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Out 19
Licenciar é bom e faz bem para o mercado
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Categorias: business
A Valéria do blog Shoujo Café postou uma notícia interessante da UOL a respeito do JAM 2008, feira em que são apresentadas novas propostas de projetos e produtos usando licenças de mangás e animes. Vale a pena lembrar que essa dinâmica dos licenciamentos é uma parte muito importante do mercado de anime e mangá ao redor do mundo. Um mangá não é apenas um mangá: ele é o motor central de uma franquia, que rende milhões para a editora e os criadores. Licenciamentos agregam valor para uma miríade de produtos, tornando-os competitivos no mercado (alguém reparou que aqui no Brasil, os chicletes Buzzy lançaram uma linha com figurinhas de Naruto?) – e é essa a verdadeira força mercadológica da estrutura de produção dos mangás: eles apresentam quadrinhos baratos e acessíveis, a um custo baixo de compra via antologias (convenhamos, ninguém acha que um gibi de dez reais, como acontece aqui no Brasil, é um produto caro para muita gente?) e dessa forma, uma série tem uma difusão imensa, entrando na casa de milhares de pessoas – e alavancando as vendas de seus produtos. Como essa difusão é importante, é fundamental que esses quadrinhos vendam bem – daí entra o papel da animação. Um anime na verdade é um grande comercial da indústria de mangás, com 26 minutos. Esse esquema funciona como um relógio e todo mundo fica feliz: clientes, empresas, licenciadores e autores. Se a série for um sucesso dentro de sua antologia, claro.
A matéria pode ser lida aqui.
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