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Dez 01
Ranking da Taiyosha (JP) – 30/11/2008
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Categorias: rankings

Semana de Vagabond novo na lista seinen, o que já é motivo suficiente de destaque, já que de modo geral, a lista shonen não está muito animadora. Não que eu pessoalmente considere Vagabond muito animador, apesar da arte fabulosa e do peso e relevância do nome do autor, Takehiko Inoue.
Shonen/Para garotos
01. To Aru Majutsu no Index 1 (Square Enix)
02. Mirai Nikki 7 (Kadokawa)
03. Negima 24 (Kodansha)
04. Tsubasa 25 (Kodansha)
05. Monster Princess 8 (Kodansha)
06. Major 69 (Shogakukan)
07. Mirai Nikki: Mosaic (Kadokawa)
08. Bloody Monday 8 (Kodansha)
09. Ace of Diamond 13 (Kodansha)
10. Strongest Disciple Kenichi 31 (Shogakukan)
Seinen/Para Jovens Adultos
01. Vagabond 29 (Kodansha)
02. Sangatsu no Lion 2 (Hakusensha)
03. Mushishi 10 (Kodansha)
04. Tomehane! 4 (Shogakukan)
05. What Did You Eat Yesterday? 2 (Kodansha)
06. Adamas 2 (Kodansha)
07. Gaku 8 (Shogakukan)
08. Arakawa Under the Bridge 8 (Square Enix)
09. Ikigami 6 (Shogakukan)
10. Sensei no Ojikan 8 (Takeshobo)
Mas vamos primeiro à lista dos garotos: Mirai Nikki sobe da oitava para a segunda posição. Negima e Tsubasa, campeões da semana passada, despencam – Bloody Monday cai um pouco mais, assim como Ace of Diamonds e Strongest Disciple Kenichi. Major permanece estável. Apenas três novidades na lista – um spin-off de Mirai Nikki, "Mosaic" (que sai na Shonen Ace Assault, acima), que garante que o autor e a editora estejam duas vezes com a mesma franquia na lista; Monster Princess; e o campeão da semana, que estreou e de surpresa tomou o topo, To Aru Majutsu no Index – que nada mais é do que uma daquelas séries padrão: Meninas bonitinhas (e muito mais novas do que deveriam ser), personagem masculino com grandes poderes mas que também é um grande azarado e um toque proibitivo para apimentar a coisa – a menina em questão é uma freira. De pano de fundo, um cenário aonde mágica existe através de religião e superpoderes existem através de pseudociência. Ah, sim, temos fanservice. É o típico caso de quando os hits se tornam esparsos e os materiais de apelo mais otakuzão acabam ganhando o topo, na esteira da queda de materiais mais populares. No entanto, é não só a estréia de um volume novo, mas de uma série nova já na primeira encadernação, e por isso mesmo seu
desempenho merece um pouco de atenção, para ver se ela tem algo além do nicho otaku que parece atender.
A lista seinen está mais curiosa. Claro, o último lugar tem um daqueles produtos para fãs babões, Sensei no Ojikan – uma espécie de versão sexualizada de tirinhas como Azumanga Daioh, onde ser infame é confundido com ser engraçadinho. Mas de resto ela é uma mostra perfeita da imensa pluralidade do quadrinho japonês adulto: Vagabond, que é um grande sucesso aqui não apenas no Japão, mas no Brasil também, aonde comparece com caprichadas edições de livraria, é uma adaptação de uma das mais populares obras da literatura japonesa, Musashi, de Eiji Yoshikawa. Ela é popular e uma obra de prestígio, mas cá entre nós: Yoshikawa era ágil, divertido e folhetinesco, enquanto o autor Takehiko Inoue, pai dos geniais Slam Dunk e Real, optou por uma abordagem que deveria ser reflexiva, mas que na prática é apenas arrastada. O próprio Inoue está saturado de Vagabond: a obra já teve suas interrupções, e a série esportiva Real foi criada como uma forma de desopilação. Mesmo assim, ela dá uma ótima idéia do que é o tom do quadrinho adulto mainstream popular japonês, e é um best-seller inegável.
Sangatsu no Lion, de Chica Umino (melhor conhecida pelo hit feminino Honey and Clover) é um drama intimista sobre um jovem de dezessete anos que se torna um jogador profissional de
Shogi – um jogo de tabuleiro tipicamente japonês – mas que não tem vida social ou amigos, e sobre sua vizinha, uma moça que vive para cuidar de suas duas irmãs mais novas. Arakawa Under the Bridge é sobre uma moça excêntrica que acredita ser uma marciana e que mora embaixo da ponte – e um sujeito que por artes do azar acaba morando com ela. Outra comédia é Tomehane, cria da revista seinen Young Sunday, mas que com o seu cancelamento recente, acabou migrando para a conceituada Big Comic Spirits; enfoca as atividades de um clube de caligrafia tradicional japonesa (shodo). O conceito mais intrigante (embora absurdo) dentre os títulos da semana, entretanto, é Ikigami: no futuro, o Japão está apático e sem iniciativa. Por isso, foi decidido que uma vez por dia, uma pessoa ao acaso seria escolhida para morrer, sempre com antecedência de 24 horas – com o objetivo de "despertar" as pessoas ao redor.

Sinceramente, isso deveria ser o suficiente para que as pessoas derrubassem o governo antes que fossem as próximas – queriam que as pessoas despertassem? Que despertem na cara de quem os meteu nessa! Mas de modo geral as histórias são focadas nas últimas 24 horas dessas pessoas, que obviamente são capazes de tudo quando não tem nada mais a perder. Me parece uma cruza conceitual de Battle Royale com o quadrinho americano 100 Balas, de Brian Azzarello e Eduardo Risso.
Enfim, uma semana digna de atenção na lista seinen – vamos esperar que a lista shonen reaja à altura.
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