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Set 15
Entrevista com Junko Kawakami na Shoujo Café
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Categorias: mangá global
Essa é uma dessas histórias que se tornarão mais e mais comuns em nossos tempos de globalização – e de certa forma, a internacionalização dos mangás também não deixa de ser um fenômeno espontâneo dessa mesma globalização: A autora Junko Kawakami, essencialmente, casou com um francês e foi morar em Paris, mas continua publicando no Japão – e sua obra mais recente mostra a vida de uma família japonesa em migração para a França, refletindo sua própria experiência (porque não há melhor material para um autor do que as próprias experiências, ora!).
Agora, esse material está prestes a ser publicado em língua francesa, pela editora local Kana (filial da gigante Dargaud, a mesma que publicou Asterix enquanto a série estava viva – porque depois que Goscinny morreu, a série morreu junto; o que veio depois não é Asterix – e acredite, as editoras francesas de quadrinhos são potências imensas, com grande
poderio econômico; algumas séries de álbuns como Titeuf e Largo Winch conseguem vendagens impressionantes, muito próximas aos números assombrosos dos quadrinhos no Japão) – e detalhe, esse material será publicado em primeiro lugar na própria França, antes de seu lançamento Japonês. Por conta disso, o website Univers BD publicou uma entrevista com a moça, que a Valéria da Shoujo Café fez o favor de traduzir e publicar no seu próprio blog.
De resto, este também não deixa de ser um sintoma interessante da internacionalização do mangá: Editoras de mercados estabelecidos trabalhando com artistas japoneses para mangás focados no mercado local. A Tokyopop tem seguido esse caminho com materiais como Dark Metrô e Doors of Chaos, simultaneamente publicados nos Estados Unidos e no Japão (países aonde a editora tem franquias). Vamos ver para onde isso vai levar.
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