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Out 17
Mangás da Cartoon Network pela Del Rey – e alguns sinais no horizonte
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Lancaster |
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Categorias: mangá global
A decisão recente da Cartoon Network de defenestrar a animação japonesa de sua programação aparentemente tem um sentido claro: investir nos materiais que rendem fortunas à Turner em licenciamentos, daí a proposta de voltar a programação, daí em diante, para o público de 6 a 11 anos (que é quem consome de modo geral os brinquedos, camisetas, cadernos e o que for com as imagens das Meninas Superpoderosas ou de Ben 10). Sob essa luz, não é de se espantar que eles tentem recuperar parte do território que ficará desguarnecido: a Cartoon e a Del Rey irão lançar uma linha de mangás inspirados em personagens da emissora, precedidos por dois Cine-Mangas (aqueles mangás coloridos cujos quadros são decalcados da própria animação, e que na prática não são realmente mangás exceto pelo formato). Até aí nada de anormal: os mangás de Ben 10: Alien Force e Bakugan Battle Brawlers serão lançados no inverno e no verão de 2009, respectivamente.
Mas... Bakugan Battle Brawlers?
Esse nada mais é do que um dos muitos animes que estão sendo cortados de cena com a nova direção da emissora. É um anime para crianças, baseado em um
cardgame – e que na verdade é uma co-produção multinacional, lançada diretamente em desenho animado no Japão, lançada pelas canadenses Spin Master (empresa de brinquedos) e Nelvana (voltada à animação infantil e responsável pela já "famosa" versão mutilada de Sakura Card Captors nos Estados Unidos), mais as japonesas Sega, a Tokyo Movie Shinsha (que providenciou a animação em si) e a empresa audiovisual Japan Vistec. Muito estranha escolha essa, se pensarmos bem: Provavelmente os produtores de Bakugan puseram um bom investimento na Cartoon e a empresa não quer rasgar esse dinheiro.
Será que o caminho para os animes nos grandes canais por assinatura americanos será o anime multinacional? A Disney já está pondo os pés no Japão: teremos um anime de Stitch, agora atormentando a casa de uma menina nipônica. A julgar pelos sinais, não será de se espantar que animes possam voltar à casa dos Cartoon Cartoons no futuro – mas dentro dos próprios termos da empresa: se voltarem, não será nada muito melhor do que um Beyblade da vida. A época áurea do Toonami acabou.
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