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Abr 16
Kyokai no Rinne Simultaneamente no Japão e nos Estados Unidos!
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Categorias: Kyokai no Rinne
Todo mundo está falando, mas pouca gente está se dando conta até agora do que isso realmente significa: A nova obra de Rumiko Takahashi, Kyokai no Rinne – apenas Rin-Ne para a versão internacional – será publicada em modo simultâneo nos Estados Unidos e no Japão. Não é apenas um golpe publicitário como o lançamento de Inu-Yasha nos Estados Unidos – que foi lançado de forma igualmente simultânea, sim, mas o foi em capítulos mensais, no formato comic book, enquanto a série no Japão corria semanalmente. A cada
edição americana, surgia uma defasagem cumulativa de quatro capítulos, facilitando os trabalhos de edição da Viz americana (e na época, ela ainda não era o braço conjunto da Shueisha e da Shogakukan que viria a ser). Agora é diferente: a Viz criou um novo website para a publicação regular dos capítulos, no mesmo dia em que o material for publicado no Japão através da antologia para garotos Shonen Sunday (abaixo).
Isso só estabelece a tendência do mangá no ocidente para o futuro: a simultaneidade. Essa tendência já se desenhava a medida em que séries (como Nodame Cantabile) eram negociadas antes mesmo de terem um volume completo – leia-se, antes mesmo de se tornarem sucessos. Com isso, à medida em que o material crescia no Japão, já estava disponível para os leitores americanos, coibindo a pirataria por um bom tempo. Isso tem um outro lado: O próprio desastre de Kodomo no Jikan (quadrinho repleto de fetiches pedófilos que por pouco não foi lançado nos Estados Unidos)
teve sua raiz no fato de que o material foi licenciado antes mesmo do primeiro volume ter sido lançado – e o início de tudo foi comparativamente bem mais manso do que o que viria a seguir.
Muitos leitores aqui no Brasil dão preferência a séries completas no Japão – ou chegam ao extremo de esperarem uma série ser completa no Brasil para comprar tudo em promoção. Nesses casos, se esses leitores perderem de forma definitiva alguma edição esgotada ao longo do tempo (tente achar os primeiros números do One Piece da Conrad e mesmo de Slam Dunk, por exemplo), eu acho que eles merecem, sem piedade. Uma editora tem que render enquanto publica. Esperar uma série ser completa só gera prejuízo à editora, que acaba sendo amortizado às pressas por promoções que não geram tanto lucro, apenas tapa buraco. Isso é praticamente uma forma de extorsão que prejudica o mercado. Aqui, a coisa muda de figura: a simultaneidade garante que o leitor sacie sua sede de ler o material o mais rapidamente possível e de quebra torna a pirataria supérflua. E talvez seja o caminho para manter a sintonia do leitor com os grandes sucessos do momento.
Em 22 de Abril de 2009, um momento importante da história dos mangás no ocidente estará sendo escrito.
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