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Abr 01
Mangá de Tropa de Elite no Japão
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Lancaster |
PERMALINK |
12
Categorias: seinen

Cortesia do Graveheart, que descobriu essa na frente de todo mundo (exceto dos scanlators que, rápidos e rasteiros, já estão traduzindo o material, claro). O longa de Tropa de Elite – Elite Squad no resto do mundo, mas que aparentemente no Japão foi batizado de Elite Troopers, em inglês, mesmo – vai ganhar um prelúdio em mangá, assinado por Junichiro Saruwatari, que tem no currículo o mangá de gângsteres Gunshuu no Musuko. O mangá, que já está no terceiro capítulo, contará a história de um Nascimento ainda jovem, antes de se tornar capitão do BOPE, começando pelos seus primeiros dias na PM – e se dando conta da corrupção do sistema, em seu primeiro passo se tornar o homem da lei implacável que viria a ser.
O mangá está sendo serializdo na antologia adulta Comic Punch Max, da Shijinsha – editora especializada em quadrinhos para o público mais velho, e que publica muito mangá de Yakuza, de Mahjong (acreditem, existem antologias especializadas apenas em mangás de jogos de tabuleiro e similares) e produtos do gênero.
E a propósito...
A idéia é do Graveheart, eu só estava esperando o sinal verde dele para abrir o jogo. As páginas, tanto texto quanto arte, são minhas. Junichiro Saruwatari na verdade é um nome que surgiu em um desses conversores que criam "nomes japoneses" a partir de seu nome.
As artes foram desenhadas originalmente da esquerda para a direita e espelhadas – vocês podem vê-las como sempre deveriam ter sido logo acima, já que não é o sentido de leitura que faz de um mangá o que é. Na verdade haviam várias pistas para facilitar o trabalho da galera em descobrir – como por exemplo o nome Shijinsha (uma brincadeira com a editora japonesa Ichijinsha – "Ichi" quer dizer "Um". E nenhum japonês usaria o nome SHIjinsha, porque "Shi" quer dizer quatro, mas também quer dizer morte, daí usar como substituto a palavra "Yon"). Outra brincadeira são pequenos anacronismos estrategicamente colocados: alguém percebeu que os carros ali presentes – exceto a joaninha da polícia – não existiam em 1983?
Estou postando as duas primeiras páginas como foram desenhadas, no sentido em que fomos ensinados a ler na escola. E agora que algumas pessoas já disseram que "poderíamos estar fazendo isso e um estrangeiro chegou na nossa frente", bom...
Vocês ainda podem. Vão em frente. ;)
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Comentários:
Nesse eu definitivamente tenho que dar uma olhada!
Mas, Lancaster, o que exatamente você quis dizer com "mais uma vez marcamos touca"? Hehe, tô meio lerdo pra entender forças de expressão hoje...
Cheguei atrasado! ^^
Teve um pessoal aí, desses que desenham pro mercado americano, que tava com planos de fazer um gibi sobre Tropa de Elite. Inclusive cheguei a ver umas páginas. Mas é aquela velha história: não adianta você querer fazer, se as editoras não querem publicar. Desse jeito, nada sai do lugar.
Mas é esquisito mesmo ver os autores estrangeiros fazendo HQs ambientadas no Brasil (o Bonelli tem o Mister No...), e nós não.
Mas realmente, o que você falou faz sentido. Os japoneses fazem Michiko to Hatchin, a Bonelli faz o Mister No e o Sérgio Toppi teve que desenhar UM BANDEIRANTE para que garotos brasileiros soubessem do que raios ele está falando. E na boa, acho um absurdo que Bandeirantes não sejam um gênero tão consolidado por aqui quanto samurais no Japão.
Isso do "Shijinsha" acho que não é bem por aí, não é só porque "shi" também significa morte que eles só usem "yon" para nomes, tanto que existem vários lugares no Japão que começam com o kanji de "quatro" e a leitura é "shi", mesmo.
De qualquer forma, muito bom, você enganou todo mundo mesmo, hehe!
E, Lancaster, por que aquela página em japonês no blog do Graveheart? Onde o garoto tá falando: "Mata sugu nenshou datsuraku da yo! Monku demo an no ka, boke?!"
Não saquei muito bem o que ele quis dizer, mas, já que o Nascimento tá jovem ali, por acaso ele estaria dizendo que "mais policiais novatos iriam desistir", é isso? O "nenshou datsuraku" é que não ficou muito claro pra mim.
Eu pessoalmente não gostei muito da terceira página. Acabou corrida. Mas na ordem, o texto era assim:
DIMENOR: E aí um juiz vai passar a mão na minha cabeça./したらさぁ、よしよしされってー
DIMENOR: E vou tar solto de novo!/またすぐ年少だつらくだよ!
DIMENOR: E o que é que tu vai fazer ô bunda-mole?/文句でもあんのか、ボケ?!
CLAC! (engatilhando pistola)/カシャ
BLAMMM! (tiro)/バン
Alexandre: Bom, se você ler com atenção dá pra ver que ainda dá pra você fazer seu mangá.
Alexandre: É só um trote, foram essas poucas páginas e olhe lá.
Alexandre: isso era só um trote de primeiro de abril...
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