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Ranking da Taiyosha (JP) – 19/04/2009
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Categorias: rankings

Apesar do nosso Alquimista de Aço permanecer no topo desde a semana passada, o ranking da vez pertence às editoras Shogakukan e Kodansha. Mais Shogakukan do que Kodansha, para ser mais exato: os destaques são na sua maioria oriundos da ex-terceira maior antologia japonesa, a Shonen Sunday, que mostra que apesar das quedas de vendagem, ainda tem um fôlego mais do que sólido na hora de vender as compilações de suas séries. Será que isso é um colateral da divulgação dos cinquenta anos da revista? Não custa reparar que o topo da lista shonen é o mesmo topo da lista geral...
Shonen/Para garotos
01. Full Metal Alchemist 22 (Square Enix)
02. Hayate no Gotoku 19 (Shogakukan)
03. Strongest Disciple Kenichi 33 (Shogakukan)
04. Kami no Mizo Shiru Sekai 4 (Shogakukan)
05. Kekkaishi 24 (Shogakukan)
06. Ace of Diamonds 15 (Kodansha)
07. Ryuurouden: Chuugen Ryouranhen 5 (Kodansha)
08. Ocha Nigosu 8 (Shogakukan)
09. Kimi no Iru Machi 4 (Kodansha)
10. Area no Kishi 15 (Kodansha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Pumpkin Scissors 11 (Kodansha)
02. Jormungand 6 (Shogakukan)
03. Capeta 19 (Kodansha)
04. K-On! 1 (Houbunsha)
05. Addicted to Curry 32 (Shueisha)
06. Oniichan no Koto Nanka Zenzen Suki ja Nai n da kara ne!! 1 (Futabasha)
07. K-On! 2 (Houbunsha)
08. Tobaku Haouden Rei 8 (Kodansha)
09. Gunnm – Last Order 13 (Shueisha)
10. Saki 5 (Square Enix)
A proeminência da Shonen Sunday esta semana é tão visível que dá para se reparar em um detalhe: os títulos da Shogakukan na lista shonen vieram apenas da Sunday, enquanto no caso dos títulos da Kodansha, eles se dividem entre os da Shonen Magazine semanal (Ace of Diamond, Area no Kishi – ambos de esportes – e Kimi no Iru Machi), enquanto a série histórica Ryuurouden: Chuugen Ryouranhen veio da Shonen Magazine Mensal. É importante reparar que o décimo lugar na lista geral e terceiro na lista seinen TAMBÉM veio da Shonen Magazine mensal, e está entre os títulos para jovens adultos provavelmente por erro da Taiyosha – sim, volta e meia ela comete esses deslizes, e esta semana ela conseguiu a proeza de colocar TRÊS shonens na lista seinen. Mas antes de falarmos de Capeta, não podemos deixar de notar o peso de Hayate no Gotoku, de quem já falamos algumas vezes neste blog: é uma série em contínua ascensão e que está se tornando o maior hit do momento da Sunday, neste momento em que ela realmente precisa de hits concretos. Meu palpite é que se a série crescer demais, vai se juntar ao garoto detetive Conan Edogawa no seu caminho para a eternidade... ;) Já Kenichi mostra ser uma série de fôlego, ao entrar também na lista geral. É um
dos melhores materiais da atual fase da Sunday. A semana tem proeminência de uma editora sim, mas está se ancorando em sucessos sólidos.
Solidez que é compartilhada pela lista seinen dessa semana: se repararmos bem, só há dois produtos de nicho: a inacreditável Oniichan no Koto Nanka Zenzen Suki ja Nai n da kara ne!!, que mesmo seguindo a rotina de calcinhas à mostra de sempre, em termos de condução não é – justiça seja feita – pornográfica ou apologética de nada (até agora): conta apenas a história de uma menina que tenta seduzir de qualquer forma o garoto de que ela gosta, mas não tem a menor competência para fazê-lo. O problema é que ela é a irmã dele, o que me faz me perguntar que ***** os editores têm na cabeça ao deixar um conceito desses chegar às prensas. Já vou spoilerizando sem piedade e dizendo que no capítulo dois ela descobre que NÃO é irmã dele, o que faz com que a coisa ande de forma que os leitores mais conservadores possam torcer para que o casalzinho fique junto no final (pelo menos eles não vão ter sogra). Comercialmente ela teve um bom começo, mas se algum infeliz quiser ver isso no Brasil e ainda exigir que usem o nome original desse treco, merece ser jogado escada abaixo. Curiosamente, o outro produto de nicho – K-On! – parece ter
potencial para ir muito além de seu núcleo hardcore, senão não estaria aqui já na terceira semana. Veremos o que vai acontecer com os próximos volumes.
Os outros são todos produtos de massa assumidos e escarrados – com destaque para a série automobilística Capeta. A série de Masahito Soda tem uma carreira respeitável na Shonen Magazine Mensal e se divide em três etapas – a primeira, acompanhando a infância do personagem no Kart. Na segunda, já no começo da adolescência, ele se aprofunda no Kart e luta para se manter no meio, já que ele não nasceu em berço de ouro. Na atual fase, ele tem dezesseis anos – e não duvido que se houver uma próxima etapa, ela o levará a Fórmula 1. Bom material de esportes, que segue seu caminho e já
teve uma primeira série animada de 52 episódios.
As outras séries shonen na lista seinen são o drama militar Pumpkin Scissors, colega de Capeta na Shonen Magazine mensal, e Tobaku Haouden Zero, versão mais juvenil – e publicada na Shonen Magazine semanal – da brilhante série Kaiji. Scissors narra a saga de uma unidade militar que existe para participar da reconstrução de seu país, em estado de cessar-fogo com uma nação vizinha, e coibir abusos de seu próprio exército nesse cenário de desolação. Obviamente, muita gente dentro de suas forças armadas não vão com sua cara. Já Tobaku Haouden Zero, de Nobuyuki Fukumoto, essencialmente reprisa o plot básico de sua série-mãe com elenco adolescente,
agora que a trilogia de Kaiji (Tobaku Mokushiroku Kaiji, Tobaku Hakairoku Kaiji e Tobaku Datenroku Kaiji, totalizando 39 volumes) já foi concluída nas páginas da Young Magazine. Embora eu ache que uma revista não define necessariamente o gênero de uma série, esses três materiais não deveriam estar na lista seinen de nenhuma forma. Por fim, fechando o dia, Gunnm - Last Order, a continuação alternativa de Gunnm que na verdade funciona como uma versão de diretor do material. Explicando: Yukito Kishiro, na época que produzia a série original, sofreu um acidente que o deixou parcialmente incapacitado. Assim, ele encerrou a série às pressas no nono volume e levou cerca de dois anos até se recuperar e voltar a ativa. Last Order começa exatamente a partir do final do oitavo volume original, ignorando o nono volume e seguindo a história do jeito que ele pretendia. Nada mau para fechar a lista.
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Comentários:
"O problema é que ela é a irmã dele, o que me faz me perguntar que ***** os editores têm na cabeça ao deixar um conceito desses chegar às prensas."
Ué, se for assim, NENHUMA história sobre incesto deveria ser contada. Se o mangá fosse shojo, realmente eu acharia impróprio, mas pô, seinen? Rola qualquer coisa!
Alexandre: Bom, esse é um ponto. Se bem que depois que você lê, sabe que não é incesto, é falso incesto. E falso incesto teve até em novela e ninguém chia (exemplo: em O Outro, o personagem desmemoriado do Francisco Cuoco após tomar o lugar de seu sósia, transou com a filha dele, a Malu Mader. O público sabia que eles não eram pai e filha, mas os dois obviamente não – e não rolou nem drama de culpa).
Eu venho reparando nisso há um tempo... Muitos animes são assim, o design de rosto dos personagens é até "bonitinho", daquele estilo bem shojo, mas, são todos iguais! Eu não sou muito exigente nesse quesito, mas, depois de um tempo você fica: "Caramba, cadê um character designer decente pra isso aí? Custa fazer um olho mais estreito e outro mais largo pra ter uma mínima diferença?"
Alexandre: pior que, muitas vezes, os mangás originais não são assim em relação aos animes que são gerados por eles, mas em Hayate o problema vem do original.
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