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Mai 08
Hokuto no Ken em Dobro
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Lancaster |
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Categorias: Hokuto no Ken

Por mais que eu olhe com simpatia os materiais da editora Shinchosha, vamos ser francos: a sua publicação-chave até agora (digo "até agora" porque o panorama pode mudar com a estréia da vindoura Shonen Readom), a Comic Bunch, até tem materiais muito bons – mas vive excessivamente em função do saudosismo da era de ouro da
Shonen Jump nos anos oitenta. Três derivados de Hokuto no Ken é ir um pouco longe demais, e dois deles (o outro, Souten no Ken, é um prelúdio da série passado nos anos 20) ganham destaque de capa este mês na Bunch: Soukoku no Garou - Hokuto no Kenrei Gaiden, de Yasuyuki Nekoi, e Gokuaku no Hana: Hokuto no Ken – Jagi Gaiden, dos criadores originais Buronson e Hara, mais arte de Shinichi Hiromoto (que conhecemos apenas da malfadada tentativa da JBC em publicar os mangás de Guerra nas Estrelas; foi o responsável por O Retorno de Jedi). Esse destaque tem motivo: Soukoku no Garou está tendo seu quinto volume compilado sendo lançado nas livrarias ao mesmo tempo que o primeiro volume do Jagi Gaiden (que ilustra o topo do post – convenhamos, é uma capa mais legal). Okay, okay, eu compreendo o apelo que a série desperta até hoje, e estou ciente que materiais que um dia foram classificados como shonen (para garotos) migraram para revistas seinen (para jovens adultos) porque o público para garotos muda e sempre há adultos que queiram continuar lendo a mesma coisa que acompanhavam quando mais novos. Mas cá entre nós, saudade tem idade sim – e termina no cemitério. Vou continuar esperando a Readom ser lançada – e mostrar a que veio: se para mostrar que uma metodologia editorial bem-sucedida pode ser um novo foco de renovação, ou se o destino da Shinchosha é viver de boas memórias.
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Comentários:
Alexandre: Bom, a melhor resposta é sim e não. Entenda, eu acompanhei esses mangás pela edição da Dark Horse, muito tempo antes deles serem publicados no Brasil. E eu posso dizer que o trabalho gráfico da JBC piorou muito a qualidade do material. O primeiro, "Uma Nova Esperança", estava espetacular – mas a impressão estava tão ruim na versão brasileira que o traço do Hisao Tamaki ficou parecendo mais um, sem graça nenhuma. Aquele trabalho gráfico, me desculpem, não tem perdão. Só comparando as edições Americana e Brasileira para entender – e eu tenho medo de comparar com a japonesa, sinceramente.
O problema é que embora a JBC (ou pelo menos a equipe gráfica com quem eles trabalham, não tenho idéia se eles terceirizam o serviço ou não) tenha contribuído monstruosamente para fazer o Shinichi Hiromoto pior do que é, ele não precisava realmente de muito esforço para isso. Só que já vi materiais posteriores dele bem melhor acabados – embora o traço dele permaneça naquela linha mais grotesca: Na Neo Tokyo 16, há ilustrações dele nas páginas 42, 43, 47 (abaixo à esquerda) e 48. E o estilo pode não agradar – ele tem um gosto pelo grotesco mesmo – mas a qualidade delas é ótima (ele faz muitos trabalhos para o mercado italiano, são tiradas de um rpg que ele ilustrou por lá se não me engano).
Ou seja, ele evoluiu muito, mas mesmo assim não é para todos os gostos.
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