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Jan 19
Ranking da Taiyosha (JP) – 18/01/2008
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Lancaster |
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Categorias: rankings

Eu avisei que teria que baixar o ritmo de produção por uns dias, mas fiquem tranquilos, leitores regulares do top list japonês – não iria deixar vocês na mão. E entro com uma "barriga" (o termo jornalístico usado para quando se noticia uma informação errada): O mais vendido foi... Hayate no Gotoku 18, justamente o item do ultimo post, aonde dei uma data de lançamento errada. A data já foi retirada, mas tirei de uma nota de jornal online japonês. Desculpem.
Shonen/Para garotos
01. Hayate no Gotoku! 18 (Shogakukan)
02. Kekkaishi 23 (Shogakukan)
03. Kami no Mizo Shiru Sekai 3 (Shogakukan)
04. To Love Ru – Trouble 12 (Shueisha)
05. Kimi no Iru Machi 3 (Kodansha)
06. Q.E.D. - Shoumei Shuuryou 32 (Kodansha)
07. Bakuman 1 (Shueisha)
08. Full Metal Alchemist 21 (Square Enix)
09. Saijou no Meii 4 (Shogakukan)
10. Eyeshield 21 33 (Shueisha)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Esprit 1 (Mag Garden)
02. Gifuu Doudou!! Naoe Kanetsugu 1 (Shinchosha)
03. Shibatora 10 (Kodansha)
04. Ten yori Takaku 1 (Houbunsha)
05. Heart no Kuni no Alice 2 (Mag Garden)
06. Attack!! 9 (Shinchosha)
07. Maria Holic 1(Media Factory)
08. Gokujo 1 (Shuppansha)
09. Gyakushuu! Pappara-Tai 4 (Ichijinsha)
10. Maria Holic 2 (Media Factory)

Já falamos do post anterior sobre Hayate no Gotoku, então não é preciso repetir o que está ao alcance da barra de rolagem do browser. Então vamos para o segundo lugar: Kekkaishi, também vizinho de antologia de Hayate na Shonen Sunday – uma publicação que já viu
melhores dias e cujas vendagens tendem a despencar, mas ainda é vista como um dos bastiões do mercado e forma com a Jump e a Magazine a santíssima trindade dos grandes títulos shonen de massa japoneses.
Kekkaishi, de Yellow Tanabe, é um título simpático e recomendado por onde passa: ganhou o prestigiado Shogakukan Manga Award de 2009 (que não se limita aos títulos da própria editora, como bom prêmio de respeito que é; ele não é o "troféu imprensa" dos mangás, premiando o Pica-Pau todo ano como melhor desenho); nos Estados Unidos, entrou na lista de títulos recomendados pela Young Adult Library Services Association em 2007. A história é centrada em dois personagens: Yoshimori Sumimura e Tokine Yukimura, membros de clãs rivais de kekkai – o termo usado para os detentores de "mágicas de barreira", ambos em seu trabalho contínuo de proteger sua escola de monstros e demônios; mas, como de costume nos bons mangás da Sunday, o mais importante é uma ênfase constante em laços familiares e em atos cotidianos. A série já foi animada e teve 52 episódios – com uma audiência inicial muito boa no horário nobre, mas seu jeito meio datado acabou fazendo com que após o episódio 37, o anime fosse jogado para a madrugada como uma forma de sobrevivência. Os novos tempos não tem sido bons para a Sunday...
Do terceiro lugar, Kami no Mizo Shiru Sekai, de quem já falamos – sobre um mané que odeia meninas de verdade porque as melhores meninas do mundo para ele são as virtuais, encontradas em games simuladores de namoro. Um engano faz com que ele esteja com a alma em risco, pronta para ir para o inferno. Por isso, só resta a ele uma esperança: aprender a lidar com meninas de verdade, infectadas por espíritos ruins que se aproveitam dos rancores que elas já carregavam. O conceito dá uma margem imensa para uma crítica social que não acontece – no fundo a história até reforça a lógica do simulador de namoro. Não admira que o nome dele seja Keima – ele já nasceu com o filme queimado e corre o risco de queimar no inferno. Okay, okay, piada horrível, eu sei. Vamos em frente.
Bakuman e Full Metal Alchemist perdem posições, mas de modo vagaroso e a menos que venha uma enxurrada de lançamentos semana que vem, não será de se espantar que eles ainda permaneçam na lista por mais um tempo. Saijou no Meii, shonen de Pediatria publicado, novamente, pela Sunday – algo que reforça o papel social dos quadrinhos no Japão – também é uma presença digna de atenção.
Numa lista seinen pouco impressionante, aonde o mais interessante dos seinens legítimos
poderia ser muito bem um shonen que não faria diferença nenhuma (Attack, quadrinho de voleibol masculino publicado pela Shinchosha), e cujo maior destaque seria a presença dupla de um material "de otaku", Maria Holic – que pode ser definido como "comédia romântica adolescente de gosto questionável entre um travesti dominador e uma lésbica submissa" – melhor notar justamente o título que está lá por engano: Shibatora, de Yuma Ando e Masashi Asaki, que ganhou série de tv com o protagonista interpretado por Teppei Koike, o tampinha da versão cinematográfica do shoujo Love Com. A série conceitualmente lembra o velho seriado Anjos da Lei (que revelou ao mundo Johnny Depp, lembram?): O personagem título, Shibata Taketora, é um oficial de polícia em começo de carreira que parece muito mais jovem do que é, passando por um aluno do ginásio – o que tem lá suas vantagens na hora de investigar, mas é um problema e tanto na hora em que ele precisa se fazer levado a sério. Obviamente ele não funciona bem como oficial de rua e o melhor lugar para colocá-lo é no departamento de juventude, lidando com crimes cometidos por adolescentes. Só que esse é um dos piores trabalhos dentro da polícia.

A série é publicada na Shonen Magazine e não é uma série tão leve assim – ela alterna momentos de tranquilidade, em que se ancora na simpatia dos personagens, com momentos extremamente violentos que afinal de contas fazem parte da realidade de um oficial de polícia. Mas é uma boa leitura, com um dos volumes de abertura mais redondinhos e eficientes que li nos últimos tempos e definitivamente o maior destaque de uma lista seinen aonde ele não deveria estar. Que seja.
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Comentários:
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Esse Kami no Mizo Shiru Sekai eu não conhecia. Putz, que mote mais doido, vou correr atrás. XD
A Shonen Sunday sempre teve títulos bacanas, mas depois que Karakuri Circus acabou, meio que perdi motivos pra acompanhar as séries dela. =/
Eu pessoalmente achei Kami no Mizo Shiru Sekai menos interessante do que seu mote, sério.
Mas o fato é que apesar da Sunday ainda ter títulos bons, suas vendagens estão despencando e despencando – em um nível mais grave do que a Jump e a Magazine, dentre os três principais títulos shonen. Desconfio que é uma incapacidade de se atualizar: ela tem uma cara mais tradicional do que suas concorrentes. O seu público-base está envelhecendo, e ela não quer acabar que nem a Shonen Champion da Akita Shoten – outra antologia que tecnicamente deveria ser voltada para garotos ("shonen"), mas que com títulos como Grappler Baki, o remake de Black Jack, Worst e duas séries de Cavaleiros do Zodíaco (Lost Canvas e Next Dimension), parece ter parado em algum lugar do tempo – e por isso mesmo tem leitores mais velhos do que supostamente deveria atingir…
Esse Bakuman não foi muito bem de vendas nesse primeiro volume ,não ? porque , se compararmos com o DN , já que são os mesmos responsáveis , lembro de ter visto na revista NT que DN conseguiu primeiro lugar em TODOS volumes e o Bakuman não conseguiu primeiro nem nesse começo de ano, quando tá tudo meio morno . Estou muito curioso por essa série, fiquei intrigado com você ter dito que o impacto inicial é mais forte que o de DN (e convenhamos que isso é muito, quando vi DN pela primeira vez me senti diante de algum sensacional ) .
Alexandre não sei se você chamou a sunday de "tradicional" no sentido de ser um estilo mais antigo e tal , mas se foi , eu tenho a mesma opinião . Porque aqui em SP vende a Jump e a Sunday na Liberdade e eu comprei uma , fiz uma leitura e o estilo parece bem diferente da Jump, os titulos parecem ser mais leves, mais a "moda antiga" , não vi nenhuma porradaria pesada , era mais comédia, romance e esporte .
Bom, até eu só vi dois tipos de reação de leitores de Bakuman. Ou ficam frustrados/enfurecidos porque não se parece em nada com Death Note, ou se apaixonam. Mas não custa lembrar que Bakuman estreou em segundo e perdeu na estréia para outro colega de Jump, To Love Ru – Trouble, na esteira de um feriadão. E Love Ru é o tipo de material que é popular mas que agrega um contingente otaku simultaneamente – o que pesa após feriadões como o do fim de ano, onde todo mundo viaja, faz outras coisas e o núcleo mais hardcore tende a ficar em casa. Nesse contexto, de início do ano, começar em segundo lugar não é um desempenho ruim.
De qualquer forma é uma guinada de 180 graus e eu recomendo que se você for encarar a série, tente evitar qualquer comparação com Death Note – e isso é mérito. Os autores estão tentando não se repetir e isso é algo que eu sempre vejo como digno de elogios.
Quanto a Sunday, nem tem como negar – ela tem uma cara mais "família" mesmo. O que não deixa de ser engraçado se pensarmos que até uns anos atrás, ela publicava material como Katte ni Kaizou, que definitivamente é tudo, menos família…
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