Busca
Mai 11
Ranking da Taiyosha (JP) – 10/05/2009
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
4
Categorias: rankings
Os leitores mais atentos vão reparar que não houve ranking semana passada. Há motivo: Por causa do grande feriadão japonês, o Golden Week, todos os rankings importantes atrasaram por lá. Até aí, tudo bem – feriado é feriado e todo mundo é filho de Deus. O grande problema é que quando a Taiyosha liberou os rankings no meio da semana, em um ato de imensa cara-de-pau, se limitou a apresentar os mesmos índices da semana anterior, sem mudar uma vírgula. Não dava para levar isso a sério e ficar fazendo elucubrações sobre o porquê de todos os rankings terem permanecidos inalterados – ainda mais sob o efeito do feriadão, quando a tendência é que eles fiquem malucos e alguns títulos penetras invadam a lista, porque passam a refletir aqueles que ficaram em casa, e não a grande maioria dos leitores. Em todo caso, a lista volta a normalidade – com direito aos hits da Shonen Jump (e da Jump Square) abrindo terreno.
Shonen/Para garotos
01. Naruto 46 (Shueisha)
02. Claymore 16 (Shueisha)
03. Eyeshield 21 35 (Shueisha)
04. Kurenai 3 (Shueisha)
05. Toriko 4 (Shueisha)
06. Baki – Son of the Ogre 18 (Akita Shoten)
07. Seitokai no Ichizon 1 (Kadokawa)
08. Kamen no Maid Guy 10 (Kadokawa)
09. Yu-Gi-Oh GX 5 (Shueisha)
10. Gintama: Official Character Book 2 (Shueisha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. K-On 1! (Houbunsha)
02. Baki Gaiden: Scarface 5 (Akita Shoten)
03. K-On 2! (Houbunsha)
04. Sengoku Tenshouki 5 (Kodansha)
05. Esprit 2 (Mag Garden)
06. Kenka Shoubai 15 (Kodansha)
07. Momonchi (Shogakukan)
08. Ousama no Shitateya - Sarto Finito 22 (Shueisha)
09. Karate Shoukoushi Kohinata Minoru 35 (Kodansha)
10. Saki 5 (Square Enix)
O Top 5 Shonen é todo dominado pela dobradinha Shonen Jump (Naruto, Eyeshield 21 e o politicamente incorreto Toriko) e pela Jump Square (Kurenai e Claymore). A hegemonia da Shueisha só é quebrada pela franquia Baki publicada na tradicional Shonen Champion da Akita Shoten – e que está presente duas vezes nessa semana, aqui na lista Shonen, e mais adiante na lista Seinen. Como o mercado parece um pouco sonolento após o feriadão, é natural que apareçam alguns produtos de nicho como Seitokai no Ichizon – publicado na recém-cancelada antologia Dragon Age Pure da Fujimi Shobo, com um perfil mais voltado ao fã hardcore; e que migrou para a Dragon Age regular, dentro do processo de reformulação editorial desta. A Dragon Age também é o lar do esquisito Kamen no Maid Guy, sobre um herói mascarado com roupa de... empregadinha. Obviamente é uma comédia tosca. A Shueisha volta ao top 10 com a franquia Yu-Gi-Oh – agora na fase GX – que vai durar enquanto continuar vendendo cardgames e tendo uma grande penetração internacional, já que nesse momento de crise, o público estrangeiro não pode mais ser solenemente esnobado. E convenhamos: Yu-Gi-Oh ainda é uma franquia sólida, aonde os mangás não são a verdadeira razão de ser, mas sim o mais importante instrumento de divulgação.
Já a lista seinen traz de volta faces familiares: a presença de K-On! e o fato dele ter aumentado monstruosamente a venda de guitarras no Japão (a história gira em torno de quatro meninas que sob a desculpa de montar um clube extra-curricular de música, acabam formando uma banda), mostra que esse material conseguiu extrapolar o seu perfil originalmente dirigido para o fã hardcore (convenhamos, isso é entregue desde o character design até as ilustrações de divulgação), e atingir um público maior. Ou seja, se tornou obrigatório dar uma olhada mais atenta para chegar a alguma conclusão; algo de bom ele pode ter para chegar a tanto, e se houver eu vou saber, mas minha expectativa pessoal até prova em contrário ainda é horripilante!
De resto, a lista tem maior estofo: há um yomikiri (mangá de um volume só) com a assinatura da prolífica Kei Toume, autora veterana do gênero seinen: Momonchi é um drama cotidiano, publicado na antologia para adultos Big Comic Spirits da Shogakukan. Temos também comédias populares como a série Kenka Shoubai, que joga lutas e humor grosso no liquidificador; quadrinhos de samurai em moldes tradicionais como Sengoku Tenshouki; e como grandes destaques dentro
desse panorama, sem sombra de dúvida, estão dois títulos de penakara: Baki Gaiden – Scarface, apesar do character design esquisitão de Keisuke Itagaki, é uma sólida história de gângsters e pancadaria bruta, que segue o desfigurado coadjuvante da série principal Baki, Kaoru Hanayama, em um universo criminal diferente do açou... digo, dos ringues que pontuam o título principal da franquia, atualmente na sua terceira série, Hanma Baki (que está na lista shonen, lembram?). O outro destaque é a extensa série Karate Shoukoushi Kohinata Minoru, que já está no volume 35 e mostra a saga de um jovem que, após sofrer bullying do time de ginástica olímpica da faculdade, acaba migrando para o time de caratê, onde é bem recebido. Só que seus novos amigos tem um passado sombrio nas costas e uma agenda de vingança – e agora ele faz parte dela. Seinen sólido, que faz parte da grade da Young Magazine – a mais vendida do Japão, em paridade com a Young Jump; se fosse uma corrida de cavalos, seria uma vitória só confirmada no photochart.
Em todo caso, de modo geral, esta não foi uma lista ruim: de modo geral, quando materiais para fãs hardcore existem em profusão, é sinal de vendas baixas do material de massa, fazendo que o material de nicho, que tem vendagens menores mas constantes, pareça se destacar mais. O perfil da lista, logo, denuncia boas vendagens após o feriadão, e o mercado precisa delas nesse momento de aperto. Vamos ver se mantém o nível na próxima semana.
Posts similares:
Ranking da Taiyosha (JP) – 08/02/2008
Ranking da Taiyosha (JP) – 09/11/2008
Ranking da Taiyosha (JP) – 12/10/2008
Post anterior: Desenhos de Produção do Próximo Longa de One Piece na JumpPróximo post: A Volta do Peixe-Gato Venenoso de Água Salgada



Comentários:
A história conta sobre Kurenai Shinkurou, um rapaz de 16 anos que atua como uma espécie de mediador de disputas em vários casos ilegais. Ele age sob os cuidados de Juuzawa Benika, uma mulher que um dia oferece a ele o trabalho de cuidar de Kuhoin Murasaki, uma garota de uns 10 anos, herdeira de uma tradicional família japonesa.
Não posso dizer muito da novel e do mangá, por que não li nenhum dos dois, só vi a versão animada que como só teve 12 episódios e foi exibida ainda quando a novel estava em publicação deve com certeza ter seguido por um caminho diferente do original. Entretanto, a linha básica de história é exatamente a mesma. Gostei do anime, mas como somente minha opinião pode ser duvidosa, a menos a maioria dos comentários sobre a versão animada de Kurenai espalhados pela internet foram positivos.
Alexandre: Eu não assisti ao anime, mas tenho a Jump Square aonde o mangá foi lançado e gostei do que li no primeiro capítulo. Visualmente o mangá impressiona mais – pelo menos ele e o roteiro formaram um todo muito mais dinâmico – enquanto as imagens que vi do anime (faço questão de repetir: não assisti o anime, falo de impressão visual superficial) me deixaram com uma impressão meio morna do material em comparação. Provavelmente vou tirar a prova.
Alem disso, o traco parece um Gantz (usa a mesma tecnica de tray em cima de bonecos 3D), o que torna tudo ainda mais estupido!
Tem uma historia inteira falando sobre merda! E uma das melhores cenas de luta do manga, acontece por que a gangue percebe que o protagonista tah de pau duro!
Parece que nao tem como gostar disso, mas lendo... O Giuliano viu aqui em casa dois ou tres volumes, sem entender e jah caiu na risada!
Alexandre:
Deixe seu comentário: