Busca
Nov 01
Por que o Mangá se tornou um Produto Cultural Global?
Compartilhe:
Lancaster |
PERMALINK |
2
Categorias: mangá
O website Eurozine, uma das mais interessantes fontes de artigos sobre a vida cultural no continente, trabalhando em parceria com 72 jornais e revistas europeus, traduziu para o inglês um artigo de Jean-Marie Bouissou publicado originalmente na edição 7 da publicação francesa Esprit, de 2008 – e estamos traduzindo-o para o português aqui. É uma matéria extensa, mas vale a pena ser lida: Bouissou é um pesquisador sênior do Centre d'études et de recherches internationales de Sciences-Po, em Paris. Ele é um especialista no Japão pós-guerra e
já escreveu vários livros e artigos sobre o assunto, mas o que nos interessa aqui é seu papel como um dos fundadores da Manga Network, uma organização internacional de pesquisa sobre o tema. Seu próximo livro, a ser lançado no próximo ano, será dedicado aos mangás; e aqui, ele fala de sua experiência como leitor de BD (as Bande-Dessinées francesas) e de como ele as abandonou à medida em que envelhecia, com suas irmãs deixando de ler quadrinhos mais cedo até do que ele – além de explicar claramente o porquê do crescimento crescente do mangá em solo gaulês, e do impacto que obras como Akira tiveram para a criação do mercado.
Eventualmente ele me parece otimista demais (os editores japoneses são menos abertos do que se possa parecer à luz desse texto, por exemplo), relevando os aspectos de censura no Japão (na verdade, o final "Battle Royale" de Harenchi Gakuen, assim como o final "tapa na cara" de Ashita no Joe, foram motivados pelo fato de que as editorias não aguentavam mais a pressão dos censores – o estúdio de Tetsuya Chiba, desenhista de Joe, chegou a ser revistado pelo governo em busca de material subversivo, graças à apropriação dos personagens por grupos terroristas) e subestimando até a pujança econômica do próprio mercado nativo francês (basta olhar as listas de mais vendidos.
Um volume novo de Naruto vende mais do que um Titeuf durante uma semana no máximo, mas o Titeuf continua no topo por meses e chegando a casa dos milhões de exemplares vendidos). Mas acima de qualquer eventual crítica, é um texto interessante e muito informativo, que vale a pena ser lido.
O que não faz dele menor, infelizmente. É texto demais até para os padrões desse blog – e por isso, ao invés de simplesmente postá-lo aqui, achei preferível colocar o texto em um arquivo de .pdf à parte, que pudesse ser downloadeado a vontade. Vocês podem baixá-lo aqui.
Posts similares:
Entrevista com Junko Kawakami na Shoujo Café
Mostra de Artes Originais de Ashita no Joe
Mangás nas Bibliotecas Francesas
Post anterior: Capítulo online de Black Jack, de Osamu TezukaPróximo post: Mangá de Boxe vai ganhar adaptação para o cinema



Comentários:
Alexandre: Olá, Leonardo – seja bem-vindo. Esse post é antigo e eu deveria ter me dado conta de que posts antigos precisam de certa manutenção. Vou procurar minha tradução e te aviso por mail caso ache, mas enquanto isso, você pode ler o material em inglês ou francês.
Alexandre: Desculpe não poder ajudar mais. Essas coisas tem prazo no 4Shared – se não continuar baixando, elas desaparecem, infelizmente. :\
Deixe seu comentário: