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Mar 30
Ranking da Taiyosha (JP) – 29/03/2009
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Categorias: rankings

Curiosamente, após uma queda muito rápida, One Piece, de Eichiro Oda, pareceu reagir de alguma forma: permanece estabilíssimo na mesma posição em que esava na semana passada, enquanto o resto da lista shonen operou na base da dança das cadeiras. A Kodansha continua apitando na listagem, mas o campeão da semana escalou nove posições para chegar ao topo: Soul Eater, de Atsushi Ookubo.
Shonen/Para garotos
01. Soul Eater 14 (Square Enix)
02. The Melancholy of Haruhi Suzumiya 8 (Kadokawa)
03. To Aru Majutsu no Index 4 (Square Enix)
04. Neon Genesis Evangelion: Shinji Ikari Raising Project 7 (Kadokawa)
05. Higurashi no Naku Koro ni - Kokoro Iyashihen (Kadokawa)
06. Air Gear 24 (Kodansha)
07. Fairy Tail 14 (Kodansha)
08. Reservoir Chronicle Tsubasa 26 (Kodansha)
09. Chaos: HEAd H (Jive Ltd.)
10. One Piece 53 (Shueisha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Young Saint Men 3 (Kodansha)
02. Saki 5 (Square Enix)
03. Hellsing 10 (Shonengahosha)
04. Working!! 6 (Square Enix)
05. Kimi Kiss – Various Heroines 5 (Hakusensha)
06. Acony 1 (Kodansha)
07. Über Blatt 9 (Square Enix)
08. Shina Dark 4 (Media Works)
09. Genei Hakurankai 3 (Gentosha)
10. Amatsuki 9 (Ichijinsha)
O problema é que essa reação foi fraca, muito fraca: a lista teve poucos pesos pesados e de modo geral, os blockbusters já estavam presentes na lista passada e mostrando sinais de cansaço. Para piorar, materiais otaku como Chaos HEAd H, Aru Majutsu no Index (que chegou em TERCEIRO lugar!) e o fecho da complicada série Matsuribayashi-hen, composta de varias historias fechadas que reunidas, formam um todo maior, chegaram em sua frente. Levar cacete de Fairy Tail, Air Gear e Soul Eater quando se está na descendente, vai lá; mas perder para titulozinhos de fã hardcore, que normalmente apenas dizem oi na lista de mais
vendidos e vão embora (porque seu público os compra logo no lançamento e depois evapora), só se justifica, no caso de One Piece, quando se está de saideira após semanas bem fornidas na lista dos mais vendidos – o que não é o caso. O que está acontecendo com Luffy e companhia?
Nesse contexto, há um risco muito grande de que a ascensão de Soul Eater não tenha sido acompanhada de um crescimento significativo de vendas. Pode ser simplesmente o fato de um título se manter estável enquanto o resto está caindo pelas tabelas, e convenhamos que Maka Albarn e sua galera tem mais fôlego do que Haruhi e suas divas da otakicidade.
Com isso, é melhor prestar atenção na lista seinen para ver se tem algo relevante – e na verdade apesar de séries de otaku como Kimi Kiss: Various Heroines (que na verdade é um mangá derivado de um mangá derivado de um dating game – um game simulador de romances, o que significa que alguém que o joga está ocupado
demais brincando de arrumar uma namorada na telinha para arrumar uma namorada na vida real), temos dois hits relevantes e duas obras marcando a presença do mesmo autor, da lista, por editoras diferentes.
Primeiro os hits: Saint Young Men, que foi o campeão da lista geral, e o volume final de Hellsing. Saint Young Men tem sido muito bem comentado. É pop, está na moda, ganhou uma pecha de mangá descolado, ilustra camisetas e traz um tantinho de polêmica ao trazer Buda e Jesus como dois jovens que dividem um apartamento em Tokyo. Como leitor, nunca achei a última bolacha do pacote, mas é indubitavelmente um material de interesse maior, ao ousar brincar com dois ícones culturais fundamentais para as respectivas metades do mundo aonde estão bem estabelecidos. Já Hellsing dispensa apresentações para boa parte dos leitores deste blog: é quadrinho que mistura vampirismo e violência casca-grossa, sem as afetações que passaram a empestear o gênero após Anne Rice meter seu dedo nele.
Mais interessante, ao menos para mim, é a presença da já veterana autora seinen Kei Toume, que comparece com dois títulos diferentes: Acony, um quadrinho de horror publicado na Afternoon da
Kodansha, cujo ponto de partida é o convívio entre um garoto (que passa a morar no apartamento de seu avô), com uma desmorta chamada Acony, em um edifício cujos habitantes são qualquer coisa, menos normais; e o melhor deles, o título de mistério Genei Hakurankai, que se passa na Era Taishô (1912-1926) e acompanha o detetive Matsunomiya e sua assistente Maya em suas investigações, tendo como pano de fundo o conflito entre tradição e cosmopolitismo que é visível até ao se olhar as imagens da dupla (ele, ocidentalizado, ela, tradicional). Essa série é uma das melhores coisas publicadas atualmente pela antologia Comic Birz da Gentosha e seu terceiro volume chegou na nona posição. Provavelmente nem deve permanecer lá na próxima semana, mas vale o registro. De resto, temos Über Blatt, da Square Enix – série de fantasia que parece berrar: me tornem videogame, me tornem videogame, me tornem videogame. Provavelmente era essa mesmo a intenção: é um mangá da Square Enix, e parte da função das antologias de mangá é testar as futuras franquias de sucesso para o mercado – leia-se, é um passo natural e não diminui o mangá em si, bom dizer; faz parte das regras do jogo.
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Comentários:
Li o Saint Young Men (tá no comecinho mesmo?), dei umas risadas, mas achei que eles forçaram em algumas coisas.
Buda é estressado demais e jesus parece meio lesado, não achou não?
Eles pesaram na crítica, abusaram da sátira ou quiseram mesmo chocar, não sei. Essa é a minha opinião.
Apenas não vi muita graça. =\
Mas conheço umas pesssoas que se sentiriam muito ofendidas com toda aquela "leseira" de jesus.
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