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Mar 08

Resgatando o Passado da Corocoro

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Lancaster | PERMALINK | 0

Categorias: Corocoro

Há muitos quadrinhos do passado que deixaram saudades e até hoje são lembrados por algumas pessoas que os leram – mas que jamais chegaram a ser sucessos monstruosos de público ou que o foram de forma efêmera, jamais se tornando clássicos e, por isso mesmo, raramente voltando às prensas. Quando voltam, acabam tendo tiragens limitadas: quem comprar, comprou; quem não comprou, melhor sorte na próxima. Nesse contexto, as editoras que lidam com material por demanda cumprem um papel fundamental no atual mercado japonês: são elas quem recuperam as pequenas pérolas esquecidas do passado para os interessados. Ainda quero pôr as mãos em Gakusan Jingi de Hiroshi Motomiya (que saiu na Shonen Magazine dos anos setenta e teve uma vida muito curta), e ele atualmente só está disponível graças a essas edições por demanda.
Nesse contexto, a Comic Park oferece um serviço precioso, resgatando materiais antigos que despertam pouco interesse nos dias de hoje. Eles dependem de um mínimo de pedidos para que determinada série entre em sua grade, mas elas em geral não são grandes. Por outro lado, a lucratividade é alta – afinal quem pediu esse material não pediu por que "acha legal ver isso" e depois deixa de lado, como acontece aqui no Brasil: pede porque está à procura do mangá em si, porque pretende comprá-lo e porque não acharia esse material de outra forma, exceto cavando em leilões virtuais ou varrendo o chão de sebos, talvez infrutiferamente.
Agora, a Comic Park entrou em uma parceria com a antologia infantil Corocoro, da Shogakukan. A Corocoro tem história: surgiu em 1977 como um veículo para a série Doraemon, da dupla Fujiko Fujio, e até os anos noventa, lançou várias séries bem-sucedidas para a garotada. No entanto, a virada dos anos oitenta para os noventa não foi muito feliz para a revista, e suas vendagens despencaram com o crescimento dos videogames – até que eles tiveram a idéia luminosa de se unir a seus rivais, passando a apresentar histórias com os personagens dos jogos que estavam tirando seus leitores (como Donkey Kong, Super Mario Bros., Beyblade, Tamagotchi – sim, fizeram mangá de TAMAGOTCHI!), além de adaptar alguns hits televisivos como Macross 7. A revista é praticamente a melhor fonte de informações novas sobre a franquia de jogos Pokemon nos dias de hoje.
Mas há pessoas que se lembram com saudades dos tempos em que acompanhavam materiais como Game Center Arashi (o garoto dentuço que ilustra o topo desse post) e outros materiais que, a bem da verdade, não passam de artigo de nostalgia – mas que tem seu quinhão nanico de público mesmo assim. Agora, eles podem recuperar esse pedaço de sua infância perdida: A Comic Park disponibilizará três títulos em seu lançamento, e mais dois serão adicionados à linha no futuro.
A grade de títulos (em japonês) pode ser vista aqui.


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