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Jan 28
Dramacon Digital
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Categorias: mangá global
Dramacon, de Svetlana Chmakova, foi um dos primeiros mangás americanos de verdade (ou seja, que trouxeram consigo a consciência técnica e de formato da feitura de mangá, diferentemente das experiências de editoras como a Marvel e a Antarctic Press no mercado direto) a provar sua viabilidade comercial no país. A série conta a história de uma desenhista de quadrinhos em sua primeira convenção aonde encontrará fãs – e algumas pessoas especiais que transformarão sua vida no processo. Com isso, Chmakova entrou no primeiro time dos artistas americanos de mangá, sendo premiada em 2007 com o Will Eisner Award de "Reconhecimento Especial" e recentemente fazendo parte do time cujo trabalho foi compilado no livro de arte Mangaka America.
Agora, o próximo passo de Dramacon é a digitalização. Em parceria com a Tokyopop, que publicou a série, a UClick – distribuidora de quadrinhos e jogos para celulares – disponibilizou o primeiro volume de Dramacon para a nova plataforma, em duas partes ao custo de US$ 0,99 cada (no câmbio de hoje, R$ 2,30 – ou seja, o volume todo sai por uns R$ 4,60).
De acordo com o CEO da UClick, Douglas Edwards, "Dramacon é um mangá em que os leitores tem se conectado a nível pessoal. Se você é um fã antigo da série, esta é sua oportunidade de experimentá-la em uma nova maneira e levá-la aonde quer que você vá. Se você é alguém que ainda vai descobrir o mangá, o custo pouco caro de 99 centavos de dólar e a facilidade de uso do aparelho fazem dele um grande oportunidade para começar."
Sinceramente, acho pouco provável que quem já tenha os três volumes da série em casa vá querer colocá-los no celular. No entanto, no caso de quem ainda vai ler e decidir se vai colocá-la em sua estante ou não, a coisa muda de figura – e muito. Há quem aponte, por exemplo, que a digitalização seja o futuro da pré-publicação em mangá, inclusive no Japão. Veremos.
Atualmente, Svetlana Chmakova está publicando a série Nightschool na antologia mensal Yen Plus, publicada pelo selo Yen Press da Hachette Book Group.
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Comentários:
O curioso desse modelo de negócios é que substituir o periódico por download elimina dois problemas.Em é o custo da reciclagem do material (é muito mangá no lixo do metrô
. Já o segundo é interessantíssimo, que é capitalizar mais unidades, já que ninguém vai achar um celular no banco do metrô para ler o seu mangá
.
Bom, algumas antologias como a Morning 2 da Kodansha já tem versões online que podem ser lidas em IPhones…
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