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Mai 02
Longa-Metragem de Kaiji em Outubro
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Lancaster |
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7
Categorias: cinema

Acabei assistindo a versão animada do mangá Kaiji (de Nobuyuki Fukumoto) por acaso ano passado, e foi uma grande surpresa: foi o melhor anime que assisti em anos, e e até agora não apareceu outro anime recente que conseguisse desbancar esse material de meu topo pessoal do momento. Tenso, intenso, dramático, crudelíssimo, psicologicamente torturante no melhor sentido da palavra, mas repleto de mensagens poderosas sobre autodeterminação, empreendedorismo pessoal, individualidade, ser dono do próprio destino e calcular riscos. A história foi assustadoramente profética sobre a atual condição japonesa, porque se passa em um cenário de falência econômica do Japão, contando a saga de um jovem que após se formar no colégio, não encontra emprego à sua espera e, após dois anos sem rumo, é enredado em uma dívida alheia que não pode pagar.

Sua única chance é participar de uma perigosa sessão sádica de jogatina, para a diversão de homens ricos – e se ele perder, pode muito bem ser escravizado como operário em algum país do sudeste asiático, sofrer danos físicos permanentes ou mesmo morrer. Acho que já fiz essa comparação antes, mas de modo geral ele é uma cruza de A Noite dos Desesperados, de Sidney Pollack, e A Mesa do Diabo, com Steve McQueen. Não tem forma melhor de definir isso e quem conhece esses dois não vai esperar diversão leve do material.
Agora, o material vai se tornar um longa-metragem que será lançado em Outubro no Japão – mas as mudanças já estão sendo feitas e algumas colocam a pulga atrás da orelha. A maior delas é a mudança de gênero do gângster aliciador Endou, que passa a ser uma mulher e será interpretada pela atriz Amami Yuuki. Embora ela não seja mais nenhuma mocinha, convenhamos que esse é um papel que valeria a participação especial de um Takeshi Kitano, por exemplo, e já destoa da abordagem de mundo feio e cruel que perpassa todos os personagens. Mas enfim, fica o registro.

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Comentários:
Alexandre: Eu também seria um comprador, acredite. O problema é que nós dois talvez fôssemos os únicos.
Aliás, outro mangá focado em jogo que, aliás, é um dos meus favoritos, mas nunca saiu por aqui é Hikaru no Go. Já li ele inteiro, mas compraria se saia.
Aliás, Buda tinha uma excelente qualidade por um bom preço. A Conrad podia voltar a investir mais no formato, mesmo porque os Monster e Sanctuary da vida, por melhor que sejam, parecem nao vender muito bem nas bancas. E os públicos alvos não são a gurizada padrão dos mangas.
Alexandre: Verdade e concordo. Nas livrarias, esse público tem como pagar mais. Mas lembre que Buda teve a vantagem imensa de ser colocado em seções de religião, não de quadrinhos. Assim acabou atingindo seu público alvo. Será que se publicassem um Kacho Shima Kosaku por exemplo, ele iria automaticamente ser colocado na seção de negócios?
A historia se centrava num grupo de ricassos que saia pelo mundo oferecendo dinheiros a mendigos e necessitados com a condição que fossem alvos em suas caçadas!
So que é claro com o nome Jean Claude sabemos como se desenvolve a historia
Mas a semelhança continua intacta
Aloha!
Alexandre: "O Alvo" é um filme muito bacana. Mas o foco – e acho que é o que faz a diferença – é que os personagens em Kaiji se puseram a mercê da situação e ali ninguém é Van Damme. Não tem como eles vencerem um exército de gângsteres, a solução é sobreviver e nisso toda a moral, amizade e honestidade viram abstrações que não tem mais lugar nas vidas dos envolvidos. Vira um jogo de cobra-come-cobra.
Acho que não, caso o título se mantenha em japones, ou não exista qualquer tipo de alusão possível para identificá-lo como referente a negócios.
Alexandre: Esse é um ponto. O Johnny Bunko foi batizado no Brasil como "As Aventuras de um Jovem Executivo" e estou vendo vários exemplares dele na seção de lançamentos da Saraiva Megastore. Só acho que ele está caro demais. Eu vou comprar assim mesmo, e talvez para seu público o preço não seja problema. Mas no caso do Shima Kosaku, que está entrando no rol de séries infinitas...
Quanto ao Buda, não sei se a Conrad possui um trabalho de marketing semelhante, por exemplo, ao da Warner. Ja conheci um pessoa que trabalhava ne seção de divulgação dos DVDs da Warner em todas as lojas de Curitiba, onde me foi dito que havia toda uma instrução desde como usar os banners até a que público se destinava aquele produto. Não sei se a Conrad fez isso com Buda, ou simplesmente teve sorte devido ao título do manga e as próprias capas.
Alexandre: Acredito mais nessa última possibilidade. Infelizmente as editoras no Brasil tendem a não fazer realmente esforço de marketing.
Um anime que te deixa pensando MESMO um bom tempo depois que assiste.
Alexandre: É como eu falei lá em cima: o melhor anime que assisti em anos. As mensagens contidas nesse roteiro valem ouro.
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