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Mar 11
20 anos de Mangá na Europa
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Categorias: exposições
Duas décadas de mangá no continente europeu deixaram marcas indeléveis na produção e indústria local. Hoje, 40% da indústria quadrinhística no continente tem o dedo dessa estética, que deslanchou a partir da publicação de Akira, de Katsuhiro Otomo, e a partir daí, não parou mais. Não foi nem é uma moda, porque modas são efêmeras: é uma realidade, concreta e sólida, que extrapolou a mídia em si e se tornou um movimento cultural que extrapolou as próprias origens, gerando iniciativas de produção ao redor do mundo – comparativamente, é o rock do traço, influenciando toda uma geração de jovens leitores e artistas. E com tudo isso, o Centre Belge de la Bande Dessinée, em Bruxelas, está abrindo uma exposição para comemorar as duas décadas de introdução e crescimento dessa estética de origem nipônica que hoje desperta iniciativas, reativa mercados moribundos – quando não ativa mercados inexistentes – e trouxe variedade de gêneros para leitores afastados dos quadrinhos.
O Centre é simplesmente o mais importante espaço dedicado aos quadrinhos em território belga – e falamos de um país aonde quadrinhos são levados muito a sério. Bom lembrar que muitas das grandes obras dos quadrinhos europeus não são realmente francesas, mas belgas – como o famoso Tintin, de Hergé. A exposição contará com com exibição de edições raras, documentos originais, reproduções de objetos e outros marcos da presença mangática nestes vinte anos. Sinceramente, já passou da hora de termos um evento desses – a sério – por aqui.
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Comentários:
Não sei muito sobre as origens das HQs na Europa, mas talvez a França seja a pioneira e daí a falação em cima.
De qualquer modo, no caso específico da Itália eu não conheço uma única publicação de mangá de antes de 1990 (quando a Granata Press começa a publicar a revista Mangazine, serializando Urusei Yatsura e outras séries). Já havia anime a rodo no país
antes disso (eles foram o único país ocidental a exibir o Gundam original!), mas mangá não.
Eu sei que a Le cri qui tue saiu na Suiça (sim, Suiça!) muito antes, mas foi uma experiência mal sucedida e sem nenhum seguimento. Graças a uma tiragem minúscula e distribuição altamente restrita, pouquíssimas pessoas sequer souberam que a revista existia...
Hunter (Pedro Bouça)
Vocês que têm o livro, dêem uma olhada. E eu postei o link para as publicações de mangá na Itália no meu blog.
http://www.bdzoom.com/spip.php?article3468
Ele explica entre outras coisas qual foi (provavelmente!) o primeiro mangá publicado na França (uma história curta de Hiroshi Hirata publicada em uma revista de artes marciais em 1969) e outras tentativas de publicação de mangá no país anteriores a 1989.
Hunter (Pedro Bouça)
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