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Nov 07
Para Fãs de Macross/Robotech: Anunciado Volume 1 de Macross: The First
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Categorias: macross

Minha impressão quanto a antologia Macross Ace, da Kadokawa Shoten, poderia ser traduzida em uma única frase: almanaque de um título só. Isso acontece porque o único material realmente digno de nota em toda a publicação é Macross: The First, escrito e desenhado pelo próprio Haruhiko Mikimoto que fez o character design da série animada original de Macross (em um movimento editorial análogo ao feito pela própria Kadokawa na sua bem-sucedida antologia Gundam Ace, ao colocar como carro chefe a sensacional série Gundam: The Origin, de Yoshikazu Yasuhiko – character designer da série animada Gundam original de 1979). O resto da grade é altamente dispensável (diferente da Gundam Ace, que tem um nível geral alto), mas agora você não precisa mais acompanhar a Macross Ace para saciar sua sede de Rick, Lisa e... digo, Hikaru, Misa e Minmay: de acordo com a Kadokawa (notinha original no blog La Ventana de Saouri), foi anunciado para o próximo dia 10 de Novembro – já com pré-ordens de venda – o primeiro volume da série de Mikimoto, trazendo os personagens clássicos da série pelo traço do próprio autor que lhes deu vida originalmente. Além disso, a série Macross 7: Trash, do próprio autor, será relançada pela editora, tendo seus dois primeiros volumes sendo lançados no dia 26 de Novembro e os volumes 3 e 4, em dezembro. Ou seja, os fãs do trabalho do criador visual da série estão bem-servidos. Ainda há uma pergunta no ar: a Lynn Minmay do mangá será a versão mais suavizada, apresentada no longa metragem Do You Remember Love?, ou a ordinária com cara de inocente da série original? ![]()
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Nov 07
Tiragens das revistas de Julho a Setembro de 2009 no Japão
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Categorias: tiragens

Bom, eis a listinha oficial de tiragens do semestre anterior, e as quedas sempre pequenas mas consistentes de vendas prosseguem, comendo pouco a pouco as vendagens de antologias no Japão. Reparem que as duas únicas revistas nesse trimestre a crescer em tiragens foram a tradicional revista semanal para garotos Shonen Jump da Shueisha, e a revista seinen (para adultos) Young Animal Arashi, da Hakusensha, se bem que no caso desta, isso é mais sinal de
estabilidade do que crescimento; é cerca de 1% de aumento e como não se trata de uma revista com mais de um milhão de exemplares, isso não é algo para se estourar o champanhe – é mais para respirar aliviado no atual cenário. Já a Jump... bom, não há muito o que se discutir sobre ela. Todos criticam os atuais rumos da revista, mas sejamos honestos: se pesos pesados como a Shonen Magazine da Kodansha e a Shonen Sunday da Shogakukan continuam caindo (eu mesmo esperava que esta pudesse reagir e retomar sua posição de terceira revista mais vendida do mercado japonês, perdida para a Shonen Magazine Mensal ano passado; vejo que me enganei. As duas andam caindo pouco a pouco, e a overdose de marketing da Sunday na esteira dos 50 anos da revista parece não ter feito tanta diferença assim) e a Jump pouco a pouco sempre continua crescente, é porque algo de muito, muito correto eles estão fazendo. Ela cresceu 1,42% nesse trimestre, mas diacho, 40.000 exemplares é uma tiragem maior do que muitas revistas de porte dirigido e reduzido que são consideradas bem-sucedidas, como a Morning 2 da Kodansha! O mais visível exemplo de estabilidade, entretanto é a Dragon Age, que conseguiu
reverter sua queda de vendagens com uma reformulação editorial total. Nessas horas, temos um pequeno crescimento seguido por uma parada. Pode haver uma pequena queda no próximo trimestre, mas se ela acontecer, será previsível e não chega a ser um sinal dramático: a Dragon Age opera sob patamares muito menores e se ela sobrevive assim, está dentro de suas dimensões. Entre as revistas femininas, quem se saiu melhor foi a Asuka, apesar da Lala vender mais: enquanto os mil exemplares a mais dessa revista representem nada além de sinal de estabilidade (é um crescimento pouco maior do que meio por cento – leia-se, flutuação de tiragem), a Asuka teve um desempenho mais satisfatório, embora seus 35.334 exemplares nem de longe arranhem os 180.667 exemplares da Lala; para uma revista de 32.000 exemplares de tiragem, um crescimento de quase 10,42% é bem significativo, e em termos de comparação, podemos dizer que ela foi a revista que mais cresceu ao longo desse trimestre – mais importante do que números brutos de vendagem é a lucratividade que conta de verdade, e em mercados que tendem ao encolhimento, isso faz diferença. Mas falando de uma revista nessa faixa de tiragem, até onde ela realmente pode crescer a longo prazo? Nesse sentido, ela não é muito diferente da Dragon Age: sua expressão é limitada e seu público é restrito. É para as menores que qualquer sinal de crescimento é crucial.
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Nov 07
Um Ano de Good Afternoon – com Novas Séries
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Categorias: Good Afternoon

A Good Afternoon, da Kodansha, é uma revista interessante por sinalizar um movimento curioso: o mesmo perfil de revistas mensais como a Jump Square da Shueisha (autores conhecidos como Kousuke Fujishima, Hiroaki Samura, Eiji Nonaka entre outros; materiais adaptados de outras fontes, como light novels, além de sequências de mangás famosos) sendo aplicado a quadrinhos para leitores adultos. Além disso, eles investiram bem em divulgação pela internet, disponibilizando edições inteiras em seu website (chegando inclusive a ter uma série criada exclusivamente para a página internáutica da revista – Fiona Voyages). Agora, ela está completando um ano e marca seu aniversário com duas novas séries: Nanikamo Chigattemasu Ka?, de Mohiro Kitoh (Bokurano, Narutaru), que embora sinalize que será mais um dos mangás sobre o lado sombrio do ser humano respingando sobre a vida de garotos comuns (foi essa linha que o tornou famoso, afinal de contas), tem como diferencial o fato de que não parece envolver elementos fantásticos, como um meio termo entre as duas vertentes de sua carreira (que começou com materiais mais cotidianos e realistas). A outra estréia é Taorete Toutoshi!, de Namie Odama, que será um mangá de humor. Ah, sim, o título da capa é a simpática comédia de esportes Teppuu, de Moare Futada, sobre garotas marrentas e briguentas em clubes de artes marciais. Não vai mudar a vida de ninguém, mas vale a olhada.
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Nov 07
Autor de El-Alamein Cria Mangá para Museu Britânico
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Categorias: exposições

O Museu Britânico – um dos museus mais antigos e importantes do mundo – está abrindo uma exposição muito especial, dedicada ao personagem Professor Munakata, um investigador de casos misteriosos criado pelo autor Yokinobu Hoshino (2001 Nights, El-Alamein) para a editora Ushio Shuppansha em 1995, migrando em 2004 para a importante e tradicional revista Big Comic, da Shogakukan, aonde permanece sendo publicado até hoje. Mais do que uma simples apresentação de suas obras, o que temos é um mangá aonde o cenário é o próprio museu e podemos ler suas pranchas expostas no local. Além disso, o museu apresenta uma sala com reproduções em tamanho enorme de sua arte e um mangá café especialmente montado e povoado com volumes de mangá do autor, que podem ser lidos pelos visitantes. A exposição Manga: Professor Munakata's British Museum Adventure durará até 3 de Janeiro de 2010 em Londres e para quem estiver por lá até então, é programa obrigatório – e aproveitem para visitar o resto do Museu. Afinal de contas, qual foi a última vez que vocês visitaram um por livre e espontânea vontade só para dar uma olhada no acervo disponível? E ah, sim, para quem não ligou o nome a pessoa: Hoshino foi recentemente lançado no Brasil através da obra El-Alamein, lançada pela NewPOP.
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Piratas, piratas e mais piratas
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Categorias: Shinsheisha

Confesso que eu acabei colocando este post apenas por causa da capa, simpaticíssima, que remete aos mangás do começo dos anos 90. Errei, mas não por muito: Soshite Fune wa Yuku – The Story of Anne and Mary, do artista que assina como Zac N' Pop, é uma série que durou de 1999 a 2002 nas páginas da antologia Comic Flapper, da Media Factory, rendendo quatro volumes. A série envolve uma dupla de garotas piratas e nunca teve lá grande expressão, acabando por não ser devidamente concluída, mas o tempo garantiu a ela um reduzido porém fiel culto de leitores e agora está sendo lançada uma edição definitiva do material, desta vez pela editora Shinsheisha. Al ém de novas capas e de todas as páginas coloridas originalmente publicadas na revista, temos também uma recompensa aos leitores que mantiveram esse material vivo ao longo dos anos: a série será concluída (o que até explica o porquê de uma edição dessas, que usualmente traz mais paginas do que o habitual redistribuindo mais capítulos em menos volumes, ter o mesmo número de edições da série original: ela está incluindo o adendo de conclusão da história em sua contagem). O material está sendo lançado hoje no Japão, com direito a uma tarde de autógrafos na gibiteria Comic Zin em Shinjuku, e não acredito que ela vá ganhar mais expressão por causa desse relançamento – mas fãs fiéis podem contar e muito em termos de lucratividade, mais do que vendagens, para uma editora menor.
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Novas Séries na Young King
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Categorias: Young King

A Young King, da Shonengahosha, é uma revista curiosa, porque é uma revista seinen (para leitores supostamente adultos) que parece competir diretamente com as revistas shonen (para garotos) da linha Shonen Champion, da Akita Shoten. Vários títulos dela parecem seguir a mesma linha de testosterona e porrada que impera nos títulos da casa de Crows e Worst, com títulos como
Gang King e Sun-Ken Rock em suas páginas. E a nova estréia em suas páginas, Masamune: Take Over the Spirits, de Shuuji Kimura, parece seguir novamente essa seara. A história gira em torno de um professor com jeitão de gângster que é transferido para uma escola aonde... Ei, essa premissa não parece muito familiar para quem já conhece o bom e velho GTO? Em todo caso o sujeito é mal encarado mesmo e a história parece não seguir uma abordagem cômica.
Essa não é a única estréia na revista. Irezumishi Genshin é uma série cotidiana assinada por Kanan Yamada, autora egressa do shoujo (quadrinho para meninas) e do josei (quadrinho para mulheres adultas). À primeira vista, o conteúdo do material não parece diferir muito de sua obra pregressa e até o traço parece sinalizar isso, mas dá para entender porque ela está nessa revista: a série tem como pano de fundo o dia-a-dia de uma loja de tatuagens (que também está presente, sob outra abordagem, em Gang King), e isso é bem a cara do universo dos títulos da Young King.
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Categorias: Embalming

Embalming: The Another Tale of Frankenstein, de Nobuhiro Watsuki! Isso mesmo: o primeiro lançamento da editora francesa Asuka após o grupo Kaze (de quem ela é braço editorial) ter sido adquirido pela Viz – ou seja, pela Shueisha e pela Shogakukan em sua joint-venture para penetração no mercado internacional – será o mais recente trabalho de Watsuki, criador da famosa série Samurai X (Rurouni Kenshin no original, mas não pensem que eu vou chamar a série assim quando ela tem versão brasileira). A escolha faz sentido: Samurai X foi imensamente popular na França e esse é realmente um trabalho com um grande potencial em termos de exportação. Além do mais, em um país aonde um álbum tradicional pode levar um ano para ser publicado, o ritmo mais lento de um mangá cuja serialização é mensal (Embalming originalmente foi lançado na antologia Jump Square, da Shueisha) não vai ser um problema tão grave assim – a série está ainda no terceiro volume no Japão. Em todo caso, Embalming vai ser a ponta de lança da invasão japonesa na França, uma vez que os grandes hits da Shueisha ainda estão nas mãos de outras editoras, como a Glénat (que publica pesos-pesados como Naruto e Bleach em território gaulês). Vamos ver como vai ser o desempenho dos nipônicos em termos de marketing e divulgação para esse primeiro ataque. E a propósito: há neste blog um artigo meu sobre essa série. Ou seja, se você ainda não sabe do que se trata, dê uma olhada AQUI.
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Categorias: falta do que fazer
O pior é que isso não parece ser piada desta vez.
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