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Mai 16
Lançado Guia Completo de Lenda dos Heróis Galáticos
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Lancaster |
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6
Categorias: ficção científica
Lenda dos Heróis Galáticos (Ginga Eiyu Densetsu) é uma série fabulosa, mas também não é para todos os gostos. Numa definição muito, mas muito, mas muito superficial mesmo, é como se fosse uma série histórica – só que no futuro distante. Ou, como definiu um excelente post num blog que infelizmente não existe mais, "Eu usualmente descrevo Lenda dos Heróis Galáticos da seguinte forma: Cinco episódios discutindo ciência política, seguidos de três episódios planejando uma batalha naval, seguidos por por dois episódios para a batalha em si. Então repita isso por mais cem episódios" – e olha que ele deixava claro que a série nunca se torna menos fascinante por causa
disso. Claro que essa definição também é superficial, afinal eles discutiam também História, Antropologia, História da Arte, Estratégia Militar, um pouco de Psicologia... De quebra, a grande pergunta básica do anime explica bem porque esse desenho não deve pisar nos Estados Unidos incólume: uma ditadura que oprime e uma democracia corrupta não são duas faces da mesma moeda? É fácil dizer qual dos dois realmente é pior?
Em todo caso, Lenda – baseada na série de romances de Yoshiki Tanaka e conhecida como LOGH por seus fãs – é a mais longa série produzida diretamente para vídeo de todos os tempos, com 110 episódios lançados entre 1988 e 1997; Seu sucesso foi tão grande que gerou uma segunda série para vídeo, Side Stories, que teve 52 episódios entre 1998 e 2000, mais dois longas animados para o cinema – Overture to a New War, de 1993 e o sensacional My Conquest is the Sea of Stars, que recomendo para todos os seres humanos que se interessem pela série como o melhor cartão de visitas para o cenário. Por fim, há uma animação fechada para vídeo, Golden Wings, de 1992. Leia-se: é material para cacete, cobrindo uma das mais poderosas séries de ficção científica de todos os tempos.
Com tudo isso, se tornou necessário um guia de referência – e ele foi lançado em 1992 pela Tokuma Shoten. Só que com todo o material posterior, ele se tornou incompleto. E simplesmente passou batido por mim o fato de que no mês passado, foi lançado simplesmente um novíssimo guia de referência da série: Ginga Eiyu Densetsu – Complete Guide. Está tudo lá: o livro abre com uma entrevista com Yoshiki Tanaka,
detalha o universo de intriga política dos dois lados, apresenta as linhagens e aliança de nobrezas do império, descreve todas as naves (e são muitas), e apresenta uma nova linha de tempo, incluindo todos os materiais posteriores e apêndices. Claro que vai sempre faltar alguma coisa – o livro tem apenas 184 páginas e é óbvio que em se tratando de um conjunto de séries dessas dimensões, omissões são inevitáveis – mas o importante está lá. Obrigatório para os fãs de LOGH, e pelo amor de Deus: ASSISTAM essa série. Claro, ela não tem garotas infantis mostrando calcinha e miando, não tem cenas de porrada com golpes especiais, não tem marmanjos trocando germes (não inventem o que não existe, pelo amor de Deus), não tem piadinhas infames, não tem character design moderninho, não tem cantorazinha de j-pop na trilha sonora (na verdade a trilha é composta de música clássica – e muito bem empregada, aliás) e até suas naves espaciais são feiosas, parecendo caixotes.
Mas ele tem uma coisa fabulosa: Um roteiro. De verdade. E dos bons. Algo que vale ouro, sem brincadeira.

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Comentários:
Alexandre: Foi também, mas hoje em dia é muito mais fácil se procurar material dela do que na época.
Mas em inglês ou espanhol dá pra achar o restante dos caps (ou a série completa).
E o design "caixotão" das naves espacias é muito bacana. Mas quem se destaca é a esguia Brunhilde, a nau-capitânea do Reinhard.
A série é realmente fantástica, livre de fanservice, piadinhas visuais sem graça e outras coisas. Uma pena que por ser tão séria e complexa, isso embora tenha seus momentos de descontração, pouca gente demonstre interesse. Sempre que recomendo para alguém, acabo ouvindo "Ah, é muito velho. O traço é esquisito demais."
Infelizmente.
gostaria de ver o manga aqui no Brasil!
Alexandre: A nata da franquia são os animes e os romances que os originaram. Tive os mangás na mão e pelo menos visualmente eles são um produto muito inferior, infelizmente.
Este blog é um verdadeiro achado. Quanto mais eu fuço textos antigos, mais coisa legal aparece!
Não conhecia essa série, e só de ler o texto eu quase me apaixonei por ela. Principalmente quando passei por estes trechos:
"Claro que essa definição também é superficial, afinal eles discutiam também História, Antropologia, História da Arte, Estratégia Militar, um pouco de Psicologia... De quebra, a grande pergunta básica do anime explica bem porque esse desenho não deve pisar nos Estados Unidos incólume: uma ditadura que oprime e uma democracia corrupta não são duas faces da mesma moeda? É fácil dizer qual dos dois realmente é pior?"
"Claro, ela não tem garotas infantis mostrando calcinha e miando, não tem cenas de porrada com golpes especiais, não tem marmanjos trocando germes, não tem piadinhas infames, não tem character design moderninho, não tem cantorazinha de j-pop na trilha sonora (na verdade a trilha é composta de música clássica – e muito bem empregada, aliás) e até suas naves espaciais são feiosas, parecendo caixotes.
Mas ele tem uma coisa fabulosa: Um roteiro. De verdade. E dos bons. Algo que vale ouro, sem brincadeira."
Viva a internet e caras como você!
Valeu.
Alexandre: Desculpe, mas eu não posso liberar isso. É contra a política do próprio site.
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