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Dez 15
Ranking da Taiyosha (JP) – 14/12/2008
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Categorias: rankings

Quando chega o turbilhão de materiais da Shonen Jump, a lista para garotos tende a ficar estável por algum tempo. Alguns títulos saem, outros entram, e alguns títulos até chegam a subir, mas o topo é dominado pelos medalhões. Gintama cai uma posição, atropelado pelo novo exemplar da esquisitíssima saga brutamontes de Hanma Baki, o popular beisebol de Major volta às paradas de sucesso, e como nessas horas as outras editoras seguram seus lançamentos, a ala mais hardcore dos fãs acaba marcando terreno nos vãos demográficos da lista, desta vez com o horripilante Mitsudo Moe. Ashita no Yoichi, que ganha desenho animado em breve, entra na última posição – com perspectiva de subir, já que alguns de seus oponentes estão caindo. O que surpreende é a lista seinen.
Shonen/Para garotos
01. One Piece 52 (Shueisha)
02. Bleach 36 (Shueisha)
03. D. Gray-Man 17 (Shueisha)
04. Baki, Son of the Ogre 16 (Akita Shoten)
05. Gintama 26 (Shueisha)
06. Major 70 (Shogakukan)
07. Claymore 15 (Shueisha)
08. Mitsudo Moe 6 (Akita Shoten)
09. Monster Hunter Orage 2 (Kodansha)
10. Ashita no Yoichi 8 (Akita Shoten)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Silent Sinner in Blue (Ichijinsha)
02. Angel Heart 28 (Shinchosha)
03. Axis Powers Hetalia 2 – edição especial (Gentosha)
04. Axis Powers Hetalia 2 (Gentosha)
05. Vagabond 29 (Kodansha)
06. Shinjuku Swan 16 (Kodansha)
07. Fight Shop 13 (Kodansha)
08. Lotion Magic (Shonen Gahosha)
09. Sangatsu no Lion 2 (Hakusensha)
10. Eleven Soul 7 (Mag Garden)
O seu campeão – que, mais surpreendentemente ainda, também é o campeão da lista geral – é um derivado de uma linha de videojogos repletos de meninhinhas bonitinhas, mas que são consumidos por marmanjos, não se iludam. Saint Sinner in Blue é mais um membro da franquia Touhou, que inclui mais cinco outros mangás, como Bohemian Archive in Japanese Red (que ilustra o topo do nosso post) e Cage in Lunatic Runagate. Essa deve ter pego todo mundo de supresa, e não duvido que na semana que vem despenque – é a ala otaku hardcore da força em ataque total, no que pode ser simplesmente a manifestação extrema de um fenômeno muito comum: o seu público básico compra sempre no lançamento, fazendo com que esses materiais tenham lucro rápido, mas não têm grande resistência a longo prazo.
Em todo caso, o segundo lugar tem mais estofo. Muito mais estofo. Angel Heart é um típico produto da Shinchosha – a editora fundada por membros do staff editorial da Shonen Jump nos anos oitenta que produzem materiais que refletem o antigo perfil da revista – e não por acaso, dos próprios quadrinhos para garotos – antes de Dragon Ball ter mudado tudo na base do kame-hame-ha. É até curioso verificar que boa parte dos títulos shonen daquela época, se fossem publicados hoje, seriam considerados seinen. No caso de Angel Heart, ele tem a assinatura de Tsukasa Hojo, autor do clássico City Hunter, e apresenta uma "falsa" continuação de sua obra mais famosa (porque ao nos aprofundarmos no cenário, vemos que o universo por onde o personagem trafega é diferente e os personagens não são mais aqueles que conhecemos em muitos aspectos. Funciona como uma
versão alternativa – e muito, muito mais trágica e dramática, em contraponto ao humor que consagrou a versão original), com direito a citações discretas a outro sucesso seu na antiga Jump, Cat's Eye. Aqui, um dos personagens fundamentais de City Hunter morre e seu coração acaba sendo transplantado para uma assassina. O destino faz o resto, com um bocado de tiroteio e pólvora no processo.
Vagabond permanece estável, Sangatsu no Lion entra na descendente, há um pornô softcore na lista (Lotion Magic), Shinjuku Swan e as aventuras de um olheiro de agência de atrizes em um bairro da luz vermelha sobe algumas posições, e o maior destaque de resto é a presença dupla de Axis Powers Hetalia – uma comédia que surgiu despretensiosamente como Webcomic e que, com seu sucesso, acabou ganhando uma versão para publicação e desenhos animados. A proposta em si é até interessante: transformar em mangá os mais ridículos e constrangedores eventos protagonizados pelos exércitos que lutaram na primeira guerra mundial, com personagens que na verdade são os próprios países antropomorfizados. A execução é que não foi tão legal quanto a proposta na minha opinião (e eu estou sendo muito bonzinho ao não dizer sem eufemismos o que penso do material), mas vale o registro. A propósito, vocês sabiam que "O Resgate do Soldado Ryan" foi inspirado no desastroso resgate do genro do general Patton – e este sim daria um filmaço de comédia? Mas esse os americanos não fariam após onze de setembro. ;)
Melhor esperar semana que vem.
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