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Dez 13

A Volta da Nihon Masterpiece Theatre

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Lancaster | PERMALINK | 0

Categorias: Nihon Masterpiece Theatre

O nome Nihon Masterpiece Theatre tem um significado muito especial não apenas para os japoneses, mas para muitas pessoas que conheceram a animação japonesa graças às séries com essa griffe afixada. Ele simplesmente é um conjunto de séries animadas que adaptam em sua maioria clássicos da literatura infanto-juvenil ocidental, e várias de suas séries fizeram história ao redor do mundo. Ela serviu de cozinha para o talento de animadores como Hayao Miyazaki e Isao Takahata, os fundadores do estúdio Ghibli, e mesmo nós não deixamos de assistir a parte desse material: Heidi, Marco e, nos anos noventa, Peter Pan (que eu adorava), passaram em nossas televisões e deixaram saudades. Na Europa, a lista das séries exibidas é ainda maior. Eu pelo menos gostaria muito que o Future Boy Conan (Baseado no romance de ficção científica pós-apocalíptico The Incredible Tide de Alexander Key) tivesse chegado ao Brasil.
Recentemente o bloco retornou e esta é a terceira série dentro da ressurreição da franquia: Konnichiwa Anne – Before Green Gables, baseada no livro recente de Budge Wilson que serve de prelúdio para o clássico canadense Anne of Green Gables de L. M. Montgomery, que por aqui foi batizado de Anne Shirley na época da Biblioteca das Moças (uma série de livros infanto-juvenis para meninas, encadeadas em coleção, muito tradicional no Brasil por gerações até que o final dos anos sessenta levasse suas jovens leitoras para a gandaia; o nefando Pollyanna de Eleanor Porter chegou ao Brasil através dessa série), publicado pela Companhia Editora Nacional. O livro de Wilson segue a tendência de se produzir continuações ou prelúdios de livros famosos, mas como Anne Shirley se tornou um clássico de penetração monstruosa no Japão (comparável ao citado Pollyana por aqui), a transformação desse material em anime foi inevitável.
O livro original fez um século este ano. Como é de se esperar, houve outra versão da história em anime, animada por Isao Takahata em 1979. Houve também uma versão em mangá desenhada por Yumiko Igarashi, a mesma de Candy Candy. De quebra, ela é até hoje referência na cultura pop japonesa – até como vidraça de pedrada, como na ótima série Sayonara Zetsubou Sensei (o nome verdadeiro da garota ultra-otimista do bando é Akage An, uma referência ao nome japonês do livro, Akage no Anne – e a primeira metade do primeiro capítulo animado de Zetsubou na verdade é um imenso deboche com o que vocês verão agora).


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