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Dez 29

Ranking da Taiyosha (JP) – 28/12/2008

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Categorias: rankings

A última semana do ano traz uma lista completamente atípica – provavelmente por causa do feriadão de Ano Novo que vem por aí – que marca um domínio total de duas editoras dentro dos títulos para garotos: A Square Enix e a Kadokawa tomaram de assalto os títulos shonen, com direito a um titulozinho da Kodansha no meio, enquanto a lista seinen tem cinco títulos da mesma Kodansha bem posicionados – e muito mangá mais voltado ao fã hardcore no meio (não, o que ilustra o topo desse post não é um deles – mas a imagem é a cara do que acontece essa semana).

Shonen/Para garotos

01. Full Metal Alchemist 21 (Square Enix)
02. The Melancholy of Haruhi Suzumiya-Chan 2 (Kadokawa)
03. Nagasarete Airantou 14 (Square Enix)
04. Higurashi no Naku Koro ni Kai - Minagoroshi-hen 1 (Square Enix)
05. Higurashi no Naku Koro ni Kai - Matsuribayashi-hen 1 (Square Enix)
06. The Melancholy of Haruhi Suzumiya 7 (Kadokawa)
07. Gundam – The Origin 18 (Kadokawa)
08. Kamen Rider Spirits 15 (Kodansha)
09. Fate/Stay Night (Kadokawa)
10. Umineko no Naku Koro ni – Episode 1: Legend of the Golden Witch (Square Enix)

Seinen/Para Jovens Adultos

01. Moyashimon 7 (Kodansha)
02. Hidamari Sketch 4 (Houbunsha)
03. Oh My Goddess! 38 (Kodansha)
04. Kiss X Sis 3 (Kodansha)
05. Initial D 38 (Kodansha)
06. Ooku 4 (Hakusensha)
07. Yozakura Quartet 6 (Kodansha)
08. Acchi Kocchi 2 (Houbunsha)
09. Umi no Misaki 4 (Hakusensha)
10. Team Medical Dragon 19 (Shogakukan)

Não há muito o que dizer – eu tenho inclusive uma teoria para a profusão de títulos ecchi, moe, harém ou meramente "fofinhos demais" para a leitura de um marmanjo JUSTAMENTE em uma época que começa com uma data comercial aonde os casais são estimulados a ir para o motel (é deprimente dizer isso, mas falamos do NATAL) e termina com o feriadão de ano novo, que é uma festa geral; mas se eu descrever essa teoria aqui, sou capaz de tomar porrada.
Mas há material interessante. Na lista shonen, além de Full Metal Alchemist galgar o topo, temos um material que vale mais pela estrutura do que pela execução. A série Higurashi no Naku Koro Ni Nai é uma trama de mistério e sobrenatural que ao invés de ser serializada de uma forma linear, é publicada em edições auto conclusivas que podem ora jogar ganchos, ora dar ordem à eles. A idéia remete à experimentos narrativos do quadrinho americano como o Ciclo dos Novos Deuses de Jack Kirby, que tinha quatro séries que ganhavam mais sendo lidas à medida em que eram publicadas, com diferentes frentes de personagens, do que caso lidas isoladamente; ou o recente Sete Soldados da Vitória, de Grant Morrison, ambos materiais com estrutura de mosaico, formando um todo a ser apreendido. No caso de "Higurashi", há arcos que estabelecem o mistério (Onikakushi hen, Watanagashi hen, Tatarigoroshi hen e Himatsubushi hen), arcos que correm em paralelo, mas que jogam informações, pistas e dados que farão diferença na resolução (Onisarashi hen, Yoigoshi hen, e Utsutsukowashi hen) e finalmente os livros que explicam tudo (Meakashi hen, Tsumihoroboshi hen, Minagoroshi hen e Matsuribayashi hen). Cortesia da Square-Enix que apostou mais uma vez no diferente, mas vou confessar que quando eu olho as capas com um elenco de menininhas sorridentes que parecem ter saído de um Dating Game (os games simuladores de namoro que são preferência para marmanjos solitários por lá) da pior espécie, dá um desânimo...
O que me anima MESMO na lista shonen, além do alquimista que domina o topo, são os demolidores Initial D e Gundam, The Origin. O primeiro – que já foi exibido pela Animax brasileira e precisa voltar a ser reprisado – é material obrigatório para quem gosta de tuning, drift, e tem toda a coleção de Velozes e Furiosos na sua dvdteca. É um dos animes/mangás mais acessíveis para quem acha que não há nada que interesse a eles nesse universo e um dos materiais que fazem questão de nos lembrar de o quanto o quadrinho japonês é feito para o grande público.
Gundam the Origin
deveria dispensar apresentações: é a recontagem da clássica série original de 1979 feita por um de seus criadores, ganhando um status de oficialidade que nenhuma das adaptações pregressas da série já teve antes. Cortesia de Yoshikazu Yasuhiko, um dos mais completos artistas japoneses do meio – e que permanece indecentemente inédito por aqui (como tanta gente boa, aliás).
De resto, Team Medical Dragon – um drama médico para leitores maduros, com intriga, obsessões, novelão, sexo e tudo o que há de direito em um best-seller. Não é um fecho tão ruim para uma semana que por pouco não teve brilho nenhum. Vamos esperar a próxima listagem de mais vendidos – isto é, se houver lista na próxima semana; afinal de contas vai ter feriadão no Japão e mesmo que não consideremos que isso vá afetar as vendas, não tenho idéia se há chances de que eles dêem uma parada.
(Ora, o que eu estou dizendo? Os japoneses não param! XD)


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