Artigos

Do Crescimento do Mangá Global


Outros Artigos e Reviews de Interesse



Perguntando aos Leitores


Entrevistas


Comentarios Recentes


Posts Recentes



Busca

Nov 20

Série de Boxe Feminino na Big Comic

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Big Comic Original

Fuyu Wa Nabi

Hidenori Hara é mais conhecido pela versão em quadrinhos da fábula otaku Densha Otoko, mas uma olhada no seu currículo mostra que sua obra é bem mais interessante do que isso. Produziu séries de beisebol como Just Meet (11 volumes) e Aozora (13 volumes), respectivamente para a Shonen Sunday e para a Big Comic Spirits da Shogakukan. Esteve presente em várias revistas da editora. Agora ele está produzindo uma nova série para a tradicionalíssima revista Big Comic: o quadrinho de esportes Fuyu Wa Nabi. A série envolve uma ex-atriz e modelo que tendo sua carreira acabada, decide reinventar sua vida através do boxe. Mas ela não é mais uma menina e idade conta no fator desempenho. Parece ter muito potencial, a arte é boa e pode ser uma história interessante de se acompanhar.

Fuyu Wa Nabi

Posts similares:
Estréias na linha Big Comic da Shogakukan
Página Online da Monthly Big Comic Spirits
Novo mangá na Big Comic Spirits

Nov 20

Ranking da Taiyosha (JP) – 15/11/2009

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 1

Categorias: rankings

Adachi

Eu não pude postar a lista dos dez mais esta semana – estava viajando – mas acabei me esquecendo de fazê-lo após retornar. Tudo bem, o que importa é que estamos de volta e ainda dá tempo de postar a listagem. De todo caso, a lista para garotos preserva a qualidade da anterior mesmo com a renovação de títulos. É incrível que os seis primeiros sejam praticamente os mesmos de semana passada (com pequenas trocas de posições entre si, mas formando um bloco que continuou vendendo – o que é sempre bom sinal). A lista se renova a partir da sétima posição, mas não chega a cair de nível: temos o Macross original revisitado pelo próprio Haruhiko Mikimoto, temos o Asu no Yoichi – que é descaramento puro, mas também é diversão assumida; o autor deve usar óleo de peroba como loção pós-barba e não deve estar nem aí. E temos a estréia do primeiro volume da mais recente série de Mitsuru Adachi, Q&A. Definitivamente, ninguém pode reclamar de qualidade aqui. Pelo menos na lista Shonen.

Shonen/Para garotos

01. Naruto 48 (Shueisha)
02. Gintama 31 (Shueisha)
03. Bakuman 5 (Shueisha)
04. Claymore 17 (Shueisha)
05. Steel Ball Run 19 (Shueisha)
06. To Love Tu – Trouble 16 (Shueisha)
07. Macross: The First 1 (Kadokawa)
08. Asu no Yoichi 11 (Akita Shoten)
09. D.C.: Da Capo II 5 (Kadokawa)
10. Q&A 1 (Shogakukan)

Seinen/Para Jovens Adultos

01. Yumekui Merry 3 (Hounbunsha)
02. Angel Heart 31 (Shinchosha)
03. Transistor Teaset 2 (Hounbunsha)
04. Sofuteni 2 (Mag Garden)
05. Lucifer and the Biscuit Hammer 8 (Shonen Gahosha)
06. Sengoku Tenshouki 7 (Kodansha)
07. Liar Game 4 (Shueisha)
08. Gekkan Aikawa Henshuuchou 1 (Shonen Gahosha)
09. Tsubomi 4 (Hounbunsha)
10. Shinjuku Swan 20 (Kodansha)

AdachiEu já falei de forma extensa de Q&A, na época de seu lançamento, em um artigo que pode ser lido aqui. Essencialmente é uma obra que como de costume em termos de Adachi, tem vieses afetivos a respeito do mundo ao redor. Mas se destaca por mostrar (assim como em Cross Game) um Adachi em revisão de suas posturas de mundo, tão sólidas na sua obra pregressa. Adachi sempre foi um grande tradutor daquilo que vou definir como o senso comum japonês, tanto no que ele tem de positivo quanto no que tem de questionável. Em miúdos, ele sempre refletiu a mentalidade do cidadão realmente médio. Touch é um exemplo difícil de se negar: a visão afetiva do material, que pinta a escola como um mundinho dourado e perfeito mesmo em suas imperfeições do dia-a-dia, como se estas valorizassem o conjunto por contraste – e reafirmando essas visões de mundo, o que explica porque ele se tornou uma obra tão duradoura a ponto de sua versão animada ser reprisada na televisão todos os anos e seus personagens até hoje serem lembrados – esconde uma mensagem para lá de questionável, onde o homem tem seu papel estabelecido externamente pela sociedade (detalhei isso melhor aqui) e tem que se ajustar a esses padrões pré-estabelecidos se quiser realmente ser alguém.

Adachi

Mas após a morte de seu irmão Tsutomu, também desenhista (e desconfio que essa morte apressou a conclusão de sua série Katsu, embora Adachi escreva sempre com tanta competência que seja difícil perceber sinais disso na execução qualitativa desse material), veio uma revisão que levou a Cross Game, a melhor obra de Adachi em muitos, muitos anos – uma espécie de revisão dos temas de Touch, mas sob o ponto de vista do questionamento. A série pode ser acompanhada independentemente de conhecimento prévio, mas a leitura de Cross Game mostra claramente que Adachi está questionando item a item esses aspectos prévios (escrevi com mais detalhes aqui).

Adachi

Q&A mostra um Adachi ainda imerso nesse processo de questionamento pessoal. É uma série colegial, ainda com o viés afetivamente familiar, com um elemento de sobrenatural – mas aqui, ao invés de um fantasma simbólico, como em Touch e Cross Game, o fantasma do irmão morto existe e gruda no pé do protagonista. Claro, a série lida ainda com sombras pessoais do autor, mas parece que ele sai de sua tendência de criar microcosmos atemporais, Adachialheios ao que acontece ao redor (o que é um dos elementos que permitiram a Touch se tornar uma obra tão perene) e se permite se misturar ao cenário contemporâneo, mesmo correndo o risco de se tornar datado. Um dos panos de fundo de Q&A é justamente a crise econômica japonesa, que está matando aos poucos a pequena cidade aonde o protagonista viveu sua infância e envenenando as memórias douradas que se tinha do local. Nesse sentido ele se aproxima mais de seus trabalhos para leitores adultos, como Adventure Boys, que tem uma sombra mais melancólica permeando tudo. Claro, não é uma sombra muito grande aqui, já que Adachi surge com seu trabalho mais bem-humorado – o quarto capítulo abre com uma sequência que ironiza totalmente sua tradicional construção de cenário, inclusive. Mas é algo presente. Parece que agora Adachi está disposto a interagir com o mundo ao redor, ao invés de se fechar em seu ovo – e sem alienar o seu antigo público. Interagir, é claro, inclui aceitar alguns aspectos mais feios do mundo. Talvez o Adachi de hoje possa se tornar mais interessante que o Adachi de Touch – e isso não é pouco, em termos de potencial. Touch pode ter uma mensagem questionável, mas é uma obra-prima em termos de execução técnica.
O Macross the First (de Haruhiko Mikimoto) também merece alguma atenção. Ele sai na antologia temática Macross Ace, da Kadokawa Shoten – que eu Macrossconsidero a decepção do ano. Isso porque ela surgiu como um caso de benchmarking: deu certo para a franquia Gundam, com sua Gundam Ace. Só que a Gundam Ace tem um universo riquíssimo em mãos e com isso cria várias séries com diversos personagens, em diferentes frentes. Trabalhar com Gundam é como trabalhar com a Segunda Guerra Mundial: a miríade de temas é enorme. Você pode fazer tanto uma comédia como o filme "Anáguas a Bordo", de Blake Edwards, sobre soldados americanos no pacífico; ou um drama como "A Cruz de Ferro" de Sam Peckimpah, mostrando o ponto de vista dos soldados alemães – aqui, uns f*****s e mal pagos; Ou uma farsa de ação como o "Bastardos Inglórios", de Tarantino; e todos são válidos. É possível também se limitar ao aspecto militar como se fixar em política ou, mais ainda, investigar os aspectos de ficção científica nesse universo. As possibilidades são enormes em Gundam. Já Macross, bom, sua potencialidade é limitada (já pararam para pensar, sem as nuvens do purismo a nublar suas cabeças, porque eu acho que apesar de seus problemas, há uma razão para que eu sempre diga que Robotech é melhor universo do que Macross?) e o escopo da Macross Ace a estreitou mais ainda. Macross não é realmente um universo, mas uma história que teve grande sucesso e que foi percebida pelos seus proprietários como uma franquia potencial, e seu desenvolvimento em diferentes séries pareceu levá-lo para apenas uma direção, e apenas uma. Em miúdos, Macross pode ter sido ótimo, mas como universo ele é pobre. AMacross revista poderia ter sido uma grande oportunidade para inserir novos pontos de vista que pudessem expandir o universo da série. E não foi isso que aconteceu: essencialmente temos diversas séries sobre cantoras, com desenhistas na sua quase que total maioria escolados no lado moezeiro da força. Virou uma antologia moe que se vale do nome de uma franquia bem-sucedida para chamar atenção. É produto otaku. A terceira edição vai ter uma participação especial das meninas de outro produto do gênero – o horroroso Lucky Star. Pelo amor de Deus... então, Macross: The First é a única coisa digna de atenção dentro dessa arapuca. Apesar do destaque enorme dado a figura da modelo, atriz, cantora e luva de maquinista número 1 da série, Lynn Minmay (suas passagens são exaustivamente expandidas, e ela sempre está disposta a fazer poses agradáveis para o leitor solitário), a necessidade de se ater à história original garante que esta, pelo menos, seja uma Asu no Yoichihistória de ficção científica, e não uma desculpa para se mostrar garotinhas com rosto de boneca. E convenhamos: é uma história que ainda mantém sua força, tanto que está presente na lista dos mais vendidos em uma semana que ainda tem o peso do poderio Jump no topo.
Asu no Yoichi, pra finalizar as considerações sobre a lista para garotos, é (como eu já devo ter dito antes em algum post anterior) um prodígio da cara-de-pau. Não há outra definição quando examinamos o material a fundo: pegue-se duas séries de sucesso, com um protagonista tirado, em termos de uma terceira série que não tenha nada a ver, (dando nome aos bois: pondo um protagonista conceitualmente chupado de uma série arqueológica da Shonen Jump Samurai Giants em um mundo-amálgama de Ranma e Love Hina. Sério) escreva como se fosse um imenso fanfic-crossover (E se a Shinobu de Love Hina se apaixonasse pelo Tatewaki Kuno de Ranma 1/2?), mude os nomes para não dar muito na cara, deixe que os desenhos escondam qualquer semelhança que possa ser encontrada e coloque a história para se escrever por si só, com as piadas geradas por esse choque de cenários. A destreza perobística do autor é tão grande que eu acredito que ele esteja se divertindo enormemente ao produzir esse material, e o leitor acaba se divretindo junto. Ninguém escreve um treco desses a sério. E talvez por isso – somado ao fato de que ele é um excelente desenhista – eu tendo a relevar uma história que tem tudo para merecer pedradas. Relaxe e aproveite: Saber ser descarado, e é isso que Asu no Yoichi é, é uma arte; e cara-de-pau é o que não falta aqui.
Angel HeartDe resto, enquanto a lista para garotos se safou muito bem em relação à semana passada, a lista para adultos não foi tão feliz. Yumekui Merry? Sofuteni? o lesbianismo-perfumaria para moezeiros de Transistor Teaset e Tsubomi? Lastimável. Mas há poucos materiais que seguram a dignidade da listagem: Angel Heart, Sengoku Tenshouki, Liar Game e Shinjuku Swan. Não fosse por estes quatro, a lista adulta mergulharia no valão. Mesmo assim, o fato de que Merry chegou ao topo sinaliza uma semana muito ruim no mercado. É a crise, damas e cavalheiros, é a crise. O cidadão comum tem que apertar o cinto e o otaku não deixa de comprar o que sempre comprou. As vendagens de material de massa acabam caindo e o material de gueto acaba se destacando como uma pedra que surge em meio ao oceano quando o nível do mar abaixa. Foi isso que aconteceu ao mercado americano: um mundo pós-apocalíptico onde a água do planeta secou e só restam as rochas de fanboys (o equivalente americano ao otaku), procurando secar cada poça para evitar que tenhamos um oceano que os cubra novamente e assim eles permaneçam como os representantes da humanidade. Queira Deus que isso não aconteça aos quadrinhos japoneses, mas o fato é: enquanto o Japão estiver em crise, os quadrinhos e a animação irão mal. Como são indústrias culturalmente bem estabelecidas, elas permanecerão de pé – mas podem sair com cicatrizes sérias. Essa novela ainda não acabou.


Posts similares:
Ranking da Taiyosha (JP) – 15/03/2009
Haruhiko Mikimoto na Macross Ace
Para Fãs de Macross/Robotech: Anunciado Volume 1 de Macross: The First

Nov 20

Novas Capas de Macross 7 Trash

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 0

Categorias: macross

Macross

O lançamento de Macross: the First, com roteiro e arte de Haruhiko Mikimoto, trouxe de volta sua obra pregressa no universo da série: Macross 7: Trash, ambientada no cenário daquela que é sem sombra de dúvidas a pior série a receber a chancela Macross (nem o mal-afamado Macross 2 é tão ruim quanto essa atrocidade, acreditem). Levando em conta esse precedente, Mikimoto não se saiu tão mal. De qualquer forma, a série está merecendo um novo tratamento gráfico da editora, com direito a novas capas, e podemos vê-las acima. Os volumes 3 e 4 sairão em 26 de Dezembro. (Via blog La Ventana de Saouri)


Posts similares:
Para Fãs de Macross/Robotech: Anunciado Volume 1 de Macross: The First
Haruhiko Mikimoto na Macross Ace
Saiu a Macross Ace!

Nov 20

Nova Série na Morning 2

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 0

Categorias: Morning 2

Tsuratsura Waraji

A revista para leitores maduros Morning 2, da editora japonesa Kodansha, diferentemente do perfil bem mais tradicional de sua irmã mais velha, a revista Morning, tem um pé no "descolado". Como eu disse em algum post perdido no passado, é como se fossem dois irmãos onde um deles é um executivo de terno e o outro, um clubber de cabelos coloridos e piercing no nariz. É de lá que vem títulos como Saint Young Men (o maior sucesso da publicação, mostrando Cristo e Buda como dois jovens rachando um apartamento) e Peepo Choo, de Felipe Smith, mas também tem outros títulos diferentes como a série policial Coppers, da autora Natsume Ono – que está estreando uma nova série na casa: Tsuratsura Waraji: Bizen Kumata ka Sankin Emaki. É uma história de época, passada no período Edo. Na verdade eu estou mais colocando a notícia como uma desculpa para exibir essa capa ao lado, que dá destaque ao novo título na revista. Ono tem um grande domínio de cores planas e composição em suas ilustrações, e essa imagem ficou simplesmente legal demais para que eu deixasse passar batido.


Posts similares:
Morning 2 da Kodansha em versão Online
Mangaka Americano no Japão
Morning Two a 190 Ienes

Nov 19

Campanha Regional do Lançamento de Tsurichichi Nagisa

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Tsurichichi Nagisa

Tsurichichi Nagisa

Saiu hoje, 19 de Novembro, o primeiro volume para livrarias da comédia Tsurichchi Nagisa, de Masaki Satô. A série é uma piada pronta feita a partir do clássico infanto-juvenil dos anos 70, Tsurikichi Sampei, de Takao Yaguchi (e visível até no visual da personagem, que usa um enorme chapéu de palha assim como o personagem que o inspirou). Basicamente, enquanto Sampei é um pescador entusiasta, Nagisa é uma pescadora... com uma grande comissão de frente, digamos assim (Tsurikichi e Tsurichichi, respectivamente). Só que a história tem outros méritos: Satô é ele mesmo um grande entusiasta da pescaria (como o Sampei, não como a Nagisa :D), e seu trabalho reproduz com precisão cenários reais de pesca no Japão. Talvez por isso sua campanha esteja centrada na região de Kanagawa, sendo associada a lojas de pesca e de aluguel de barcos, com cartazes anunciando o lançamento do material por lá. Além disso, três lojas na cidade distribuirão papéis aonde os leitores serão convidados a desenhar os personagens e deixar mensagens para exibição nos locais. Não bastasse isso, as filiais locais de gibiterias como a Yurindo, a Comic Zin e outras terão papéis de notinhas com os personagens como padrão de fundo, cada uma diferente para cada loja. Nada mau mesmo.
Tsurichichi Nagisa é publicado regularmente na revista mensal para leitores maduros Sunday GX, da Shogakukan.


Posts similares:
Mais Pescaria
Sai Primeiro Volume de Tsurichichi Nagisa – Inclusive na Internet
Trailer de Tsurikichi Sampei no You Tube

Nov 19

Reciclagem de Sucessos na Young King

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 0

Categorias: Young King

Iketeru Futari

Iketeru Futari, de Takashi Sano, é uma série de 29 volumes publicada nas páginas do almanaque mensal Young King, da editora Shonen Gahosha. É a típica comédia hormonal, que em uma revista seinen como a King (que na prática, em termos de conteúdo, é uma revista para garotos que não tem limitações de censura; ela é mais próxima da Shonen Champion da Akita Shoten do que de outras revistas seinen, se pensarmos bem). A série foi bem-sucedida – com tantos volumes, isso é meio óbvio – e chegou a ganhar uma versão animada em 1999. Agora a série volta aos holofotes com o lançamento de um longa-metragem com atores que será lançado no inverno japonês de 2009, e como o autor não é bobo, acabou de retornar à série com Iketeru Futari – Shakai Jin Hen. Aqui, temos o casal protagonista Saji e Akira dois anos após a conclusão da série, já enfrentando os dissabores da vida adulta, quando ela começa a ascender na carreira – e não podemos dizer o mesmo dele; agora a relação de ambos começa a ir por água abaixo. É um one-shot (história fechada) comemorativo de 50 páginas, mas se der certo, duvido que não tenhamos no futuro uma série regular do material.
Não é o único destaque da Edição. A Young King de Janeiro também traz uma nova série: Dream King Gaiden: Shibuya Daisensou, de Tawaraya Soudesu e Fumio Obata. Em miúdos, gangues de gente mal encarada. O detalhe é que assim como o novo Iketeru Futari, ele não chega a ser uma novidade: ele é uma série derivada de Dream King R – continuação de Dream King, inicialmente publicada pela editora Gakken Kenkyuusha. Pelo visto a Young King está seguindo os passos da Akita Shoten até na política editorial: se algo deu certo, teremos material derivado. Vamos ver se isso mostra resultados para a Shonen Gahosha.


Posts similares:
Novas Séries na Young King
Gangues Invadem a Young King!
Agora que Shaman King, Finalmente, Terminou de Verdade...

Nov 19

Nova Série Colegial na Young Jump

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 1

Categorias: Young Jump

Kaichuu

A revista semanal para leitores maduros Young Jump, da Shueisha, é um case de mercado bem diferente da sua irmã para leitores mais jovens, a Shonen Jump. É um título vencedor e importante dentro de seu segmento? É, sem a menor dúvida. Mas diferentemente da postura quase comensal da Shonen Magazine (da Kodansha) em relação à Jump para garotos (a Shonen Magazine mira em um público ligeiramente mais velho, puxando leitores da Jump quando eles estão na idade de abandoná-la; boa parte do seu sucesso repousa nisso), a Young Jump vive em uma eterna disputa com a Young Magazine, disputando o mesmo segmento de público na base do tabefe. E se olharmos bem, ambas são na verdade títulos de transição: refletem justamente os temas dos quadrinhos de massa para garotos, sem segmentações de nicho (como a Ultra Jump por exemplo), se dirigindo a um leitor que está em idade universitária ou entrando no mercado de trabalho após sair do colégio – alguém para quem os títulos para garotos não são uma realidade tão distante assim em termos de memória e identificação. Revistas como a Morning e a Business Jump ainda não são para eles. Por isso, ainda podemos ver uma estréia como Kaichuu!, de Yuuki Hayashi, nas páginas de uma revista supostamente para leitores maduros. A história é uma comédia romântica que gira em torno de um clube escolar dedicado ao arco-e-flecha, cujo destaque é uma moça que chama a atenção de todos os rapazes, mas tem um segredo oculto. Em todo caso, a Young Jump não é muito diferente da Shonen Jump em sua dinâmica de estréias e cancelamentos: se der certo, continua. Se não emplacar, um abraço. Fica o registro.


Posts similares:
Lançada a linha Young Jump da Uniqlo
Novos Marcos e Estréias na Young Magazine
One-Shots na Linha Adulta da Jump

Nov 19

Imagem Misteriosa do Billy Bat de Naoki Urasawa

Compartilhe: Delicious Digg technorati Stumble Upon

Lancaster | PERMALINK | 1

Categorias: Billy Bat

Billy Bat

Marketing viral é isso aí. Na esteira do lançamento do segundo volume do ótimo Billy Bat de Naoki Urasawa (a série mais recente do autor de Monster e 20th Century Boys), apareceu do nada em Iwafune, no distrito de Tochigi (Japão, obviamente) uma imagem gigante (de 70m X 40m) do simpático morcego que batiza o material publicado regularmente no almanaque para leitores adultos Morning, da Kodansha. Pode ter sido apenas uma brincadeira de fãs ou – eu pelo menos acredito nisso – uma jogada de marketing viral. Mas faz sentido para quem acompanha o mangá, que como de costume em Urasawa, tem uma conspiração por trás, mas que toca também no passado religioso de diversos povos, sugerindo que a primeira imagem divina a ser adorada por seres humanos pode ter sido a de um morcego sorridente com um dente pra fora – e que essa figura não desapareceu com o tempo. A região tradicionalmente é associada a imagem de um bodisatva (uma pessoa de espiritualidade elevada que trabalha para libertar as pessoas do sofrimento) chamado Ojizô-Sama (também conhecido como Kshitigarbha na Índia), presente ao longo do Japão em várias estátuas, popularmente encontráveis tanto em cemitérios quanto à beira de estradas. As imagens de morcego presentes em locais e eventos religiosos de importância são parte da história. Em todo caso, isso deve fazer barulho, não? ;)


Posts similares:
Novo Urasawa na Big Comic Spirits
A Saga de Ujiko-Ujio Chega ao Fim
Naoki Urasawa e a Era de Ouro dos Comics

:: Próxima página >>


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]