essa postura de forma universal.
Embolando o Meio de Campo
Uma coisa muito importante em qualquer produto que chega por aqui é justamente o filtro cultural. Isso deve ser respeitado e é uma estupidez monstruosa acreditar que por ser japonês, qualquer coisa deve ser aceita e validada por sua origem. Pelo contrário, toda relação tem mão dupla e o leitor não é e nem deve ser passivo. Mônica não emplacou muito bem no Japão pelo fato da personagem principal sair batendo nos meninos (e notem que o Mônica clássico jamais foi uma comédia romântica, aonde teríamos uma desculpa convincente para o fato; o material entra no terreno nipônico do Kodomo – o quadrinho infantil japonês – ao aportar por lá); Maurício de Sousa se deu muito melhor por lá com o dinossaurinho Horácio, com sua pegada mais autoral e reflexiva.
Então imaginem bem a reação geral a um Super-Campeões de Yoichi Takahashi: de modo geral, a impressão que eu tenho dos que apreciaram a primeira versão da série aqui no Brasil é que eles já não gostavam de futebol. Logo, o futebol ninja em campos intermináveis não ofendia neurônio nenhum, e por isso mesmo a segunda versão a ser exibida por aqui – e que foi
infinitamente mais bem-sucedida em termos de audiência, alcançando na televisão aberta índices superiores ao tão esperado Full Metal Alchemist – não teve a mesma recepção positiva dessa fatia de público.
Mas ainda há um hiato entre o Brasil e o futebol limpinho de Super Campeões. Na verdade, a versão mais recente foi melhor sucedida por aqui por permitir a inserção de algumas arestas que emprestaram mais credibilidade ao espectador. O mundo não é mais tão perfeito e absurdo. Funciona.
E de repente, cai a ficha: no Brasil, a imperfeição é parte integrante e indissociável do futebol. Corte isso e você cortará parte de seu apelo.
Um Carrinho na Canela
O futebol ninja nem é realmente o pior dos problemas se analisarmos bem. Mangás de futebol como Area no Kishi ou Whistle são mil vezes menos ridículos do que os chutes especiais de Oliver e companhia, e estão imbuídos – mesmo que sem a pesada carga simbólica – da mesma postura saudável e luminosa dos mangás de beisebol. Como este é mais icônico para os japoneses, dá para sentir da parte de seus autores uma pesada conotação emocional relacionada ao esporte.
Comparativamente, o futebol é meio que novato nessa praia: se repararmos bem, sua popularização em terras nipônicas bate justamente com os anos oitenta e, claro, o sucesso de Super Campeões. Essa série teve muita importância na difusão do esporte no país; muitos atuais jogadores da seleção japonesa partiram para o futebol por influência de sua publicação durante os anos de ouro da antologia para garotos Shonen Jump, da Shueisha.
Mas aqui futebol é simultaneamente atraente e... cachorro: para um japonês, aonde até a torcida é organizadinha, deve ser um espetáculo assustador ver uma torcida do Flamengo (sim, eu sou rubro-negro), com suas canções de zombaria contra a torcida adversárias, suas vaias, seu "juiz filho da p***" e tudo o que definitivamente FAZ PARTE do futebol, para nós. Temos um folclore riquíssimo relativo as quatro linhas – recomendo para todos os interessados no assunto a obra do jornalista Sandro Moreyra, que nos deixou em 1987 e que através de suas crônicas, compiladas no livro "Histórias do Sandro Moreyra" (dã), deixa claro o que nosso futebol é: uma bagunça que pode ser tanto deliciosamente divertida quanto absolutamente revoltante. Depende do ponto de vista. Duas histórias de Sandro caem muito bem neste momento. Escolho esta:
O rapaz chegou para um treino de experiência trazendo calção, meias e chuteiras novinhos e querendo impressionar o treinador que era o Tim, apresentou-se:
– Eu não bebo, não fumo, não jogo e nem sou de farras.
– E você veio aqui para aprender tudo isso, meu filho?
Pegaram o problema?
O Mundo é uma Grande Várzea
Uma das histórias de sucesso que eu mais tenho acompanhado é a trajetória do Esporte Clube Tigres do Brasil. Fundado em 2004, ele estreou na Terceira Divisão do Campeonato Carioca no campeonato de 2005, conseguindo subir para a Segunda divisão na temporada de 2006 e subindo, finalmente, para a primeira divisão este ano. Diferente do absurdo sistema de clubes que temos nos dias de hoje, eles apostam em um viés empresarial, como acontece no resto do mundo. Para um Rubro-Negro como eu, é doloroso admitir que torço para que eles mostrem resultados. Porque eles carregam consigo a missão de provar a viabilidade de uma estrutura realmente profissional, contra o esquema praticamente criminoso que é o atual cenário de cartolagem. Eurico Miranda transformou o ato de ser vascaíno em uma falha de caráter; jogadores como Romário mostram que malandragem e indisciplina são prestigiados. Não importava que ele montasse panelinhas dentro de campo
para prejudicar técnicos e jogasse como um boneco de totó em campo, dependente de jogadores-zumbis que se rebaixavam a passar a bola para que ele chutasse, e chutasse tantas vezes que estatisticamente ele sempre tenha uma cota boa de acertos; e de quebra, que não passavam a bola para desafetos de seu parceiro, para evitar competição interna. Assim qualquer vagabundo consegue ser artilheiro e sempre aparece um locutor deslumbrado para chamar gente assim de gênio.
Há uma desvalorização cultural do esforço, vinda sabe-se lá de aonde. O "nato" é sempre mais
prestigiado do que o que aprende e se esforça para tal, e vá crescendo pouco a pouco. Não foi a toa que para mim o último herói do futebol para mim foi o Felipão, que mandando as favas Zagallos e Romários, trouxe para casa um caneco que MERECEU ser trazido. Não vi nenhum mérito no tetra de Parreira, que veio para cá graças a um futebol morno durante um campeonato de baixo nível técnico – foi só isso, para tantos anos de espera? E quando vemos jogadores com o mesmo perfil de pagodeiros, casando com "modelos e atrizes" oxigenadas e mostrando um salto alto assustador em campo (basta lembrar do vergonhoso papel de nossa seleção durante a última copa), como a imagem de um futebol saudável pode descer em nossa cabeça? Com tudo isso, se explica essa tentativa furreca de tentar desassociar o bom e velho Zé Carioca de nosso futebol: a imagem desse esporte no Brasil não é exemplo para ninguém nos dias de hoje.
E com esses exemplos martelando em nossa mídia... como um típico mangá de futebol, com seus garotos puros de coração dando o máximo de si para conseguir vencer um campeonato juvenil, pode ter credibilidade aos olhos de um garoto brasileiro comum?
Há Como Virar o Jogo?
Amizade, perseverança e vitória parece algo muito complicado de se enfiar em nosso futebol, mesmo em termos ficcionais. Isso porque o futebol muitas vezes é visto não como um objeto de paixão, pelo qual se merece lutar até o fim. Os altos salários de alguns jogadores – e sua migração para o exterior – parecem fazer com que o esporte seja visto como um instrumento de mobilidade social, e mais nada. Ou seja, é muito fácil imaginar algum garoto querendo se tornar jogador de futebol para ter um vidão sem muito esforço. E isso desmerece todo o esforço que um atleta tem para chegar a um estágio avançado na carreira.
Na verdade, é doloroso ver o Brasil parando em uma tarde de quarta para que as pessoas vejam o final de uma copa européia para ver o Barcelona, porque os jogadores de nossa seleção estão lá. Então algo tem que mudar aqui MESMO, para que nossos jogadores parem de ir embora.
Talvez a mudança tenha que começar no ficcional até para plantar algo novo no nosso imaginário, mas não podemos ignorar o fato de que a situação que nosso futebol vive é uma tragédia só. Na verdade, não temos grandes quadrinhos de futebol da mesma forma que o japonês fabrica clássicos do beisebol em escala industrial. Quando aparecia algum
filme brasileiro (como o intragável Asa Branca de Djalma Limongi Batista, que no fundo não passa de um filme feito para insinuar que o torcedor de futebol é um grande homossexual enrustido. Sério. Não é ironia nem piada), na melhor das hipóteses ele fica devendo. Só para ficarmos em nossos mangás: não temos um Major, um Dokaben, um Cross Game do futebol entre nossos quadrinhos simplesmente porque boa parte dos nossos futuros desenhistas não tem interesse nas coisas comuns que as pessoas comuns gostam. Preferem viver em seu mundinho e continuar produzindo materiais com título em inglês, muitas vezes sonhando com a exportação, sem pensar que a Mônica Jovem conseguiu vender 400 mil exemplares por aqui – e o Maurício pretende lançar o Pelé Jovem,
não sem antes relançar os velhos gibis do Pelezinho que saíram nos anos setenta. Só rezo para que não façam do Pelé Jovem um novo "Quatro Dimensões Mágicas" (a história que abriu a série Mônica Jovem), ainda mais quando, após o "Brilho de um Pulsar", a equipe de produção da revista parece finalmente ter aprendido a fazer mangá. Ele precisa de uma visão mais próxima aos quadrinhos de esportes japoneses para funcionar.
O que posso dizer é: Abram o mundo ao seu redor. O mundo não é feito de Otakus. E vocês fazem parte dele.
Quem sabe assim, um dia surge um material de futebol que sim, pode ser escolhido sob as regras do bom senso para leitura em escolas, em um cenário que tenha credibilidade para alguém mais jovem e não precise do pior. Quadrinhos não são apenas para crianças e deve se lutar para que materiais para adultos tenham seu espaço, sim; mas precisamos fazer materiais para leitores mais jovens sem a menor sombra de dúvida. Afinal de contas, serão as crianças os grandes leitores dos materiais para adolescentes e serão os adolescentes os grandes leitores para materiais adultos, um dia.
Ah, sim, prometi que iria colocar a outra história do Sandro Moreyra. Bem, lá vai:
Yustrich dirigia um pequeno clube do interior mineiro e levava muita fé no meio-campo Quelé, um crioulinho vivo e ligeiro. Só reclamava por ele ser relaxado na marcação.
– Você domina fácil a bola, sabe driblar, sabe passar, mas não dá combate. É preciso voltar pra dar combate. Por que não faz isto?
– E o senhor acha que se eu dominando bem a bola, driblando fácil, passando certo e ainda dando combate estaria aqui nesse time mixuruca?
Como eu disse no começo desse último bloco, amizade, perseverança e vitória se tornaram realmente algo muito complicado de se enxergar em nosso futebol. E os que mais perdem são justamente aqueles que enxergam o esporte com respeito. ![]()

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Alexandre: Pois é, é por isso que acho tão importante a iniciativa do Tigres do Brasil. E seria bom que os clubes nacionais deixassem de ser clubes e se tornassem empresas, regulamentadas como tal. Mas claro, há muitos interesses contra isso.
Alexandre: Okay, vou colocar no link da Natânia, porque acabo nunca postando link para nada dela e é uma oportunidade de levar ao blog da Gibiteca.
Alexandre: Opa, erro corrigido. Por algum motivo misturei os dois na minha cabeça. Obrigado.
Concordo plenamente e gostei muito da comparação entre os "ideais Jump" e os do futebol no país.
Alexandre: Obrigado. Eu tenho uma relação conflituosa com o Futebol: eu era apaixonado por ele na infância, ainda guardo todos os meus velhos pôsteres da Placar e a flamulazinha que enfeitava minha parede, mas foi absolutamente doloroso assistir sua decadência. Só que para toda uma geração esse cenário é normal – e quando um mangá de futebol chegar por aqui, isso fará uma diferença para pior.
E sobre o caso “ Dez...”, também é bom ler as considerações do próprio Paulo Ramos em seu “Blog dos Quadrinhos”.
Alexandre: É como eu disse lá em cima, por algum motivo misturei o Gonçalo Jr. e o Vergueiro numa pessoa só. Já foi corrigido. E sim, as considerações do Paulo Ramos são totalmente válidas.
Alexandre: O primeiro Boleiros eu classifico na área do "fica devendo". É mais realista, mas como cinema não me impressionou. O segundo não vi, então não posso julgar. Mas realmente é mais fácil para a imprensa tentar limpar a cara do Serra e eleger os quadrinhos como bode expiatório. As palavras do Governador de São Paulo traem isso.
Mas realmente você definiu bem: a culpa é do governo paulista que não analisou o que leu, e da editora que não avisou que o material não era infantil. Por outro lado a editora é quem menos culpo na balança: a partir do momento que um material de sua grade de títulos foi comprado para distribuição em escolas, parte-se do princípio que quem analisou, julgou o material acessível a todas as idades. Para a empresa, isso foi dinheiro em caixa e eles não iriam perguntar como é que seu material conseguiu ser escolhido apesar dos palavrões (embora devessem). Para mim, ela pode não estar 100% limpa, mas é uma manchinha na camisa perto da bomba que o governo paulista fez.
Hunter (Pedro Bouça)
Pelo que eu vejo, posso estar enganado, parece que nós não temos quadrinhos sobre o tema porque... os autores não gostam do tema. Dos roteiristas que eu conheço, acho que só o Daniel Esteves gosta e entende do assunto. Ele disse numa entrevista que vai fazer algo.
Mesmo que os bastidores do futebol tenham muita sujeira, acho que alguém devia tentar fazer. Acredito tanto no poder dos quadrinhos que acho que eles podem inclusive mudar isso. =) Jogar uma idéia no ficcional pra mudar o real.
Alexandre: Eu não detestei o Boleiros. Meu problema com o filme é menos como intenção do que como cinema. achei muito... hm... marromenos, entende?
Mas eu acredito, assim como você, no poder dos quadrinhos. Você acertou o ponto, os autores tendem a fugir do tema como a peste, muito por causa de nerdice. Mas acho que um quadrinho sobre personagens que tentam nadar contra a maré e tem chances concretas podem funcionar muito bem. Agora estou lembrando de Cross Game – o que é boa parte da série, afinal? Os garotos em uma escola corrupta e um time "biônico" de beisebol, tentando limpar tudo com seu time de beisebol honesto e trabalhador. É uma postura que atrai simpatia e que não ignora que algo está errado. Pode ser um bom modelo, porque aqui, o problema é empurrar uma postura mais positiva com credibilidade. E sim, é como você falou – jogar a possibilidade no ficcional para servir como exemplo no real.
Você tem algum e-mail de contato fora do site?
Alexandre: Olá, Júlio. Eu estou publicando há um ano (e alguns dias, já que o Maximum Cosmo fez aniversário outro dia). Para ler os textos, basta verificar o arquivo – e se você olhar bem, tem tanto os links na barra amarela que separam artigos, reviews, entrevistas, etc., quanto na barra das categorias abaixo a direita, tem vários assuntos por tema. Sem falar que os assuntos anteriores podem ser acessados no final a página dos textos, em "próxima página". Divirta-se.
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